Eis os perigos da Árvore do Conhecimento do bem e do mal! A pessoa que adquiriu conhecimento sem o paralelo desenvolvimento da força moral, que ainda não ampliou a esfera de seu Ser para abraçar a comunidade e, deste modo, ainda não converteu seu egoísmo em amor, corre o risco inerente de usar inversamente a energia superior, dirigida para baixo, anormalmente, para grande prejuízo da humanidade.
Somente pessoas meramente “conhecedoras”, que não têm mantido harmonia no desenvolvimento dos chakras superiores e inferiores, poriam as elevadas manifestações do Ser, tais como literatura, teatro, cinema, arte, música, a serviço da energia mais baixa, a serviço da demagogia inescrupulosa, da sensualidade, do erotismo, concupiscência, sexualidade obscena e pornografia.
Os animais não podem pecar sexualmente. Quando são excitados pela força sadia da natureza, usam-na naturalmente; procriam a descendência e também usufruem dos prazeres da sexualidade sadia. O homem, no entanto, usa a razão para descobrir todas as espécies de métodos de excitação dos órgãos sensoriais, mesmo contrários a sua vontade, do titilá-los simplesmente para gozar, até a luxúria perversa.
Os órgãos sadios se enfraquecem e degeneram, porque têm de continuar proporcionando prazer além de sua força normal.
Naturalmente os habitantes do submundo exploram as fraquezas humanas pelas mais sórdidas espécies de negócios, tais como antros de drogas e outros estabelecimentos sórdidos do submundo.
Aqueles que, por motivos de infelicidade ou dependência ao prazer (que também é radicado em infelicidade), dirigem a energia vital para os órgãos sexuais, os quais solicitam gratificação sempre renovada como resultado da titilação constante, têm cada vez menos energia para as funções dos órgãos superiores que servem à espiritualidade.
O resultado é a debilitação da força de vontade, constante sensação de apreensão, astenia física e mental, resistência diminuída, inatividade e incapacidade para a vida. Assim o homem tem confiscada sua aptidão espiritual superior, declina na sensibilidade e se extingue.
