Existem uns poucos que ofereceram devoção e lealdade sem que isso lhes fosse pedido e cuja oferta é provada e redimida. Intitulam-se eles meus discípulos, mas não quero discípulos. O Eu Superior dentro de nós é capaz de nos dar todos os ensinamentos e toda a ajuda que necessitamos. Mas o mundo dos aspirantes é demasiado fraco para alcançar esta verdade e precisa sempre de alguém que já foi um pouco além a fim de orientá-lo. Que eles se apoiem em mim, se o desejarem, desde que não percam sua viril capacidade de autoconfiança espiritual.
Aqueles poucos que deram uma devoção provada têm de ser recompensados. Seus rostos passam diante de mim à hora do crepúsculo, como uma longa galeria de retratos. Tudo que encontrei nos reinos da espiritualidade partilho com eles. Se entro em paz profunda, não é apenas por mim mas por eles também. Quando a pulsação do silêncio sagrado me empolga com sua sublimidade, transmito-a por telepatia para essas almas fiéis.
Por vezes os beneficiários não se dão conta de nada, até que a tristeza surge para afligi-los ou atrapalhá-los: então a força, a sabedoria e o consolo se apossam do ser aflito e lhe permitem suportar aquilo que de outra forma seria insuportável. Por vezes uma inesperada onda de serenidade visita endereços situados numa rua populosa, um escritório ou uma barulhenta fábrica. De uma forma ou de outra, um pensamento forte tem de chegar a seu destino.
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