15.4.24

SEXO E EVOLUÇÃO - HOMOSSEXUALIDADE


O sexo não é empecilho a evolução. Pelo contrário, é porta aberta para a evolução. Não é através da reencarnação que os Espíritos vão alcançando maior progresso? O sexo é porta sagrada. A extravagância sexual é que enfraquece o corpo físico e o perispírito do homem. As forças eletromagnéticas dos veículos corpo e perispírito tendem a enfraquecer-se ou a gastar-se com o exercício indiscriminado da sexualidade, apenas isso... É como se uma bateria se descarregasse pelo uso excessivo.

O cérebro material sem a carga eletromagnética necessária, enfraquecido, não tem condições de alçar vôos para o pensamento mais alto. Daí terem os religiosos do passado caído na situação oposta e absurda de tentar a castidade absoluta. Para manter-se uma absoluta castidade, também é necessário que o ser tenha progresso e evolução espiritual. A castidade para o homem comum ou mesmo para aquele que progrediu muito espiritualmente mas ainda não alcançou a beatitude é medida prejudicial porque a criatura encarnada tem a responsabilidade da criação das formas...

Sexo não é imundície nem imoralidade. É oportunidade de entendimento entre as criaturas e chance de transfusão de fluidos. Quando duas criaturas se amam verdadeiramente, através do sexo e do ato sexual elas se transfundem as vibrações psico-físico-espirituais de que são portadoras e dão e recebem energias extraordinárias para a marcha da vida. Há euforia e grandeza moral e espiritual. Quando, porém, a fixação sexual é demasiada ou exagerada, pode a criatura cair no esgotamento nervoso ou no desgaste e embrutecimento perispiritual, mas apesar disso, perante Deus, não há pecado.

Deus que criou o sexo não o fez nem moral nem imoral, fê-lo natural e simples para alegria do homem e da mulher e para progresso dos Espíritos. Sexo é obra divina e o Criador se compraz em verificar que através dele os seres avançam universo a dentro ao encontro de maiores possibilidades e alcançam cada dia maior ascensão espiritual. O sexo sublimar-se-á através dos tempos e por ele, os seres que gravitam nas sombras encontrarão o entendimento maior e se aproximarão do Reino de Deus.

O amor e o sexo não estão na carne nem no perispírito. O sexo especialmente está no Espírito, na alma. Muita gente alega que a carne é fraca. Não existe fraqueza da carne, o que existe é evolução maior ou menor do Espírito. Tudo, no ser, está na mente. A sexualidade e o amor também estão na mente e não na carne. A carne e o perispírito são redes eletromagnéticas de alto potencial, acrescidas, no caso do corpo físico, do material de que se compõe o mundo no qual está vivendo o ser. Apenas isso. Ela é normal e é obra de Deus.

O instinto ou necessidade de procriar, força extraordinária da natureza, é que lança o macho e a fêmea na luta sexual. Não há nisso pecado nem crime. É a natureza que se expressa através das formas de maneira a preservar as próprias formas, renovando-as e recriando-as.

Sexo é potencial divino. O uso exagerado, como já dissemos, poderá levar o homem ao embrutecimento e a animalidade mais violenta, mas o uso controlado poderá mantê-lo perfeitamente no seio da criação equilibradamente. O que pode haver em todos os departamentos do universo é somente equilíbrio e desequilíbrio. Quem se desequilibra sofre para readquirir o equilíbrio. Essa luta para a conquista do reequilíbrio é que é sofrimento ou dor. Não há pecado nem Deus pune ninguém.

Suas leis funcionam como o mais exato relógio e todos estão sujeitos a essas leis, frias, duras, inexoráveis, mas perfeitas.

Amor e sexo são leis da vida, mas o vaso físico, seja ele da terra ou seja espiritual está sujeito a dilacerações e a responsabilidade caberá sempre à própria criatura que se perde no desgaste eletromagnético. Esses veículos de manifestação da mente e da alma são verdadeiras máquinas construídas com a mais absoluta precisão. As grandes paixões e as grandes cóleras são descargas eletromagnéticas de altíssima voltagem que põem em risco todo o aparelho. A mente emite energias no sentido em que nós a fixamos. Se o nosso pensamento se fixa nas mãos, para elas se dirige a corrente vibratória desencadeada no corpo perispiritual e é lógico que aí se concentrarão violentamente as forças eletromagnéticas comandadas pela mente. Se fixamos a mente nos órgãos sexuais o fenômeno é o mesmo. Cabe-nos a nós dirigir sabiamente as forças interiores que se movimentam sob o comando de nossa mente.

Sexo não é crime, porém o uso imoderado ou descontrolado trará como conseqüência perturbações de ordem física e psico-física. A sexualidade sadia e pura canaliza energias superiores e transfunde fluidos de renovação, expressando o amor verdadeiro, de modo a que as criaturas se sentem fortalecidas. A sexualidade perturbada, no entanto, arrasta o ser para as zonas inferiores da vida. Contudo, não há crime. Cada um assume a responsabilidade do seu ato. Aqueles que praticam relações sexuais com este ou com aquele elemento indiscriminadamente não comete nenhum ato que atente contra a Misericórdia de Deus, mas sujeita-se a ligar-se às companhias espirituais que o outro possui e caminhará na estrada materializante das forças menos elevadas.

