Há
quatro graus mediante os quais o homem evolui. Ao princípio, quando
está no estado selvagem, encontra-se rodeado por outros homens, que
se veem obrigados a lutar pela vida, entre os quais o poder é um
direito; então aprende a confiar em sua própria força para
salvar-se dos ataques dos animais e dos demais homens. Mas percebe em
torno de si os poderes da Natureza, e os teme, porque sabe que podem
matá-lo e que é impotente para lutar com eles. Então começa a
adorá-los, tratando de propiciá-los, por meio de sacrifícios
sangrentos.
Depois
começa a considerar a Deus como o dador de todas as coisas, que o
recompensará aqui e agora se obedece sua lei, e o castigará
instantaneamente se a desobedece. Será um poderoso aliado contra
seus inimigos, mas pode ser também um inimigo poderoso, e por
conseguinte o teme também. E assim o adora e lhe sacrifica animais
por medo e avareza.
Mais
tarde chega ao estado em que é ensinado a adorar um Deus de amor e a
sacrificar-se pelo mesmo diariamente, toda sua vida, pois será
recompensado num estado futuro no qual deve ter fé.
Finalmente
o homem chega ao estado no qual reconhece sua própria divindade e
fará o bem porque é bom, sem esperar nem recompensa nem castigo.
Na
época de Cristo, os judeus haviam alcançado o segundo destes
estados e estavam sob a lei. A religião cristã vai-se elevando para
o terceiro estado, embora ainda não se tenha libertado de todo do
segundo.
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