7.5.18

A NAÇÃO DO NEPAL – Sadhguru



Grande parte da Índia foi como o Nepal no passado, toda a geografia do Nepal foi criada como um corpo vivente. Assim como existem chakras num corpo humano vivo, do mesmo modo foi feito ali, muitos reis patrocinaram essas grandes aventuras de transformar todo o reino do Nepal num corpo espiritual, para que nenhum ser vivo escapasse desse processo espiritual.

O processo espiritual ali não é apenas para aqueles que se sentam,  fecham seus olhos e os voltam para cima; ninguém deve escapar a esse processo, essa é a intenção.
Pode-se dizer que este é o mais alto nível da compaixão, quando você não quer que nem mesmo uma minhoca permaneça intocada por essa energia, e isso faz de toda a geografia um processo espiritual.

A maior parte dessa obra fenomenal que foi feita no norte da Índia foi destruída porque essa região viu invasões após invasões, e a primeira coisa que se buscou foi isto, uma vez que quando se quebra esse processo a mente do povo também se quebra, seu espírito se quebra.

No sul da Índia também ocorreu algo disso, não por causa de um invasor externo, mas por causa da invasão da ignorância, que é mais perigosa que qualquer invasor, e o processo se dissipou.

No sul ainda se pode ver algo da estrutura desse processo espiritual, mas ele não é muito ativo. Algumas coisas ainda estão vivas, mas a maior parte se foi.

O Nepal é um lugar onde esse processo é muito mais vivo do que na Índia, simplesmente porque a cultura inteira o apóia. Ainda hoje 98% da população se dedica a esse processo. Ainda hoje, para 98% da população do Nepal, ir ao templo e buscar mukti (liberação do ciclo de nascimento e morte) ainda são as coisas mais importantes em sua mente, o que se perdeu na Índia.

Na Índia hoje mukti não é a coisa mais importante; ir para a América é a coisa mais importante. Desse modo, quando a psicologia de uma civilização está completamente voltada para a liberação última, estas coisas podem acontecer, a própria geografia do país pode ser convertida num corpo espiritual vivo.

Por isso, Kathmandu, que é a morada de Pashupatinath, onde fica o templo de Pashupatinath, é considerada em certas tradições o templo do planeta. O templo de Pashupatinath tem milhares de anos de antiguidade. Seu linga data de um período de pelo menos 8.000 anos atrás.

Portanto, Pashupatinath é considerada como a testa de Shiva e seu corpo flui, uma parte para o sul, outra para o oeste. Uma cabeça, dois corpos. Esses dois corpos representam dois sistemas fundamentais do Tantra. O corpo do sul é a mão direita, o corpo do oeste é a mão esquerda.

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Templo de Pashupatinath, Nepal

Quando digo Tantra, não me refiro à promiscuidade. Hoje em dia, a palavra Tantra evoca todo tipo de pensamento erótico nas mentes das pessoas, porque a maior parte da informação que se tem sobre o Tantra vem da América. Até mesmo na Índia, se você entrar numa livraria, verá que a maior parte dos livros sobre Tantra são escritos por autores americanos.

Tantra, na verdade, significa uma técnica ou tecnologia de ser capaz de desfazer a vida e fazê-la de novo. E qual o propósito disso? O corpo humano é a máquina mais sofisticada que existe, representa o maior desafio. Se você puder desmontar seu cérebro e colocá-lo a funcionar novamente, será como o próprio Criador em muitos aspectos.

Assim, foram criados dois corpos com uma cabeça. A testa está aqui em  Pashupatinath.  Sahasrara, o topo da cabeça, está em Kalpanath, o que está acima disso está em Muktinath, o que está além é Kailash.



Imagem relacionada  
Kailash, montanha sagrada considerada a morada de Shiva.


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