Após o aniversário do Mestre (janeiro de 1951), porque Rajarsi não estava bem,
o Mestre veio ao eremitério para vê-lo. Rajarsi levou o Mestre à cadeira em que ele se sentava e fez o Mestre sentar-se nela, eles conversaram por um longo tempo de mãos dadas. Rajarsi teve de deixar a sala por um momento. Naquele tempo precioso o Mestre me perguntou:
- Quem você acha que eu era no distante passado, quem poderia ter melhor escrito o Gita nesta vida?(*)
Vários anos antes eu tinha perguntado ao Mestre se ele era Arjuna, mas ele não respondeu porque ele não estava pronto para divulgar seu segredo ainda.
Quando o Mestre fez a pergunta, eu respondi:
- Vyasa, o autor do Gita.
O Mestre disse:
- Não, mas lembro que você tinha me perguntado anos atrás se eu era Arjuna.
Então alegremente exclamei:
- Você foi Arjuna!
Ele sorriu seu 'Sim'.
Então lhe perguntei se Rajarsi estava com ele naquele tempo. Ele respondeu:
- Sim, ele era um dos gêmeos, o positivo, Nakula. Ele era meu irmão favorito e eu o amava mais que qualquer outro. Eu era também seu Guru então. Krishna era meu guru e Babaji, sendo Krishna, ainda é meu guru, Sri Yukteswarji era meu guru por procuração de Babaji.
(*) Paramahansa Yogananda escreveu um livro comentando os versos
do Bhagavad Gita.
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Uma
discípula fez uma pergunta a Yogananda a respeito de determinado
yogue que costumava caminhar debaixo dágua, no leito de um rio
caudaloso (Swami Trailanga, no rio Ganges). Paramahansaji respondeu a
ela, e em seguida me disse com muita simplicidade:
-
Eu também posso fazer isso.
Assenti
com a cabeça. Evidentemente, quem pode (como ele) controlar os
batimentos cardíacos e a respiração também pode permanecer
debaixo dágua.
O
mestre dizia:

