Quando eu era um bebê num berço, um homem costumava ficar ao meu lado. Por
muito tempo eu ficava ali deitado e ele conversando comigo na ponta do berço. E
evidentemente, sendo um bebê, não sabia o que ele estava falando. Pelo que me
lembro, ele conversava comigo desde que nasci.
Eu acreditava que todo mundo tinha aquela experiência, e quando tinha cinco ou seis anos, disse a meus pais sobre aquilo, e eles pensaram que eu estava imaginando. Contei a meus amigos, e eles riram de mim. Então parei de falar sobre isso.
As visitas findaram quando eu tinha sete anos. Meu pai morreu de repente, e aquele homem parou de vir a mim. Então perguntei a minha mãe, "O que estou fazendo aqui? Não pertenço a este lugar." Eu não entendia o que estava dizendo mas sentia que estava fora de meu lugar. Minha mãe pensou que eu era louco. Ela levou-me a um médico, e o médico lhe disse que aquilo iria passar.
Quando fui para a escola, não era um bom aluno porque estava sempre sonhando de olhos abertos. Tinha estranhas experiências; costumava sentar-me na sala de aula e ficar imerso na consciência. Sentia que era onipresente. Tinha experiências fora do corpo. Não podia entender o que acontecia.
Então quando tinha 14 anos, fui à biblioteca para fazer uma pesquisa e ali vi um livro sobre os mestres do yoga. Eu nem sabia o que isso significava. Abri o livro numa página e ali havia uma foto de Ramana Maharshi. Meu cabelo ficou arrepiado, porque era a mesma pessoa que me aparecia quando era bebê. Desde então nunca mais fui o mesmo.
Mais tarde, fui para a Self Realization Fellowship em Encinitas, California. Fui ver Yogananda. Fui iniciado e estava para me tornar um monge, mas Yogananda conversou comigo e disse, "Robert, você não pertence a esse lugar, você tem seu próprio caminho, vá para a Índia."
E eu fui. Fui para Ramana Ashram. Isso foi em l947 ou 48. Quando vi Sri Ramana, nada falamos, apenas sorrimos um para o outro. Mais tarde tive algumas conversas com ele, mas no final de 1947 ele ficou doente. Não podia caminhar muito bem e tinha de ser ajudado por seus devotos.
Antes de conhecer Yogananda, fui apresentado a Joel Goldsmith. Ele foi na verdade meu primeiro mestre. Ele me explicou o que acontecia com meus sentimentos, porque eu pensava que estava louco. Joel Goldsmith me falou sobre Paramahansa Yogananda e deu-me um livro para ler. Joel Goldsmith foi um místico cristão que escreveu aproximadamente doze livros.
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Nasci em 21 de janeiro (1928-1997) em Nova York. Desde que estava no berço um homem com uma barba grisalha e cabelos brancos costumava me aparecer e conversar comigo. Eu achava que isto era normal e que todos tinham aquela experiência.
Lógico que sendo uma criança não entendia nada do que ele dizia. Foi apenas anos mais tarde, lendo livros, que percebi que aquela pessoa era Sri Bhagavan Ramana Maharshi. Ele me apareceu até os sete anos de idade, então nunca mais o vi.
RamanaEntão algo muito interessante aconteceu comigo. Sempre que eu queria algo, um doce, um brinquedo, eu dizia o nome de Deus três ou quatro vezes, e aquela coisa aparecia para mim. Por exemplo, se eu quisesse um doce, dizia “Deus, Deus, Deus”. E alguém o trazia para mim ou vinha de algum lugar.
Quando fui para a escola, nunca estudava. Quanto tinha uma prova, dizia "Deus, Deus, Deus," e as respostas vinham. Certa vez eu quis tocar violino e minha mãe me disse que seria muito difícil comprar, por isso ela não me compraria um. Então eu disse, "Deus, Deus, Deus," e algumas horas mais tarde meu tio apareceu, a quem eu não via havia cinco anos, e trouxe-me um violino.
Quando eu tinha 14 anos de idade, um estranho fenômeno aconteceu. Eu estava fazendo o segundo grau na escola e estava nos exames finais de matemática. Eu não sabia nada, então disse, "Deus, Deus, Deus."
Em vez de virem as respostas, a sala se encheu de uma luz brilhante, mil vezes mais brilhante que o sol. Era como uma bomba atômica, a luz da bomba, mas que não queimava. Era um brilho luminoso e de um calor confortável. A sala toda ficou imersa na luz, tudo. Todos os alunos pareciam ser partículas de luz e me vi transformado num ser radiante. Imergi na consciência.
Não foi uma experiência fora do corpo. Foi completamente diferente. Percebi que não era meu corpo. O que parecia ser meu corpo não era real. Senti que era onipresente. Minha individualidade imergiu em absoluta bem-aventurança. Eu expandi, tornei-me o universo. O sentimento é indescritível.
O que me lembro depois disso foi a professora me chacoalhando. Todos os estudantes já tinham ido embora. Voltei à minha consciência humana. Aquele sentimento nunca me deixou.
May you all be Happy, free from Misery, not separate from Joy and develop Equanimity free from attachment and anger; Om Bhagavate Sri Ramanaya...Saddhu Saddhu Saddhu!
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