Como já dissemos, há um desgaste das forças sexuais. Assim como se gasta, na terra, o patrimônio material, também se gasta o patrimônio das energias sexuais. Aquele que esbanja o que possui, fatalmente, alcançará a pobreza. É lógico que isso se reflete no organismo físico. Porém, a sexualidade de teor mais elevado mantém o ser em boas condições perante os esforços da vida. Tudo no mundo está sujeito a transformações.

O Bem e o Mal transformam-se a cada passo, ou para melhor ou para pior. Compete ao ser dar a direção que o conduzirá à luz ou que o atirará nas trevas.

Devemos em tudo, buscar a lei de Deus. E ela representará sempre: harmonia, beleza, verdade, perfeição, amor.

A sexualidade praticada sob descontrole abate e desilude. A mais poderosa força que existe no organismo espiritual depois da força da mente é o sexo. Nele, Deus concentrou montanhas de energias. Liberadas indiscriminadamente, conduzem o ser à desilusão, ao desgaste e até à morte espiritual. Nem se deve condenar a sexualidade nem se deve exaltar demasiado as suas alegrias. Sexo como tudo que Deus fez deve se enquadrar na Lei de Equilíbrio. Não há crime em coisa alguma que Deus fez. Os fundamentos do sexo são puramente espirituais. O organismo perispiritual é construção de nossos mais adiantados engenheiros espirituais e remonta a eras milenares vindo de esferas muito superiores à nossa.

Na terra, os homens não fazem idéia exata da origem de suas enfermidades. O sexo está intimamente ligado ao sistema neuro-espinal, com repercussão direta no cerebelo e nos órgãos da digestão, sem se falar na influência direta nos campos dos órgãos perispirituais de comunicação, como no caso da pituitária. A imaginação funciona nos assuntos sexuais com intensidade extraordinária. A inteligência, que é força interna de alta propulsão, adquire ritmo inusitado quando se trata de sexualidade, de maneira que sob a influência dos pensamentos sexuais todo organismo físico e perispiritual da criatura passa a vibrar sob poderosa movimentação do motor da mente. Em determinado ritmo o aparelho do corpo que é a representação física da rede perispiritual vibra em relativa normalidade, contudo, se a mente é acelerada mais intensamente, foge da normalidade da Lei e o aparelho passa a vibrar descontroladamente, pondo em risco todo o arcabouço humano.

Vaso sagrado da vida, no caso da mulher. Atividade sublime da criação, no caso do homem. Sendo alegria de ambos, o sexo é, todavia, instrumento delicado que pode por em risco toda a construção humana e espiritual, se o seu uso não se adaptar às leis de equilíbrio da natureza.

Na luta do lar, o sexo desempenha papel preponderante. Desprezá-lo será colocar em prova dura os Espíritos que ali reencarnem para um progresso maior. Colabora o sexo para a harmonia doméstica e para a paz de todos. Compete a cada um separar o joio do trigo. Nem a mulher deve desprezar o homem, nem o homem pode desprezar a mulher. Deus os fez macho e fêmea e como tal devem se unir na glória universal. Portas abertas para o infinito, o sexo deve honrar o homem como obra divina. Através dele, as gerações se sucederão, e os Espíritos que partem retornam um dia para prosseguir no campo das experiências milenares e purificadoras.

Grandes Espíritos aguardam, muitas vezes, a oportunidade para renascer entre os homens. Assim veio ao mundo, há pouco tempo, o velho Demócrito na figura de Einstein.

Como, pois, colocar barreiras ao exercício do sexo? Não pode o homem enfrentar Deus
tentando destruir-lhe a sua obra pela omissão, nem deve, por outro lado, colocá-la em risco através do desregramento. No equilíbrio encontrará a humanidade o prazer perfeito e o perfeito cumprimento da Lei.

Dificilmente o coração se salva nos excessos sexuais. De modo geral, todo devasso prejudica também o próprio coração. Renascerá com essa deficiência. No entanto, recuperar o tecido perispiritual do coração não é tão fácil quanto recuperar o tecido perispiritual de outros órgãos. Só o amor verdadeiro e a dedicação desinteressada às outras criaturas no mundo fará com que através dos milênios o Espírito recupere o órgão do sentimento. As repercussões produzidas pela sexualidade no coração atingem proporções inimagináveis.

Não há crime no sexo. O que há é desperdício de uma energia preciosa que faltará ao cérebro e enriquecerá o perispírito. O exagero e a permanência demorada no campo sexual é que prejudicam a criatura. Mas é um prejuízo todo pessoal, que absolutamente não afeta a Deus.

Deus é pai e amigo e têm as suas leis que governam o Universo independentes Dele. Depois de criadas dirigem o desenvolvimento do ser através dos milênios. Não há crime e não há pecado. Há apenas endurecimento do perispírito, diminuição das percepções espirituais, estacionamento no tempo e no espaço. Poderíamos dizer que o Espírito se atrasa espiritualmente, nunca porém crime ou pecado. Além disso, como já tivemos oportunidade de dizer, adquirem amizades inconvenientes, associam-se a Espíritos inferiores e podem cair nas perversões sexuais, que é capítulo à parte no estudo da sexualidade.

Refrear de uma vez o exercício sexual na fase atual da evolução humana, de atraso, seria impedir a expansão natural dos sentimentos sexuais e o homem seria conduzido à pratica de crimes horrendos, como sejam o assassinato, o latrocínio e outros piores. O represamento violento das energias sexuais levam o homem superior à realização de obras intelectuais, artísticas ou santificantes de grande importância para a humanidade, mas a contenção dessas mesmas energias no interior do homem comum arrastá-lo-á à violência e ao crime. Cada um dá o que tem. O homem bom pensará em usar a energia atômica para visitar outros mundos, e o homem mau pensará de imediato em usar a mesma energia atômica para destruir países e cidades.


A QUESTÃO DA HOMOSSEXUALIDADE
O homossexual é um Espírito feminino que se reencarna num corpo masculino, assim como as mulheres lésbicas denunciam Espíritos de homens em corpos de mulheres. A força do Espírito expressa-se através dos órgãos que o corpo físico lhe oferece. Se é um tipo superior produz os artistas superiores sem cair nos excessos sexuais. E se não é uma figura tão elevada, expressa-se na vida humana pelas expressões sexuais comuns às criaturas.

Espíritos de mulher ou que já passaram pelo estágio feminino trazem consigo todas as manifestações femininas e procuram solucionar o problema sexual com os órgãos que possuem. O que não se poderá negar é que essa gente toda de um modo geral é muito inteligente, e até em casos mais raros são gênios nos diversos departamentos da arte.




21.3.24

O SER HUMANO E AS ENERGIAS DO UNIVERSO - Elisabeth Haich

 O ser humano recebe vários raios do universo e de seu ambiente. Igualmente, ele próprio emite várias energias, sendo um centro autônomo, um ego. Ele tem sete centros energéticos principais – os chakras – através dos quais recebe a energia cósmica, transforma-a e a transmite sob sete formas de energia a seu corpo, a seu ambiente e ao mundo externo.

Estes centros energéticos geralmente ainda não estão ativados, mas repousam em estado mais ou menos latente e suas funções variam, de acordo com o nível particular de desenvolvimento do indivíduo. Isto esclarece a razão por que a qualidade e a quantidade de radiação total de diferentes pessoas variam amplamente. Depende do nível de desenvolvimento individual do homem.

As radiações individuais atuam no ambiente e no mundo externo, não importa se plantas, animais ou pessoas estejam presentes. A verdade é que, na presença de pessoas afetuosas, tudo é vivificado; as plantas são mais frescas e vicejam mais profusamente, as crianças e animais criados por tais pessoas crescem fortes e sadios, e todos os adultos à sua volta se tornam mais sadios, mais joviais, mais fortes e, em verdade, mais felizes.

De outro lado, há outros em cuja presença todas as plantas definham e morrem e as crianças e animais se enfraquecem e adoecem. Evitadas por seus semelhantes, ficam cada vez mais abandonadas e isoladas.

Pessoas de irradiação estimulante e benéfica atraem todos os seres vivos, e em toda parte são tidas como vida e alma do ambiente. Qual o segredo de tais pessoas? Ei-lo: quanto mais altas as freqüências e mais curtas as ondas que alguém emite, tanto mais próximas a certas freqüências que comumente chamamos de “amor”.

As freqüências do amor representam as ondas mais curtas, exatamente as freqüências mais altas; são tão penetrantes que traspassam, permeiam e mesmo transformam todas as outras formas de energia. Ninguém e nada pode resistir a tais freqüências e nada pode ficar fora de seu alcance. São as mais altas, as freqüências divinas, porque amar é Deus!

Certas pessoas também emitem baixas freqüências, porque cada estado, sentimento, pensamento, palavra e desejo emitido tem uma irradiação e efeito mais alto ou mais baixo. Assim, o efeito de tais manifestações é atrair ou repelir, fortalecer ou enfraquecer, construir ou destruir.

Esta irradiação composta difere entre as pessoas e, quanto mais conscientemente um indivíduo se tenha desenvolvido em seu verdadeiro Ser, tanto mais potente o efeito de sua irradiação sobre o ambiente, plantas, animais e pessoas.

Exatamente como uma lâmpada irradia luz e quanto mais forte a luz, maior a luminosidade ao redor, assim o ser humano é envolto por sua própria irradiação. O homem de maior autoconsciência ilumina os de menor, ele os vê sem que eles possam iluminá-lo ou vê-lo.

Tanto quanto a irradiação do homem mais evoluído penetre no menos evoluído e sua freqüência se choque com as ondas do outro, fortalecendo ou enfraquecendo-as, assim, na mesma medida, o outro o achará amável, desagradável ou repulsivo. Isto também é confirmado quando pessoas do mesmo nível evolutivo se encontram e reciprocamente se influenciam.

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Pode acontecer que, apesar de estarem no mesmo nível de desenvolvimento, uma seja mais evoluída em uma direção, mas involuída em outra, na qual sua companheira tenha avançado mais. Consequentemente, a soma total de seus desenvolvimentos pode ser igual, ainda que, dependendo de sua composição, fossem ter efeito fortalecedor, enfraquecedor ou repulsivo um sobre o outro. Assim, achamo-nos mutuamente amáveis, desagradáveis ou repulsivos.

Se uma pessoa altamente evoluída influencia um ser humano inferior, pode ser que a freqüência do homem mais potente encontre a do mais fraco de tal modo que enormemente fortaleça algumas de suas freqüências, tornando-as dominantes nele. Isto é, as qualidades já presentes nele, que podem ter estado inconscientes e fracas, de súbito se tornam vivas, conscientes e fortes, através da irradiação análoga da pessoa mais forte. Assim, sua força de vontade não se enfraqueceu, mas ao contrário foi estimulada pelo outro.

