28.7.25

A BUSCA DO AMOR NA SEXUALIDADE - Elisabeth Haich

 É um equívoco perigoso buscar amor em sexualidade oca e tentar substituir o amor pela sexualidade. É bastante natural, digamos, às mulheres a quem jamais foi dada a mais pálida expressão de amor por seus apáticos, desinteressantes e desinteressados esposos “mortos”, acreditarem que os indícios de ternura mostrados por um marido interessado na mulher no breve período da excitação sexual constituem amor. E portanto é natural quererem copular com eles tantas vezes quantas eles quiserem.

Isto não é porque elas estejam interessadas primariamente no coito, como tal, mas sim porque anseiam por uma migalha de amor. Se ele as desaponta, e surge uma oportunidade – o que quase sempre acontece! – então elas tentam obter amor de outro homem e experimentar a sexualidade integral. No mais das vezes, não o fazem a não ser por frustração física. O corpo deseja gratificação sexual muito menos frequentemente do que se imagina!

Os homens almejam que as mulheres os considerem e admirem como a suprema manifestação divina, como homem. Se um homem não logra obter este reconhecimento em casa, certamente encontrará outra mulher que lhe pagará o tributo de admiração e, depois, comumente, ele aparenta só ter querido sexo.


Tanto o homem como a mulher buscam o amor de seu amante, mas equivocam-se ao crer que isto é recebido deste “outro” parceiro. Encontram-se secretamente, em estado de excitação sexual, porque sempre esperam um intercurso sexual. E a sexualidade imita o amor. Compele à ternura e abraços, força os amantes à carícia recíproca, a amenizarem mutuamente seus sofrimentos através das revelações de sexualidade tal como quando o amor verdadeiro é permutado.

Que se segue com experiências assim? Desapontamentos, uma amarga ressaca, acusações mútuas ou solidão glacial, e no caso da mulher, comumente uma sensação desesperada de exploração e aviltamento. Ambos não deram amor verdadeiro, mas tão-somente esperaram recebê-lo, portanto nenhum o recebeu!

Jamais o amor é substituído por sexualidade oca, puramente física! E a humanidade anseia enlanguescer por amor! Estas incalculáveis pobres almas jovens, que ainda são menos do que crianças, e que em grande parte, por causa do modo “civilizado” de vida não ser mais conducente ao amor, talvez carentes de amor dos pais, entregam-se às aventuras de excessos sexuais, porque buscam o amor!

A multidão de “mal-amados”, jovens e adultos, só pode curar-se por meio do amor e não por intercurso sexual humilhante ou na tentativa de libertá-los das inibições sexuais e persuadindo-os a levar vida sexual dissoluta, promíscua e indiscriminada.

Quantas dessas pessoas, jovens e adultas, aspiram a um conselho acerca de como recuperar sua pureza física e espiritual, após um tal irresponsável tratamento psíquico. Se alguém lhes acena com um pouco de amor e compreensão, elas ressuscitam curadas e prontas a se tornarem membros úteis da sociedade.

Não nos deparamos com uma destas pessoas que sofreram “repressão” ou “trauma” resultantes de sua pureza. Por pureza entende-se não apenas uma vida de abstenção amorosa, mas também uma vida sadia baseada no amor.

Depois do impulso para falsa concepção de liberdade, a extrema “permissividade” e falsa concepção de “liberdade” sexual, provocadas pela “repressão” e o “trauma”, tentemos fixar o pêndulo no meio e chegar a uma concepção normal de sexualidade.