14.8.18

A VELHICE É UMA BÊNÇÃO – G. de Purucker



Aprenda a controlar a mente. O ser humano é filho dos deuses, e sua mente deve se transformar em divina, seus pensamentos devem ser inspirados, seu coração constantemente abrindo-se ao amor.

Vá aos lugares silenciosos de seu coração; entre nas câmaras quietas de seu ser interior. Logo você aprenderá a abrir as portas de seu próprio coração. Então a intuição virá a você. Terá conhecimento imediato; conhecerá a verdade instantaneamente. Este é o Caminho, este é o ensinamento.

Nestes calmos lugares da alma, nestes profundos silêncios do coração, é que entram os Grandes Seres quando querem mais luz e conhecimento; pois assim fazendo entram na própria estrutura e fábrica do Universo, e conhecem assim a Verdade de primeira mão, porque se tornam um com o Universo, vibrando sincronicamente com as vibrações de todos os planos da Mãe Eterna.

Quem assim procede não precisa temer a velhice. Para aquele que viveu corretamente e com altos ideais, a velhice traz maior espiritualidade e mais profunda visão.

Na velhice a alma está se retirando do corpo cansado. Mas essa retirada da alma é pacífica e calma, é o modo da natureza de fazer a morte chegar como uma suave bênção de paz e harmonia.

Em vez de ser um forte puxão, como é no caso do jovem quando vem a morte, a morte para os idosos vem em paz e quietude, soltando as amarras que prendem a alma a seu veículo de carne, e a passagem para a outra vida é tão calma e gentil como a chegada do crepúsculo que antecede a noite.

Qualquer ser humano pode evitar uma velhice dolorosa, ou ao menos minimizar seus problemas; e isto pode ser conseguido vivendo com humanidade, vivendo nos níveis mais elevados da personalidade, ao invés de permanecer apegado aos desejos do corpo. Desse modo a velhice chega trazendo bênçãos e aumentando as faculdades espirituais.

Porém, se a vida foi vivida à procura de grosseiros desejos físicos, se os elos que unem a alma ao corpo foram fortalecidos no veículo de carne através da auto-indulgência para com os apetites grosseiros, então mesmo na velhice a morte é dolorosa, pois a retirada natural da alma não acontece.

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Doenças, por outro lado, são processos purificadores, e para as pessoas de nosso estágio imperfeito de evolução são muitas vezes uma bênção enviada dos céus. Elas curam o egoísmo, ensinam paciência, fazem a mente admirar a beleza da vida e ver a necessidade de viver corretamente. Tornam a pessoa gentil e agradável.

Considere o ser humano médio em seu presente estágio de evolução: apaixonado, com emoções desgovernadas, com ferozes desejos de sensação. Se tais pessoas tivessem corpos que não adoecessem, provavelmente seriam mortas pelos excessos. As doenças, na verdade, são avisos para reformar-se e viver de acordo com as leis da natureza.

Não é uma natureza externa e tirânica que nos traz doenças. As doenças, com seu sofrimento e dores, são amigos que nos advertem. Elas amaciam nosso coração, expandem nossa mente, dão-nos a oportunidade de exercitar nossa vontade. Fazem nascer em nosso peito piedade e compaixão pelos outros.

Cada um é responsável por suas doenças e infelicidades.  Elas vêm a nós como reações, efeitos, das sementes de pensamentos e ações que semeamos no passado.

Quando o sofrimento e a tristeza vierem, receba-os: eles são despertadores. Os prazeres nos fazem dormir, as alegrias físicas nos fazem dormir. A dor e a mudança nos despertam. Pensar assim nos dá força, nos dá paz, nos capacita a encarar os problemas da vida com uma mente iluminada.

O ser individual está aprendendo, crescendo. Não importa quão pequeno ou grande é esse ser – inseto ou deus, superdeus ou átomo – todos estão aprendendo e crescendo, portanto passam por estágios de felicidade e dor.

Siga esta regra: seja o que vier, encare com coragem. Isso passará. Mantenha sua face para o Leste místico do futuro, encha seu coração com coragem e lembre que você é um descendente dos deuses imortais que controlam e guiam o Universo.

Há momentos na vida em que o Eu Superior interno nos leva para caminhos de provas para que possamos crescer ao reagir com sucesso a essas provas. Mas o Eu Superior está sempre conosco, constantemente nos advertindo através das intuições para ser corajoso (a), para encarar a vida com energia, para ser sincero, limpo, forte, animado e muitas outras coisas. E são essas qualidades que nos protegem do desastre.

O único desastre que o espírito do homem conhece é a fraqueza, o fracasso, o desencorajamento. Desastres físicos e outras coisas da vida física são frequentemente bênçãos disfarçadas.

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Encare a tempestade, e muito breve verá o céu azul se abrindo, porque você terá passado no teste, e isso o fez mais forte. Cada sábio e vidente ensinou a mesma coisa: limpe o templo do espírito (o corpo físico), desaloje os demônios da natureza inferior. Quais são estes demônios? Seus próprios pensamentos.

