Eu
estava sentado num quarto com grande silêncio. A manhã estava
quieta, como que sem respiração. As grandes montanhas azuis se
erguiam contra um céu frio e claro. Ao redor da casa pássaros
amarelos davam boas-vindas ao sol. Eu estava sentado no chão, com as
pernas cruzadas, meditando, esquecendo as montanhas azuis iluminadas
pelo sol, os pássaros, o imenso silêncio e o sol dourado.
Perdi
a sensação do corpo, meus membros estavam amortecidos, relaxados e
em paz. Uma grande e profunda alegria encheu meu coração. Minha
mente estava na expectativa, concentrada. O mundo material
desapareceu e eu estava cheio de força.
Assim
como uma brisa oriental que de repente surge e acalma o mundo
cansado, ali na minha frente, sentado, de pernas cruzadas, da maneira
que o mundo o conhece, em Suas vestimentas amarelas, simples e
magnífico, surgiu o Mestre dos Mestres.
Olhando
para mim, imóvel se sentava o Poderoso Ser. Eu
olhei e curvei minha cabeça, meu corpo se curvou por si mesmo.
Aquele olhar mostrava o progresso do mundo, mostrava a imensa
distância entre o mundo e o maior de seus mestres. Quão pouco o
mundo entendeu, e quanto Ele deu ao mundo! Com quanta alegria Ele se
elevou, escapando do ciclo de nascimentos e mortes, de sua roda
tirânica.
Ao
alcançar a iluminação, Ele deu ao mundo a Verdade, assim como a
flor dá seu perfume. À medida que eu olhava os sagrados pés que
uma vez pisaram o feliz solo da Índia, meu coração derramou sua
devoção, sem limites e insondável, sem barreiras e sem qualquer
esforço de minha parte. Perdi-me naquela felicidade.
Minha
mente fácil e estranhamente entendeu a Verdade que Ele buscou e
obteve.
Nenhum comentário:
Postar um comentário