Acontece o contrário no estado hipnótico, que é obtido quando o mais forte penetra o mais fraco com suas freqüências e, através das vibrações, atinge o cerne do mais fraco, possuindo-o a tal ponto que sua força de vontade definha e cede cada vez mais à força estranha, à vontade do mais forte.

Sob o poder do outro, a pessoa hipnotizada se torna um instrumento dócil e automaticamente executa a vontade do hipnotizador. Tal condição pode ser usada tanto beneficamente, como para curar, quanto para fins malévolos. Qualquer pessoa que suprima o direito de autodeterminação de outrem, ou mesmo a prive dele para usá-la como marionete a serviço de seus fins egoísticos, é um mago negro (não se refere à cor da pele).

O mago branco jamais desejará suprimir a consciência de outrem, para afirmar sua própria vontade sobre ele e escravizá-lo. Na verdade, ele o auxiliará a desenvolver a consciência de outros indivíduos, de modo que voluntariamente se alistem a serviço dos planos divinos.

9.1.24

O GURU INTERIOR - Robert Adams


As pessoas tentam trazer paz a este mundo desde há milênios atrás. Lembre-se de que nossa civilização não é a primeira do planeta. Este planeta tem bilhões de anos e tivemos civilizações mais avançadas que a atual, e todas desapareceram, por isso não se preocupe com o mundo. Descubra quem é você e deixe o mundo cuidar de si mesmo.

Tudo cuida de si mesmo. Nós ficamos apegados às coisas mundanas e o mundo nos puxa sempre de volta. É parte do sonho chamado maya. Esse sonho parece ser muito forte para a maior parte das pessoas. É por isso que a maioria das pessoas nunca tomam um caminho como esse (jnana); porque é demais para elas.


Este planeta é como um planeta de terceira categoria, um planeta de dualidade. A ideia é sair do planeta e não mais voltar. Deixe que Deus cuide do mundo. Encontre seu Eu e se torne livre.

Você tem um guru interior, e se confiar em seu guru interior, ele o levará para onde tiver que ir. Ele pode levá-lo a um guru exterior, ou a uma árvore, ou a um rio, ou a um livro, ou ao seu Eu. Mas você tem de entregar-se a seu guru interior para que isso aconteça. Quando a entrega é total, você verá que está no lugar certo, fazendo a coisa certa.


24.8.23

A MENTE UNIVERSAL E O TEMPO - Paul Brunton

A Mente que projeta este universo deve ter consciência dos gritos de dor dos aflitos, dos pecados dos maus, das lutas dos virtuosos. E se esta Mente é benéfica, como o proclamam todos os profetas e todos os videntes, deve seguramente ter desejo de propiciar ajuda e luz em todos os recantos onde são necessárias.


Irritamo-nos e atormentamo-nos por não compreendermos suas vias impenetráveis, sua paciência infinita. Para que serve toda essa agitação? À Natureza não falta tempo; nem mesmo parece que ela esteja apressada. Levou milhões de anos para conduzir o corpo humano à existência; quantos milhões ainda lhe serão necessários para levar a mente e o caráter humanos à perfeição!
 
A vida tem enormemente necessidade de tempo para alcançar seus objetivos ocultos. Os renascimentos em quantidade devem refletir-se para fazer do homem o que ele deve ser. O abismo que separa o homem pré-histórico, talhando sílex, de Emanuel Kant, o filósofo, não se explica senão à luz das reencarnações sucessivas.



6.7.23

COMO PROGREDIR RAPIDAMENTE NA VIDA ESPIRITUAL - Robert Adams


A compaixão é muito importante. Uso a mim mesmo como exemplo. Vou almoçar com muitos de vocês. Gosto de almoçar com vocês, mas faço isso devido a uma grande compaixão, uma grande compaixão por vocês, porque isso lhes dá prazer.

Quando estou almoçando com alguns de vocês, sempre me veem tomando alguns comprimidos de vitamina. Trago um pequeno frasco cheio de vitaminas. Antes de vir para Los Angeles nunca tomei uma vitamina em minha vida. Mas alguns de vocês ouviram dizer sobre uma doença que eu poderia ter, e então me trazem vitaminas e minerais, e pílulas e tudo o mais. 

Então tomo estas coisas para o bem de vocês, não para o meu bem, por causa de uma grande compaixão.

Aproximadamente dois anos atrás, alguém chegou em minha casa na tarde de uma sexta-feira. Tocou a campainha e abri a porta. Lá estava o cara com um grande sorriso em seu rosto, como se tivesse me conhecido toda sua vida. Ele explicou que me encontrou certa vez em 1958 em Bangalore, na India, no ashram de Papa Ram Dass.

Não me lembrei dele. Também me disse que assistiu a uma aula minha em Denver em 1975. Mas ele se sentia tão bem dizendo isso, que acabei dizendo que o reconhecia, que me lembrava dele. Ele disse que estava passando pela cidade e foi me ver.

Queria que eu o iniciasse em Advaita Vedanta. Expliquei a ele que não dou iniciações. Não sou um guru ou um yogue, nem nada desse tipo, e que além disso não se pode ser iniciado em Advaita Vedanta, pois Advaita é não-dualidade. Na iniciação tem de haver um iniciador e alguém para ser iniciado, tem de haver um sujeito e um objeto. E desde que não existe sujeito e não existe objeto, como eu poderia iniciar alguém?

