Os
pupilos da igreja, os Filhos de Seth, estão ainda dependendo do
perdão dos pecados, em vez de avançar por seus próprios méritos.
Estão buscando a salvação por meio da fé e a força de seus
trabalhos é insignificante.
Em
Lúcifer e em Fausto (personagem do romance de Goethe) vemos a
réplica ou símbolo dos Filhos de Caim, que são positivos, fortes e
ativos no trabalho do mundo. A mesma força que fez nascer em Caim o
desejo de fazer com que “duas folhas de capim crescessem onde
anteriormente crescia apenas uma” - o instinto divino criador e
independente que tem feito com que os Filhos de Caim suportem o
trabalho do mundo em todas as épocas – é também poderoso no
caráter de Fausto, e o glorioso uso para o qual empregou as forças
do mal, ou seja, fazer com que estas construíssem uma nova terra,
uma região livre, onde um povo livre e feliz pudesse morar em paz e
alegria, nos dá uma idéia do que o futuro nos reserva.
Por
nosso próprio esforço, mediante o emprego para o bem das forças
negativas, nos libertaremos definitivamente das limitações, tanto
as da igreja como as do Estado, que agora nos mantêm coibidos e
incapacitados.
O mito
Fausto nos diz que há um estado utópico reservado para nós, quando
tenhamos conquistado a própria salvação pelo uso de nossas forças
titânicas internas para nos converter em realmente livres.
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