6.8.18

O MISTICISMO TIBETANO – Sadhguru



No passado, talvez seis ou sete mil anos atrás, toda a Índia estava dedicada ao bem-estar interior do ser humano. Mas depois as coisas mudaram, e o bem-estar exterior se tornou mais importante que o bem-estar interior.

Recentemente o Tibete é o único lugar onde toda a nação é dedicada ao bem-estar interior do ser humano. Nos últimos 1300 ou 1400 anos, os tibetanos têm mantido esse processo. Pouco a pouco aprofundaram o processo, transformando todo o país num processo espiritual, o país todo dedicado à consciência humana, não aos confortos do corpo ou às fantasias da mente. Apenas consciência humana.

De certa forma foi uma tremenda experiência. De certa forma, o Tibete tem sido um laboratório absolutamente fantástico para a consciência humana.

O budismo, como foi ensinado inicialmente, é muito seco. Não é para as massas, e sim para monges. Assim, no transcorrer do tempo, alguns seres iluminados realizaram uma ótima mistura das culturas tântrica e ióguica, que eles entrelaçaram com o modo budista de viver.

É essa mistura que se vê hoje no budismo tibetano, que é única por causa de seus quatro ou cinco ingredientes diferentes.

Lhasa, a capital do Tibete, tem sido conhecida como a cidade proibida, a fim de que ninguém, a não ser os iniciados, pertencesse à cidade. Ela tem tido através da história um processo espiritual muito vivo e vibrante, tem sido um antigo local para o processo espiritual. Eles não queriam que os não iniciados viessem e fizessem conclusões erradas sobre eles.

Se olho Lhasa a partir da perspectiva de gigantes como Patânjali ou Agástya, ou o próprio Shiva, alguns cientistas verdadeiramente grandes fizeram algo ali muito grande, algo tão grande como a tecnologia espacial ou a tecnologia nuclear, e algumas crianças, que não se supunha que mexessem em nada ali, pegaram alguns pedaços aqui e ali, e de certa forma juntaram esses pedaços como se fossem brinquedos. Estavam apenas tentando fazer alguns brinquedos, e acabaram descobrindo a tecnologia espacial.

É assim que me parece o budismo tibetano. Esta é sua beleza, sua simplicidade. E ao mesmo tempo é sua fragilidade também.

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Palácio de Potala, centro do budismo tibetano




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