Mas ele não aceitou aquilo como resposta. Ele começou a me implorar. Disse que tinha viajado muito para me ver e que eu deveria iniciá-lo. Expliquei-lhe novamente que não dava iniciação. Não acreditava naquilo. Que aquilo nada tinha a ver com Advaita Vedanta. Por que não ia encontrar um yogue ou alguém assim que dá iniciações?

A próxima coisa que fez foi pegar 200 dólares e me dar, dizendo, "Aqui, por favor me inicie." Peguei os 200 dólares e enfiei de volta em seu bolso, e expliquei-lhe que não aceitava dinheiro.

Finalmente ele se ajoelhou, agarrou minhas pernas e começou a chorar. O que eu podia fazer? Fiquei num dilema. Então lhe disse, "Está bem." Coloquei minha mão esquerda sobre sua cabeça e minha mão direita sobre seu peito, e lhe disse, "Em nome da Advaita Vedanta, você está agora iniciado na consciência pura."

Então algo lhe aconteceu. Pela primeira vez vi o cabelo de alguém ficar arrepiado. Como se uma carga de eletricidade passasse por seu corpo, por sua cabeça. Ele ficou em pé e sorriu. Estava totalmente transformado. Então disse adeus e partiu. Nunca mais o vi novamente.

Dando outro exemplo: você vê um mendigo que vem e pede alguns dólares. Não faz diferença por que ele quer o dinheiro, se é para comprar bebida, ou se é para comprar pão, ou outra coisa. É seu dever ajudar alguém que entra em sua atmosfera. Qualquer um que entre em sua vida deve ser ajudado. Não foi por acaso que esse mendigo veio a você. Não o mande embora, pois estará mandando a si mesmo embora.

Isto é compaixão, reconciliar-se com todo o universo, com todos os reinos (mineral, vegetal, animal e humano). Devemos ter uma grande compaixão por cada animal desta Terra, quer sejam formigas, ou cabras, ou vacas. Se tivéssemos compaixão assim, comeríamos carne?

Temos de ter grande compaixão por todas as flores, pela vegetação, tudo que existe. Temos de ter grande compaixão por todos os minerais desta Terra. Tudo! Isso é reconciliar-se com todo o universo. Isso é importante.



Alguns se perguntam por que estão neste caminho por tanto tempo e não parecem fazer muito progresso. É porque a compaixão não é grande o suficiente.

Depois vem a humildade. A humildade é muito, muito importante. Todo mundo quer vencer, vencer num argumento, vencer numa luta, mas se você tem humildade vencer nunca vem em seu pensamento. A humildade é kármica.

O karma é como pisar sobre uma enxada ou sobre um ancinho e o cabo dela te acerta na cabeça. Causa e efeito. Tudo que vai volta. Você pisa sobre a enxada, mas o cabo não te acerta na cabeça imediatamente. Ele pode te acertar anos mais tarde, ou em outra encarnação, mas você será atingido na cabeça.

Portanto existe karma imediato e existe karma futuro. A única maneira de livrar-se do karma é tendo uma tremenda humildade. Digamos que alguém o esbofeteia. A primeira coisa que nosso ego nos diz é para bater de volta, dar-lhe um tiro, matá-lo, livrar-se dele.

Mas se formos sábios, vamos entender que a razão de termos recebido um tapa está em algum lugar do passado, e de certo modo, este é o karma retornando a nós. E se retaliamos estamos criando novo karma que voltará a nós mais cedo ou mais tarde.

Portanto, qualquer coisa que lhe aconteça, em qualquer área da vida, não importa o que pareça, você está no lugar certo. Se você coopera e não reage, e não faz a retaliação, mas em vez disso manda uma mensagem de amor e paz, então transcende aquele karma e ele nunca mais voltará.

Mas se você faz a retaliação, e quer vingança, e pensa que está vencendo a batalha, pode parecer num primeiro momento que você está vencendo, mas os frutos de suas ações devem retornar mais cedo ou mais tarde.

Desse modo, você está brincando consigo mesmo e nunca chega a lugar nenhum. Continua repetindo a situação sempre e sempre, com pessoas diferentes. Você pode se mudar para um outro Estado, estar envolvido em diferentes situações, mas sempre encontrará os mesmos problemas.

Portanto, se houver algo errado em sua vida, algo que pareça terrível, não olhe para o problema em si como se fosse um problema. Eleve-se acima dele. Perceba que ninguém é culpado pelo problema. Você não tem inimigos. Ninguém está tentando humilhá-lo.

Isso é humildade. Você não é um covarde, você não é um frouxo. Você se elevou acima daquele padrão de pensamento.

Agora olhe para sua vida. Pense nas coisas que o aborrecem todo dia, nas coisas que o deixam irado, que o deixam aborrecido, que o fazem querer vingar-se. Livre-se disso.

A terceira virtude é o serviço. Nossa missão nesta Terra é servir a humanidade. À medida que você tenta evoluir, tenta se elevar a um estado superior para estar liberado, para se tornar totalmente livre, sirva a todos que puder, sem esperar nada em retorno. Sirva a cada um que encontrar. Pergunte às pessoas o que pode fazer por elas para tornar suas vidas mais felizes e brilhantes.

