A
vida na cidade desenvolve a mente humana. Sua competição aguça a
faculdade humana. Isto é bom quando equilibrado por sentimentos mais
belos, mas é mau quando não existe o equilíbrio. A vida em grandes
cidades estimula a inteligência, promove a ambição e desenvolve a
personalidade, ao passo que a vida nas fazendas enrijece o corpo,
aumenta a autoconfiança, mas achata a personalidade.
Os
homens e mulheres que vivem em grandes cidades perderam o contato
direto com a Natureza que possuíam seus antepassados lavradores. Os
valores e virtudes que a vida citadina desenvolve na humanidade se
convertem em deméritos e vícios quando levados ao excesso. Quando
uma área metropolitana não é restringida em certo ponto, cria
perturbações, perigos e males. Passa a concorrer para o
materialismo sem alma de seus habitantes.
O
rápido crescimento de enormes centros comerciais e industriais
acarretou uma existência artificial, antinatural. Esta, por sua vez,
redundou em desequilíbrio mental e enfermidade física. Os ruídos
estridentes desgastam os nervos e conturbam a saúde mental.
O
desejo da beleza verde e da paz do campo, que se expressa em
escapadas de fim de semana para fora da cidade, ou em jardinzinhos em
volta da casa, é no fundo um desejo espiritual. O rompimento de todo
contato com a Natureza durante longos períodos priva o morador das
cidades de um alimento vital para seu eu interior.

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