15.3.13

OS SETE RAIOS E OS ANJOS PLANETÁRIOS - Frat. Rosacruz


Assim como a luz se refrata nas sete cores do espectro quando passa através de nossa atmosfera, assim também os espíritos se refratam em sete grandes raios ao serem criados. Cada classe está sob a direção e domínio direto de um dos Sete Espíritos ante o Trono, que são os gênios planetários, ou Consciências Estelares dos planetas, e cada espírito nasce através de um deles, recebendo suas características.

Todos os espíritos, em suas sucessivas encarnações se mesclam continuamente para que possam obter as mais variadas experiências; apesar disso, os que emanaram do mesmo Anjo Estelar são sempre irmãos espirituais, e quando buscam a vida superior devem entrar no caminho da iniciação por meio de uma escola espiritualista composta dos membros do mesmo raio do qual vieram originalmente, e dali voltam a sua fonte original.

Portanto, há sete escolas de ocultismo, uma para cada classe de espíritos. Essa é a razão por que Jesus dizia em sua prédica "vosso pai e o meu." Ninguém podia pôr-se em estreito contato com ele senão seus discípulos, os quais pertenciam a seu mesmo raio.  Se o indivíduo procura unir-se a um grupo que não pertença a seu raio, não poderá beneficiar-se.



 

AS CONTRARIEDADES NO CAMINHO ESPIRITUAL - Frat. Rosacruz


Muitos estudantes se queixam de que, desde que começaram seus estudos superiores, procurando viver em consonância com eles, tudo lhes parece sair mal. Alguns tropeçam com uma oposição em seus lares, outros se prejudicam em seus negócios e até há alguns cuja saúde decai.
 
Em primeiro lugar, a alma que aspira deve considerar que os acontecimentos adversos ocorrem para seu bem; as provas são um sinal de progresso e causa de imenso regozijo.



 Assim funciona a lei: Durante todas nossas existências anteriores, criamos laços e contraímos dívidas sob a lei de Causa e Efeito. Estas dívidas aumentam à medida que continuamos vivendo as existências egoístas, podendo-se comparar cada uma destas dívidas a uma gota de vinagre. Quando chega o ponto da volta e cessamos de fazer vinagre, a lei da justiça requer que tomemos nosso remédio. Mas podemos optar por tomá-lo em grandes doses e acabar de pronto com a dívida, ou a pequenos goles, prolongando-a em numerosas existências.

Se emprendemos o trabalho de nosso próprio progresso com entusiasmo e cortamos nossos vícios pela raiz, vivendo a vida que professamos, os grandes Seres que conhecemos com o nome de Anjos do Destino, nos dão uma dose maior de vinagre do que aquela que nos dariam se unicamente falássemos da vida superior. E assim fazem para nos ajudar no caminho da liberação dos laços criados por nós, e não com a idéia de nos ferir nem de criar obstáculos à nossa marcha.



OS ESPÍRITOS DE RAÇA E O CRISTO - Frat. Rosacruz


Disse Tomás Paine: "O mundo é minha pátria e fazer o bem é minha religião." Este é o evangelho que deveríamos predicar a nossos semelhantes em qualquer país que habitemos, posto que esta atitude mental nos emancipará do Espírito de Raça, que fomenta o sentimento de "patriotismo” a fim de manter seu poder sobre um país particular pelo maior tempo possível.

 Enquanto o patriotismo enlaçar ferreamente as nações com seus Espíritos Raciais, o reinado universal de Cristo será um mito.

Por conseguinte, o aspirante espiritual deve se abster de participar de qualquer manifestação patriótica que tenha um caráter marcial ou guerreiro.

 Devemos praticar a Fraternidade Universal, abstendo-nos de reconhecer diferenças de nacionalidades, já que todos somos um em Cristo.



OS ESPÍRITOS DE RAÇA - Frat. Rosacruz



Os Espíritos de Raça são os Arcanjos que dirigem as nações. Nenhuma guerra pode ser declarada sem que seja permitida pelos Espíritos de Raça. O Espírito de Raça guia a seus protegidos pelo caminho da evolução e por eles luta ou permite que outras nações os conquistem, quando crê que é necessário agir assim para lhes ensinar as lições que sua evolução requer.
 
Visto com a visão espiritual, o Espírito de Raça aparece como uma nuvem cobrindo sua nação, e deste modo os indivíduos o aspiram por seus pulmões em cada uma de suas inalações. Nele estes habitantes vivem, se movem e têm seus seres, real e verdadeiramente. 

Por meio deste processo ficam imbuídos do sentimento nacionalista que chamamos “patriotismo”, o qual incita tão poderosamente em tempos de guerra, e todos se sentem dominados até certo grau e estão dispostos a sacrificar tudo por sua pátria.


OS MITOS DE FAUSTO E CAIM - Frat. Rosacruz



Os pupilos da igreja, os Filhos de Seth, estão ainda dependendo do perdão dos pecados, em vez de avançar por seus próprios méritos. Estão buscando a salvação por meio da fé e a força de seus trabalhos é insignificante.
 
