13.9.21

SOBRE OSHO – Sadhguru

 

O caminho de uma pessoa nunca é o mesmo que o caminho das demais. Alguém me perguntou: Sadhguru, Krishnamurti era um mestre de seu intelecto, Osho era um mestre da controvérsia. O que você é?

Eu disse: Sou um mestre do caos, sei como aproveitar o caos. Posso fazer uma situação caótica culminar em algo fantástico.

De modo que cada mestre tem seu próprio caminho. E tudo isso se combina muito bem na cultura hindu. Exceto a população indiana educada à moda ocidental, se você for à Índia rural ou a uma Kumbha Mela (festival religioso hindu), que é um evento clássico no planeta, diferente de qualquer outro, verá que todo tipo de caminho espiritual, tanto os estranhos como os ligados à sabedoria, estão ali em perfeita convivência. Nada contradiz nada. Tudo ali é absolutamente diferente dos demais, mas nada contradiz nada, tudo convive perfeitamente bem.

 Khumba Mela


Isso não é algo que uma mente lógica e correta, particularmente a mente ocidental, possa compreender. Como todas essas pessoas convivem em harmonia? Isso ocorre porque não existe certo e errado. A questão é simplesmente essa: se funcionou para você ou não. Se funcionou e provocou seu crescimento para um estado mental mais elevado, não importa se para mim esse caminho espiritual é correto ou não, se ele está de acordo comigo ou não. Se isso não me é bom, existe sempre para mim outro caminho.

Portanto isso é uma consequência fantástica de muitas gerações de seres iluminados. Nenhum deles se deixa atrapalhar pelo que disse o que veio antes, cada um explorou seu próprio caminho, expandiu seu próprio caminho e nunca entrou em conflito com os ensinamentos dos mestres que o antecederam.

Portanto esta é a natureza da exploração. Nada tem a ver com o certo ou o errado, só tem a ver com fazer acontecer e dar certo. Será que a flor branca é a mais bela, ou será a flor vermelha a mais bela? Tais questões não surgem na busca espiritual. Essas dúvidas surgiram em culturas mergulhadas na moralidade. Ali algo tem de ser bom ou ruim. Nesse estado mental em que as coisas têm de ser corretas ou erradas, não há como acontecer um processo espiritual, uma busca espiritual, porque essencialmente o processo espiritual significa inclusão de tudo.

Se você não pode aceitar tudo do jeito que é, se você tem que aceitar alguns e rejeitar outros, não haverá nenhum processo espiritual. Você apenas terá moralidade, não espiritualidade.

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