Certa vez, Gautama Buddha visitou uma cidade. Toda a cidade se reuniu e
ficou esperando para ouvi-lo, mas Buddha continuava esperando. Ele olhava para
trás em direção à estrada, esperando que chegasse uma garotinha de 13 anos. Ele
a havia encontrado na estrada onde passou e ela lhe havia dito, “Espere por
mim. Vou levar esta comida para meu pai na plantação, mas logo estarei de
volta. Não esqueça, espere por mim!”
Finalmente, os mais velhos da cidade disseram para Gautama Buddha – “Por
quem você está esperando? Todo mundo que é importante está presente, pode
começar seu discurso.” Buddha respondeu – “Mas a pessoa por quem eu vim de tão
longe ainda não está presente e tenho que esperar.”
Finalmente a garota chega e exclama – “Estou um pouco atrasada, mas você
manteve sua promessa! Eu sabia que você manteria sua promessa porque estou
esperando por você desde que despertei neste mundo. Acho que tinha quatro anos
de idade quando ouvi seu nome pela primeira vez. Seu nome foi o suficiente para
tocar um sino em meu coração. E desde então, por dez longos anos, tenho
esperado!!!”
Buddha respondeu – “Você não esperou em vão. Você é a pessoa que me
atraiu a esta vila.”
No final do discurso, aquela garotinha foi a única pessoa que foi a
Buddha e disse: “Dê-me a iniciação. Já esperei bastante e quero estar com
você.” Buddha replicou “Você tem que estar comigo, porque sua cidade é muito
distante! Não posso ficar indo e vindo. A estrada é longa e estou ficando velho!”
Em toda aquela vila ninguém mais veio a ele para ser iniciado em
meditação, a não ser aquela garotinha.
À noite, quando se preparavam para dormir, Ananda, o principal discípulo
de Buddha, perguntou “Mestre, antes de dormir, quero fazer uma pergunta. Você sente
uma certa atração para certos lugares... como um puxão magnético?”
Buddha replicou, “Você está certo, Ananda. É assim que decido minhas
jornadas. Quando sinto que alguém está sedento... tão sedento que sem mim não
há outro caminho para ele, tenho que me dirigir para aquele local.”
O mestre vai de encontro ao discípulo e o discípulo também vai de
encontro ao mestre. Mais cedo ou mais tarde estão destinados a se encontrar. O encontro
não é do corpo, nem da mente. O encontro é da própria alma! É como quando você aproxima
duas lâmpadas, que permanecem separadas mas sua luz se torna uma só.
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