Se você tentar colocar seu ego na frente, se quiser fama, nome e reconhecimento, será derrubado sempre, e terá todo tipo de problema que acompanha a fama e o reconhecimento.

Pratique estas três virtudes e ficará admirado em ver quão rapidamente se tornará livre. 
 

22.5.23

OS SETE DEGRAUS DA EVOLUÇÃO - Elisabeth Haich

No primeiro nível o homem é uma criatura inconsciente, a energia sexual nele se manifesta como um impulso meramente animal-físico, impelindo-o para aliviar-se da tensão nervosa causada pela potência acumulada. Seu estado de consciência nada mais é do que um impulso animal buscando alívio. Seus chakras superiores ainda estão latentes e seu coração, morto.

Comumente, no entanto, as leis da civilização humana e os códigos morais em geral impedem a gratificação logo que o impulso sexual se faz sentir. Goste ou não, ele é compelido a postergar a execução por algum tempo. Durante esta espera a tensão se acumula nele. Desde que não ache alívio imediato, esta energia tenta descarregar-se de outro modo, através dos canais nervosos.

A tensão contida se armazena e, desta forma, o homem é arremetido por vibrações e freqüências sempre excitantes. Então a primeira transformação da energia sexual, embora pequena, já ocorreu: aumentou a freqüência!

A nova tensão, aumentada por acúmulo, com suas mais altas freqüências, agora não opera mais tão-somente sobre órgãos sexuais, mas também em seus órgãos mais elevados que são capazes de manter e manifestar as freqüências aumentadas.

O impulso tem o efeito adicional de despertar seu intelecto, atormenta o próprio cérebro por uma idéia, por uma solução. Assim, o primeiro vislumbre na aurora da conscientização foi atingido. Em seu estado ainda inconsciente, deu os primeiros passos no caminho da transmutação da energia sexual, de modo totalmente involuntário.

Gradualmente, ele alcançará o nível onde, em estado de excitação sexual, não sentirá um desejo puramente animal de gastar-se, mas experimentará a primeira intimação de unificação humana, mesmo que seja meramente ainda na forma primitiva de devoção física. Os primeiros indícios de ternura, os primeiros sintomas de amor aparecem.

Deste modo, seu coração morto é suficientemente aquecido e despertado em tempo. O impulso sexual dá lugar ao desejo de satisfação em alto nível, no segundo nível de manifestação – o de estar amando. Assim, não se contenta mais com qualquer parceira, mas procura uma que lhe esteja mais entrosada e de acordo com seu gosto que evoluiu. Várias existências podem escoar-se, durante o curso deste desenvolvimento. A eternidade é suficientemente longa.

O terceiro nível pode ter início apenas em alguma vida futura. Então ele não gratificará o impulso sexual indiscriminadamente. Torna-se mais exigente e também trata de agradar a parceira. Seu relacionamento com pessoas do sexo oposto muda para um composto de desejo sexual e sentido de unificação. Seu primitivo impulso puramente sexual transformou-se em amor, que o liga a uma determinada pessoa. Este amor é adicionalmente atiçado pelo fogo de sua energia sexual que, devido a esperar, intensificou-se.

Tais energias sexuais, tendo sido alçadas a nível mais alto, agem com efeito intensificado nos chakras superiores se, no desempenho de seu papel, encontram obstáculos. A energia sexual frustrada tem efeito bastante estimulante sobre os centros superiores, sobretudo o intelecto.

O intelecto excitado promete aos amantes as maiores felicidades pela gratificação dos desejos sexuais. Assim, neles, o amor é mais intensificado e, por razões de amor, casam-se. Se o homem atingiu sua meta e se casou, a energia sexual encontra satisfação livre de restrições; assim sexualmente satisfeito, o marido começa a pensar mais acerca de seu trabalho, a fim de assegurar uma vida melhor à família, se não totalmente por causa do prazer que o trabalho lhe propicia.


Desse modo é impelido a dirigir mais energia para os canais superiores, através dos quais despacha maior proporção destas energias criadoras. O homem é, então, impelido a dirigir parte de sua força propulsora para o nível intelectual e convertê-la em esforço mental.

Gradualmente vem a conhecer o prazer do trabalho criativo, e pela primeira vez experimenta uma espécie de autoconfiança. O tempo e o hábito transformam sua possessividade e o apetite por sua companheira, que a esta altura se tornou mãe de seus filhos, em um vínculo espiritual e humano, uma amável harmonia doméstica, uma forma de amor mais elevado e abnegado.


Assim, inconscientemente, dirige progressivamente sua energia sexual para os centros superiores e gradualmente atinge o quarto nível evolutivo da consciência. Começa a receber e emitir freqüências sempre mais elevadas, que despertam e abrem outros centros ainda mais elevados; começa a tomar interesse em coisas mais elevadas.

Pensa em dar mais conteúdo à vida; sabe que no amor físico somente uma parceira compreensiva com quem partilhe uma afinidade espiritual pode dar-lhe gratificação. Sua procura crescente de amor restringe a escolha de parceiras possíveis e também suas oportunidades de plena gratificação sexual. Quanto mais refinado seu gosto, mais difícil sua gratificação.

Sua energia sexual, frustrada e reprimida, força-lhe a consciência para elevar-se mais rápido. Fazendo assim, ele atinge o centro nervoso superior seguinte. Atinge o quarto nível e nele evolui. Começa a estudar, a aprender; deseja elucidar os mistérios do mundo. Seu horizonte mental se amplia. Suas forças criadoras não se manifestam mais apenas pela energia sexual corporal, mas como força emocional e intelectual e força de vontade revigorada.