Em Lúcifer e em Fausto (personagem do romance de Goethe) vemos a réplica ou símbolo dos Filhos de Caim, que são positivos, fortes e ativos no trabalho do mundo. A mesma força que fez nascer em Caim o desejo de fazer com que “duas folhas de capim crescessem onde anteriormente crescia apenas uma” - o instinto divino criador e independente que tem feito com que os Filhos de Caim suportem o trabalho do mundo em todas as épocas – é também poderoso no caráter de Fausto, e o glorioso uso para o qual empregou as forças do mal, ou seja, fazer com que estas construíssem uma nova terra, uma região livre, onde um povo livre e feliz pudesse morar em paz e alegria, nos dá uma idéia do que o futuro nos reserva. 
 
Por nosso próprio esforço, mediante o emprego para o bem das forças negativas, nos libertaremos definitivamente das limitações, tanto as da igreja como as do Estado, que agora nos mantêm coibidos e incapacitados.
 
O mito Fausto nos diz que há um estado utópico reservado para nós, quando tenhamos conquistado a própria salvação pelo uso de nossas forças titânicas internas para nos converter em realmente livres.

12.3.13

UMA LENDA MAÇÔNICA - Fraternidade Rosacruz

por Max Heindel

A lenda maçônica diz que Jeová (o mais alto iniciado do período lunar, cuja humanidade atualmente são anjos) criou Eva, e que o espírito luciferiano Samael uniu-se a ela (Samael assegurou a Eva que se comesse da árvore do conhecimento, seria tão divina “como os Elohim”, que são os deuses criadores). Mas Samael foi expulso por Jeová, que o separou dela antes do nascimento de seu filho Caim, pelo que este foi chamado de filho de viúva. Depois Jeová criou Adão para que fosse marido de Eva, de cuja união nasceu Abel.

Assim, desde o princípio houve duas linhagens de pessoas no mundo. Os gerados pelo espírito luciferiano Samael e participantes de uma natureza semidivina, possuidores da dinâmica energia marciana, que descendem de seu divino ascendente Caim, são agressivos, progressistas, dotados de grande iniciativa, mas rebeldes a todo freio de autoridade, tanto divina como humana.

Esta linhagem de seres não aceita nada unicamente pela fé, e tende a demonstrar tudo à luz da razão. Creem pelas obras e não pela fé, e com seu indomável valor e inextinguível energia transformaram a aridez dos desertos do mundo num jardim cheio de vida e beleza e tão ameno, que os filhos de Caim esqueceram do jardim de Deus, o reino dos céus de onde os expulsou o deus lunar Jeová, contra o qual estão em constante rebelião.

Perderam a visão espiritual e estão aprisionados no corpo em cuja frente se diz que há o sinal de Caim. Hão de vagar como filhos pródigos na relativa obscuridade do mundo material, esquecidos de seu alto e nobre estado, até que encontrem a porta do templo e solicitem para receber sua luz (como quando o buscador adentra um templo Rosacruz em busca de conhecimento).

O passado dos filhos da viúva é uma luta contra as adversas condições e sua façanha é a vitória conseguida contra todas as forças hostis pelo indomável valor e persistente esforço que as derrotas temporárias não debilitaram.

Por outro lado, enquanto Caim, guiado por divina ambição, cultivava o solo para multiplicar seus produtos em quantidade e qualidade, Abel, nascido de pais humanos, não experimentava inquietude nem excitação alguma, pois era uma criatura de Jeová nascido através de Adão e Eva, e se contentava em apascentar os rebanhos, e deles se manter e multiplicá-los sem trabalho nem iniciativa de sua parte. Esta dócil atitude agradava demais a Jeová, que era em extremo zeloso de suas prerrogativas como Criador (um dos criadores do planeta Terra).


Assim, aceitava as oferendas de Abel, obtidas sem esforço nem iniciativa, e desprezava as oferendas de Caim, porque procediam de seu próprio instinto criador, semelhante ao de Jeová. Então Caim matou a Abel; mas nem por isso exterminou as dóceis criaturas de Jeová, porque Adão conheceu Eva e esta deu à luz Seth, que tinha as mesmas características de Abel e as transmitiu a seus descendentes, que até o dia de hoje continuam esperando tudo do Senhor e vivem pela fé e não pelas obras. Pela árdua e enérgica aplicação ao trabalho do mundo, os filhos de Caim tinham adquirido sabedoria mundana e poder temporal. Haviam sido líderes da indústria e mestres na arte de governar, enquanto que os filhos de Seth, tomando ao Senhor como guia, constituíram o sacerdócio.

A animosidade entre Caim e Abel perpetuou-se de geração em geração entre seus respectivos descendentes. Não podia ser de outro modo, porque os filhos de Caim, como governantes temporais, aspiravam trazer à humanidade o bem-estar físico por meio da conquista do mundo material, enquanto os sacerdotes, em seu papel de guias espirituais, levavam as pessoas a abandonar o malvado mundo, o vale de lágrimas, e buscar consolo em Deus.