Pensamentos desarmônicos são veneno em sua corrente sanguínea, e daí resulta a doença. Os pensamentos desarmônicos são os pensamentos egoístas, pensamentos mesquinhos, que surgem num coração que não ama. Se há amor no coração humano, haverá um corpo forte e limpo e uma mente harmônica.

Quando os maus pensamentos passarem por sua mente, não lute nem desperdice sua força. Pense nas virtudes opostas, pense nas coisas que ama. O segredo é a visualização interna.

Se você se sentir sombrio, se tiver vergonha dos pensamentos que tem na mente, não lute com eles, esqueça-os. Eles são os fantasmas que surgem do seu passado. Volte seu rosto para o Oriente e observe o sol que nasce. Observe os picos montanhosos de sua natureza onde uma aurora dourada acena seu esplendor mágico. Esta é uma regra simples para vencer.

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Há um jeito de saber se algo vem de seu Eu Superior, ou se é meramente algum desejo inferior: o Eu Superior é sempre impessoal, é amável, é gentil, é compassivo. A natureza inferior é egoísta, aquisitiva, irada, violenta, sem disposição de perdoar.

O Eu Superior é uma entidade espiritual e plana sobre a lama do eu inferior, assim como o Sol brilha sobre a Terra. O Eu Superior tem tremenda influência sobre o eu inferior, mas este não tem nenhuma influência sobre o Eu Superior. O eu inferior apenas tem influência sobre a natureza humana, que é a intermediária.

Um pensamento amável enviado a outra pessoa é uma proteção para ela. Poucas coisas são tão satisfatórias para o coração e a mente, como saber que pelo menos hoje não fomos duros em nossos sentimentos para com os outros, mas sim gentis e prestativos.

6.8.18

O MISTICISMO TIBETANO – Sadhguru



No passado, talvez seis ou sete mil anos atrás, toda a Índia estava dedicada ao bem-estar interior do ser humano. Mas depois as coisas mudaram, e o bem-estar exterior se tornou mais importante que o bem-estar interior.

Recentemente o Tibete é o único lugar onde toda a nação é dedicada ao bem-estar interior do ser humano. Nos últimos 1300 ou 1400 anos, os tibetanos têm mantido esse processo. Pouco a pouco aprofundaram o processo, transformando todo o país num processo espiritual, o país todo dedicado à consciência humana, não aos confortos do corpo ou às fantasias da mente. Apenas consciência humana.

De certa forma foi uma tremenda experiência. De certa forma, o Tibete tem sido um laboratório absolutamente fantástico para a consciência humana.

O budismo, como foi ensinado inicialmente, é muito seco. Não é para as massas, e sim para monges. Assim, no transcorrer do tempo, alguns seres iluminados realizaram uma ótima mistura das culturas tântrica e ióguica, que eles entrelaçaram com o modo budista de viver.

É essa mistura que se vê hoje no budismo tibetano, que é única por causa de seus quatro ou cinco ingredientes diferentes.

Lhasa, a capital do Tibete, tem sido conhecida como a cidade proibida, a fim de que ninguém, a não ser os iniciados, pertencesse à cidade. Ela tem tido através da história um processo espiritual muito vivo e vibrante, tem sido um antigo local para o processo espiritual. Eles não queriam que os não iniciados viessem e fizessem conclusões erradas sobre eles.

Se olho Lhasa a partir da perspectiva de gigantes como Patânjali ou Agástya, ou o próprio Shiva, alguns cientistas verdadeiramente grandes fizeram algo ali muito grande, algo tão grande como a tecnologia espacial ou a tecnologia nuclear, e algumas crianças, que não se supunha que mexessem em nada ali, pegaram alguns pedaços aqui e ali, e de certa forma juntaram esses pedaços como se fossem brinquedos. Estavam apenas tentando fazer alguns brinquedos, e acabaram descobrindo a tecnologia espacial.

É assim que me parece o budismo tibetano. Esta é sua beleza, sua simplicidade. E ao mesmo tempo é sua fragilidade também.

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Palácio de Potala, centro do budismo tibetano




3.8.18

O PODER DA MULHER – Yogi Bhajan



As mulheres são 16 vezes mais poderosas e intuitivas que os homens, e sua capacidade inata excede em 16 vezes a dos homens. A mulher é a incorporação do poder criativo de Deus, Shakti. A mulher encarna o aspecto feminino de Deus, através do qual a criação aconteceu.

Esse Poder Original é chamado Adi Shakti (a Energia Primeira) e tem sido adorado durante séculos na forma de várias deusas. Toda mulher possui o poder da deusa em seu ser, esperando ser reconhecido.


A mulher deve entender o que significa ser mulher: a sensibilidade, a graça, o poder e a nobreza que ela pode manifestar.
A situação de uma nação é refletida na face de suas mulheres. Quando os homens do mundo respeitarem as mulheres, haverá paz no planeta. O arquétipo da Mãe Divina e do Sagrado Feminino é tão velho quanto o próprio tempo, profundamente arraigado em cada célula do corpo da mulher.