Quanto mais elevado o nível de consciência, tanto mais elevadas e mais potentes também as energias que o homem está apto a dirigir a seus órgãos e centros nervosos inferiores, e correspondentemente maiores os prazeres da união sexual. Para tanto, procura uma parceira que lhe seja igual e com quem possa formar um relacionamento espiritual e intelectual.

Já está consciente da vasta diferença entre a quantidade e a qualidade e vive de acordo, porque não pode viver de outro modo. É triste quando alguém altamente evoluído é capaz de expandir e dar tensões muito altas no amor e, entretanto, sua parceira (o) é incapaz de acompanhá-lo. Tal pessoa se sente muito solitária.

Quanto mais elevado o nível de um homem, tanto mais essencial para ele que o nível intelectual de sua parceira, sua inteligência, seu modo de pensar, seu gosto, se entrose perfeitamente com ele. Apenas com esta mulher ele pode ter um intercurso sexual agradável e gratificante, no qual ambos os participantes experimentam perfeita identificação mental anímica e somática.

Deste modo, suavemente, o homem penetra no quinto nível, ao escoar-se de muitas vidas. Neste nível de consciência, alcançou o ponto em que pode manifestar seu poder criador em forma de energia sexual, bem como espiritual, mental e intelectual, e além disto, com sempre crescente força de vontade férrea.

Ativou seus centros nervosos e cerebrais, que são capazes de suportar energias puramente intelectuais mais elevadas e altas tensões. A resistência dos nervos e do corpo tem-se ampliado tanto que pode sustentar as altas freqüências sem detrimento, e também as manifesta como energia sexual através de seu corpo. É apaixonado em seu amor que emana de uma harmonia espiritual interna.

Tornou-se criador; estão abertas todas as válvulas em cinco níveis (até o quinto chakra), desde a intelectualidade às manifestações físicas. Apenas dois centros cerebrais ulteriores, que futuramente suportarão e manifestarão as freqüências mais elevadas e divinas, permanecem em latência.

Este é o nível em que pela primeira vez, se assim o quiser, o homem está capacitado a renunciar à sua manifestação sexual sem riscos, nervosismos patológicos e outras dificuldades, porque então está apto a manifestar sua força em níveis mais altos isento de restrições.

Tornou-se intuitivo e sugestivo; suas habilidades mágico-hipnóticas se desenvolveram e entraram em jogo. Sabemos através da história que, durante o trabalho criador, grandes gênios muitas vezes se abstiveram de manifestações amorosas por muitos meses. Gastaram toda sua energia em manifestação intelectual; depois, no entanto, tornaram a manifestar amor apaixonado e devoção com a mesma potência.

Tais homens, no quinto nível de evolução da consciência, já experimentam poder criador como um estado de ser. Experimentam-no como prazer de trabalhar, como existência, e sua influência é mago-criativa em todos os aspectos. Não importa se tal homem manifesta a energia com teórico, político, estadista, dirigente, filósofo, ou como ator, compositor, pintor, escultor ou autor. Eles estão acima do tempo e do espaço! Sua obra cintila como a luz divina acima de toda a terra.

Um Aristóteles, um Pitágoras, Platão ou Plotino estão tão acima do tempo e do espaço quanto Spinoza, Leibnitz, Kant, Shakespeare, Goethe, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Ticiano, Rembrandt, Rubens, ou Beethoven, Mozart, Bach ou Galileu, Edison, Marconi, Paracelso, Hahnemann e outros titãs deste mundo.

Perguntaram a Beethoven certa vez por que não se casava, que respondeu: “Como poderia escrever minha música, se tivesse de gastar energia na vida conjugal?”

Deste modo, a consciência humana ascende, gradualmente, ao sexto degrau da escada. Neste nível encontramos os profetas, os santos, os grandes instrutores do Ocidente e os grandes mestres do Oriente. Eles se familiarizaram com o poder criador em cada nível e o dominaram completamente. Sabiam que despender esta força divina no corpo seria uma perda tristonha para quem usa a energia vital como força criadora. 

O desejo sexual os abandonou como um fruto maduro a árvore. No corpo de tais indivíduos, a potência sexual queda serena. As energias que estimulariam os órgãos genitais à procriação são dirigidas ao centros nervosos e cerebrais superiores, usadas de modo criador e divino como energia espiritual. Eles renunciam à atividade criadora humana, não escrevem obras literárias, nem compõem música para o público, nem se esforçam por glória ou sucesso mundano; em vez disso, irradiam sua energia divina criadora puramente como inteligência espiritual divina, como divino amor universal.

No sétimo nível, já se desenvolveu em tal extensão a consciência que se está apto a controlar todas estas formas energéticas do poder criador divino. No perfeito autoconhecimento, em um divino estado de autoconsciência, em absoluto estado de ser, o sábio se tornou uno com Deus e pode dizer como Moisés que o nome de Deus é: “Eu sou o que sou”.

Este é o nível máximo de consciência, e os homens que o atingiram são chamados homens-Deus. Os homens-Deus vivem num estado de oniconsciência, de consciência divina. De tempos em tempos, um homem-Deus (avatar) nasce no mundo para mostrar que a obtenção deste estado de consciência está ao alcance de todos. Mostra-nos a senda para Deus, a senda do filho pródigo, em que ele começa o grandioso retorno ao paraíso, que é o sublime estado de consciência divina.


4.4.23

AUTOBIOGRAFIA - Robert Adams

 Quando eu era um bebê num berço, um homem costumava ficar ao meu lado. Por muito tempo eu ficava ali deitado e ele conversando comigo na ponta do berço. E evidentemente, sendo um bebê, não sabia o que ele estava falando. Pelo que me lembro, ele conversava comigo desde que nasci.

Eu acreditava que todo mundo tinha aquela experiência, e quando tinha cinco ou seis anos, disse a meus pais sobre aquilo, e eles pensaram que eu estava imaginando. Contei a meus amigos, e eles riram de mim. Então parei de falar sobre isso.

As visitas findaram quando eu tinha sete anos. Meu pai morreu de repente, e aquele homem parou de vir a mim. Então perguntei a minha mãe, "O que estou fazendo aqui? Não pertenço a este lugar." Eu não entendia o que estava dizendo mas sentia que estava fora de meu lugar. Minha mãe pensou que eu era louco. Ela levou-me a um médico, e o médico lhe disse que aquilo iria passar.

Quando fui para a escola, não era um bom aluno porque estava sempre sonhando de olhos abertos. Tinha estranhas experiências; costumava sentar-me na sala de aula e ficar imerso na consciência. Sentia que era onipresente. Tinha experiências fora do corpo. Não podia entender o que acontecia.

Então quando tinha 14 anos, fui à biblioteca para fazer uma pesquisa e ali vi um livro sobre os mestres do yoga. Eu nem sabia o que isso significava. Abri o livro numa página e ali havia uma foto de Ramana Maharshi. Meu cabelo ficou arrepiado, porque era a mesma pessoa que me aparecia quando era bebê. Desde então nunca mais fui o mesmo.

Mais tarde, fui para a Self Realization Fellowship em Encinitas, California. Fui ver Yogananda. Fui iniciado e estava para me tornar um monge, mas Yogananda conversou comigo e disse, "Robert, você não pertence a esse lugar, você tem seu próprio caminho, vá para a Índia."

E eu fui. Fui para Ramana Ashram. Isso foi em l947 ou 48. Quando vi Sri Ramana, nada falamos, apenas sorrimos um para o outro. Mais tarde tive algumas conversas com ele, mas no final de 1947 ele ficou doente. Não podia caminhar muito bem e tinha de ser ajudado por seus devotos.

Antes de conhecer Yogananda, fui apresentado a Joel Goldsmith. Ele foi na verdade meu primeiro mestre. Ele me explicou o que acontecia com meus sentimentos, porque eu pensava que estava louco. Joel Goldsmith me falou sobre Paramahansa Yogananda e deu-me um livro para ler. Joel Goldsmith foi um místico cristão que escreveu aproximadamente doze livros.

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Nasci em 21 de janeiro (1928-1997) em Nova York. Desde que estava no berço um homem com uma barba grisalha e cabelos brancos costumava me aparecer e conversar comigo. Eu achava que isto era normal e que todos tinham aquela experiência.

Lógico que sendo uma criança não entendia nada do que ele dizia. Foi apenas anos mais tarde, lendo livros, que percebi que aquela pessoa era Sri Bhagavan Ramana Maharshi. Ele me apareceu até os sete anos de idade, então nunca mais o vi.

Sri Ramana Maharshi: aprendendo a alcançar a iluminação  Ramana

Então algo muito interessante aconteceu comigo. Sempre que eu queria algo, um doce, um brinquedo, eu dizia o nome de Deus três ou quatro vezes, e aquela coisa aparecia para mim. Por exemplo, se eu quisesse um doce, dizia “Deus, Deus, Deus”. E alguém o trazia para mim ou vinha de algum lugar.

Quando fui para a escola, nunca estudava. Quanto tinha uma prova, dizia "Deus, Deus, Deus," e as respostas vinham. Certa vez eu quis tocar violino e minha mãe me disse que seria muito difícil comprar, por isso ela não me compraria um. Então eu disse, "Deus, Deus, Deus," e algumas horas mais tarde meu tio apareceu, a quem eu não via havia cinco anos, e trouxe-me um violino.

Quando eu tinha 14 anos de idade, um estranho fenômeno aconteceu. Eu estava fazendo o segundo grau na escola e estava nos exames finais de matemática. Eu não sabia nada, então disse, "Deus, Deus, Deus."

Em vez de virem as respostas, a sala se encheu de uma luz brilhante, mil vezes mais brilhante que o sol. Era como uma bomba atômica, a luz da bomba, mas que não queimava. Era um brilho luminoso e de um calor confortável. A sala toda ficou imersa na luz, tudo. Todos os alunos pareciam ser partículas de luz e me vi transformado num ser radiante. Imergi na consciência.

Não foi uma experiência fora do corpo. Foi completamente diferente. Percebi que não era meu corpo. O que parecia ser meu corpo não era real. Senti que era onipresente. Minha individualidade imergiu em absoluta bem-aventurança. Eu expandi, tornei-me o universo. O sentimento é indescritível.

O que me lembro depois disso foi a professora me chacoalhando. Todos os estudantes já tinham ido embora. Voltei à minha consciência humana. Aquele sentimento nunca me deixou.