15.3.13

OS MITOS DE FAUSTO E CAIM - Frat. Rosacruz



Os pupilos da igreja, os Filhos de Seth, estão ainda dependendo do perdão dos pecados, em vez de avançar por seus próprios méritos. Estão buscando a salvação por meio da fé e a força de seus trabalhos é insignificante.
 
Em Lúcifer e em Fausto (personagem do romance de Goethe) vemos a réplica ou símbolo dos Filhos de Caim, que são positivos, fortes e ativos no trabalho do mundo. A mesma força que fez nascer em Caim o desejo de fazer com que “duas folhas de capim crescessem onde anteriormente crescia apenas uma” - o instinto divino criador e independente que tem feito com que os Filhos de Caim suportem o trabalho do mundo em todas as épocas – é também poderoso no caráter de Fausto, e o glorioso uso para o qual empregou as forças do mal, ou seja, fazer com que estas construíssem uma nova terra, uma região livre, onde um povo livre e feliz pudesse morar em paz e alegria, nos dá uma idéia do que o futuro nos reserva. 
 
Por nosso próprio esforço, mediante o emprego para o bem das forças negativas, nos libertaremos definitivamente das limitações, tanto as da igreja como as do Estado, que agora nos mantêm coibidos e incapacitados.
 
O mito Fausto nos diz que há um estado utópico reservado para nós, quando tenhamos conquistado a própria salvação pelo uso de nossas forças titânicas internas para nos converter em realmente livres.

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