Num
dia do século II d.C. uma mulher Brahmin foi ao rio Jamuna para
banhar-se. Encontrando um yogue sentado às margens do rio em
meditação, ela deixou seu filho de dois anos perto dele,
pedindo-lhe que cuidasse da criança até que ela retornasse.
Ao
retornar, descobriu para seu desespero que a criança tinha se
afogado enquanto o yogue estava absorvido em meditação. A mãe
lamentou a morte da criança tão alto, que o yogue voltou à
consciência física.
Ao
compreender o que tinha acontecido, o yogue ficou com pena da mãe, e
a fim de consolá-la abandonou seu corpo físico pelo poder do yoga e
entrou no corpo da criança morta. Vendo a criança reviver, a mãe
ficou muito feliz e retornou com ela para casa sem se preocupar em
descobrir o segredo daquela misteriosa volta à vida.
O
menino não cresceu como uma criança normal. Ele era muito distraído
para aprender, para brincar ou interagir com seus pais, então
pensaram que ele era surdo ou mudo.
Alguns
anos mais tarde, Shankarachárya (o maior filósofo monista da Índia)
estava passando pela localidade. Os pais levaram o menino ao sábio e
pediram que lhe restaurasse a saúde normal por meio de seus divinos
poderes.
O
sábio através de sua clarividência rapidamente percebeu o que
tinha acontecido e dirigiu algumas perguntas ao menino, que as
respondeu imediatamente, surpreendendo as pessoas presentes com a
sublimidade de sua sabedoria.
Quando
os pais souberam a verdade sobre seu filho, deixaram-no com Sri
Shânkara. Ele ficou conhecido a partir daquele dia como Hastamalaka
e
tornou-se um dos quatro maiores discípulos do grande mestre.