Os filhos de Caim aspiram a formar operários hábeis no manejo das ferramentas com que possam obter sustento da terra. Os filhos de Seth produzem sacerdotes hábeis no uso da linguagem para invocações, e com o uso da linguagem (palavra) obtêm dos trabalhadores o sustento, ou por eles rogam aqui na terra e depois no céu.

A humanidade pode e deve admirar a elevação de sentimentos e o brilho da oratória; mas quando um Lincoln quebra as correntes que escravizavam uma raça, ou um Lutero se rebela em favor dos oprimidos espíritos da humanidade e lhes assegura a liberdade religiosa, a ação manifesta destes libertadores revela uma grande beleza de alma.

Quando a humanidade vê a impotência dos sacerdotes, ou filhos de Seth, que tudo esperam do favor divino, e se dá conta da pujança e poder dos governantes temporais, se inclina a estes e deixa o espiritual pelo material. Os filhos de Caim pertencem à Hierarquia do fogo, aos espíritos de Lúcifer, e portanto mantêm o ideal masculino, diametralmente oposto ao da Hierarquia atuante no plástico elemento Água (elemento dos filhos de Seth).

Hoje em dia os templos dos filhos de Seth têm junto a suas portas a água benta, e todos que entram devem assinalar com o líquido sua fronte, onde reside o espírito. Sua razão está afogada em dogmas e sentenças, e o ideal feminino está simbolizado pelo culto da Virgem Maria. A fé é o principal fator de salvação e estimula-se a atitude de infantil e cega obediência.

Muito diferentes são os templos dos filhos de Caim, onde o candidato entra e se lhe pergunta o que busca, e se responde que é a luz, é dever do Mestre dar-lhe o que pede e fazer-lhe um filho da Luz.


JESUS E O CRISTO, segundo a Fraternidade Rosacruz



JESUS E O CRISTO – dois Espíritos diferentes

Quando examinamos Jesus à luz dos anais ocultos, ou melhor, consultando a “memória da natureza”, que registra no éter astral todos os acontecimentos do planeta, encontramos que o espírito que foi Jesus é um ego que pertence a nossa raça humana, que se encarnou uma e outra vez. Podemos encontrá-lo sob diversos nomes e circunstâncias, reencarnado neste planeta. Assim, encontramos que no tempo indicado pela história, nasceu na Palestina um menino, e este menino era Jesus.

Sua mãe era um ser extraordinariamente puro, do mais formoso caráter, e seu pai era um iniciado essênio de elevado grau, que durante sua vida presente seguia o caminho do celibato. Em outras encarnações anteriores já havia passado além da necessidade de ser pai de família. Nessa vida se havia dedicado completamente ao caminho oculto de realização; e quando chegou o tempo em que um grande instrutor devia encarnar entre nós, ele foi eleito para ministrar a semente fertilizante para o corpo do Mestre. O Ego Jesus que entrou nesse corpo era um grande Espírito, que sabia qual era sua missão na vida, a de manter esse corpo o mais puro possível, pois não deveria ser seu mais que durante trinta anos. Ao final desse tempo teria que entregá-lo a outro ser, muito mais elevado que ele.

Durante sua infância e adolescência, Jesus teve pleno conhecimento de sua missão. Entrou para a escola dos essênios, uma fraternidade esotérica que vivia nas costas do Mar Morto. Os essênios formavam ali uma comunidade que era de um caráter muito devotado e santo. Ali cresceu Jesus, e mais tarde foi à Pérsia (Irã). Essa escola dos essênios em que esteve era um grande centro de sabedoria. Tinha uma grande biblioteca, e Jesus absorveu grande quantidade de conhecimentos ocultos. Após trinta anos ele havia purificado e limpado seu corpo, o qual já podia ser tomado pelo Grande Ser que chamamos Cristo.

Quanto a Cristo, diferentemente de Jesus, encarnou-se neste planeta apenas uma vez, e foi no corpo de Jesus, ao final dos trinta anos, quando um raio dele entrou no corpo de Jesus. Cristo pertence a uma outra humanidade, que já se aperfeiçoou em outros planetas que não mais existem. Todos daquela humanidade atualmente são Arcanjos, e Cristo é o mais elevado entre eles. A humanidade atual em que vivemos evoluía, naquele longínqua época, no reino vegetal.

Jesus, ao trinta anos, abandonou seu corpo no batismo, como se o tivesse deixado ao morrer, para que Cristo pudesse entrar nele; e se viu a este descer em forma de uma pomba.

Deus, o Pai, tem sido descrito como o Criador de nosso sistema solar. Além do universo em que está situado nosso sistema solar, existem ainda seis Grandes Planos Cósmicos de vida e de ser, e neles se encontram hierarquias superiores e de diversos graus de glória, acima do Grande Ser a quem chamamos Deus. E por cima de tudo existe o que podemos chamar o Ser Supremo, o único, que inclui todos os sistemas solares e todas as hierarquias de todo o Universo.