Não
é o que você diz. Não é o que você proclama. É o que está lá
no fundo do seu coração o que determina aquilo que acontece a você.
Não é lendo livros, não é estudando, não é tendo aulas. É
sentando solitário, tornando-se quieto, entrando cada vez mais fundo
dentro de você. Transcendendo sua mente e seu corpo até que algo
acontece.
Quando os pensamentos vêm a você, simplesmente pergunte a
si mesmo, “A quem estes pensamentos vêm? De onde vêm estes
pensamentos?”, siga os pensamentos até sua fonte. Encontre a fonte
de seus pensamentos. Você verá que a fonte de seus pensamentos é o
eu. Siga a trilha do eu até sua fonte, perguntando “Quem sou eu?”
ou “Qual é a fonte do eu? De onde veio este eu?” Se o eu se
dissolve, tudo se dissolve e você se torna livre.
Descubra
para quem existe um eu e você descobrirá algo impressionante.
Descobrirá que o eu nunca existiu. Nunca houve um eu. Descobrirá
que você nunca existiu. Não há tal coisa como você. Descobrirá
que você é o Eu imperecível. Que você nunca nasceu e nunca pode
morrer. Descobrirá que você é onipresente, onisciente, onipotente.
Que não existem outros. Não existe mundo. Não existe universo. Não
existe Deus. Existe apenas o Eu. Tudo isto é o Eu.
Tudo que você vê
é o Eu e “eu-sou” é isto. Isto lhe dará um sentimento de
liberdade, de felicidade, de bem-aventurança. Você não perderá
sua consciência. Quando falo estas coisas, as pessoas acreditam que
ficarão completamente aniquiladas e nada restará. Isto não é
necessariamente verdade. Você sempre será consciente, você sempre
será pura inteligência, porque esta é sua verdadeira natureza.
Você será sempre bem-aventurado.
Seu corpo ainda parecerá fazer
coisas, tendo emoções. Você parecerá ser uma pessoa comum, mas
saberá. Você se elevou acima do mundo material, para o mundo
celestial de pura consciência, e estará em paz.

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