Quando o
homem mata por prazer, ele rebaixa seu título de homem. É indigno dele ir junto
dos seres que vivem felizes nos bosques, carregando uma arma, e levar-lhes o sofrimento, o medo, o
terror, o pavor, semeando a destruição por onde passa.
Prostituindo
seus poderes do intelecto, para fazer de si mesmo o mais mortífero das
criaturas sensíveis, ele emprega a inteligência, que deveria ser um meio de
ajudar a educar os seres inferiores, em levar por toda parte novas formas de
sofrimento e energia destruidores.
Se um homem
vai a um lugar onde se encontrem os animais inferiores, eles fogem diante dele,
porque a experiência lhes ensinou os perigos que correm na sua presença. Se ele
vai a qualquer lugar da Terra, onde raras vezes os homens pisaram o chão, vê aí
animais sem medo algum e nas disposições mais amigáveis.
Em qualquer
região civilizada, por toda parte onde há um homem nos campos ou nos bosques,
tudo que vive foge ao ruído de seus passos; para estas criaturas ele não é o
amigo, mas aquele que traz consigo o alarme e o terror, por isso procuram evitá-lo.
Se alguma
vez fordes a um lugar onde se matam animais, um matadouro, notareis o terror
que fere os animais, quando sentem o cheiro de sangue. Vereis o sofrimento, o
temor, o horror em que eles se debatem, para escapar aos caminhos desviados por
onde os arrastam. Segui-os até o matadouro, se tendes para isso coragem;
olhai-os quando forem mortos; depois deixai vossa imaginação andar um passo
mais, ou se possuirdes o poder de perceber as vibrações astrais, e vereis
imagens de medo, de terror, quando a vida é brutalmente arrancada do corpo e a
alma do animal entra no mundo astral.
Cada pessoa
que come carne atrai uma parte da responsabilidade pela morte dos animais no
matadouro. E os horrores não estão apenas nos matadouros, mas ainda os horrores
preliminares do transporte, a privação de alimentos, a sede, as longas
experiências de terror que esses desgraçados seres têm de sofrer para a
satisfação do apetite do homem.
Os sofrimentos
que infligimos a esses seres são uma dívida contra a humanidade que diminui e
retarda em massa o progresso humano. Aqueles que pisamos retardam nosso próprio
adiantamento. O mal que causamos é a lama que se agarra aos nossos pés, que nos
impede de elevarmo-nos.
Assim como o
abuso do álcool, também a alimentação carnívora degrada o corpo físico do
homem. Se pudermos eliminar o sofrimento dos nossos irmãos, os animais, então o
sofrimento desaparecerá da Terra. Os gemidos, a angústia, a miséria, dos seres
dotados de sensibilidade, serão diminuídos, e então o amor no homem, tornado um
com a lei divina, irradiará através do mundo e será o elemento a ajudar a
fortalecer e embelezar o homem.
Quem quer
que oriente suas energias nesta direção, quem quer que purifique seu
pensamento, seu corpo, sua vida, é um colaborador da vida interna do mundo, e o
desenvolvimento de seu espírito será a recompensa dada à obra que ele produz,
para auxílio do mundo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário