28.12.13

VIDA NA CIDADE x VIDA NO CAMPO – Paul Brunton


A vida na cidade desenvolve a mente humana. Sua competição aguça a faculdade humana. Isto é bom quando equilibrado por sentimentos mais belos, mas é mau quando não existe o equilíbrio. A vida em grandes cidades estimula a inteligência, promove a ambição e desenvolve a personalidade, ao passo que a vida nas fazendas enrijece o corpo, aumenta a autoconfiança, mas achata a personalidade.

Os homens e mulheres que vivem em grandes cidades perderam o contato direto com a Natureza que possuíam seus antepassados lavradores. Os valores e virtudes que a vida citadina desenvolve na humanidade se convertem em deméritos e vícios quando levados ao excesso. Quando uma área metropolitana não é restringida em certo ponto, cria perturbações, perigos e males. Passa a concorrer para o materialismo sem alma de seus habitantes.

O rápido crescimento de enormes centros comerciais e industriais acarretou uma existência artificial, antinatural. Esta, por sua vez, redundou em desequilíbrio mental e enfermidade física. Os ruídos estridentes desgastam os nervos e conturbam a saúde mental.

O desejo da beleza verde e da paz do campo, que se expressa em escapadas de fim de semana para fora da cidade, ou em jardinzinhos em volta da casa, é no fundo um desejo espiritual. O rompimento de todo contato com a Natureza durante longos períodos priva o morador das cidades de um alimento vital para seu eu interior.

 


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