21.12.14

INICIAÇÃO À LUZ DO DIA - Ramatis


Os homens freqüentam igrejas católicas, templos protestantes, sinagogas judaicas, mesquitas muçulmanas, pagodes chineses, santuários hindus, centros espíritas, "tatwas" esotéricos, lojas teosóficas, fraternidades Rosa-Cruz ou terreiros de Umbanda, buscando o conhecimento e o conforto espiritual para suas almas enfraquecidas.

Mas o seu aperfeiçoamento não se processa exclusivamente pela adoração a ídolos, meditações esotéricas, interpretações iniciáticas, reuniões doutrinárias ou cerimoniais fatigantes. Em tais momentos, os fiéis, crentes, adeptos, discípulos ou simpatizantes, só aprendem as regras e composturas que terão de comprovar diariamente no mundo profano.

Os templos religiosos, as lojas teosóficas, confrarias iniciáticas, instituições espíritas ou tendas de Umbanda, guardam certa semelhança com as agências de informações, que fornecem o programa das atividades espirituais recomendadas pelo Alto e conforme a preferência de determinado grupo humano. Mas as práticas à "luz do dia" graduam os discípulos de modo imprevisto porque se exercem sob a espontaneidade da própria vida dos seres em comum.

Aqui, o discípulo é experimentado na virtude da paciência pela demora dos balconistas em servirem-no nas lojas de compras, ou pela reação colérica do cobrador de ônibus; ali, prova-se na tolerância pela descortesia do egoísta que fura a "fila" de espera, ou pela intransigência do fiscal de impostos ou de trânsito; acolá, pela renúncia e perdão depois de explorado pelo vendedor, insultado pelo motorista irascível ou prejudicado no roubo da empregada!

Assim, no decorrer de nossa atividade humana, somos defrontados com as mais graves argüições no exame da paciência, bondade, tolerância, humildade, renúncia ou generosidade! É tão simples como a própria vida, pois no seio da agitação neurótica e competição desesperada para a sobrevivência humana, o homem moderno decora os programas salvacionistas elaborados no interior dos templos religiosos ou instituições espiritualistas, para depois comprová-los nas atividades da vida cotidiana.


KARMA E EVOLUÇÃO - Ramatis

Passam os séculos!
E os acontecimentos da vida humana vibram com as carruagens de esplendores, os gemidos dos vencidos e dos escravos, na esteira dos guerreiros, entre o delírio das multidões entusiastas e inconstantes!

Passam os séculos!
Outra vez, a fúria e a insanidade afogueiam a alma impetuosa e rude dos conquistadores. E então, novamente, cavalos velozes, montados por homens loucos, de faces duras e queimadas pelo sol, estouram em doida disparada pelos desertos, lanças em riste e bandeiras rubras como sangue, agitadas no ar e os mantos soltos ao vento como águias esvoaçando em busca da presa. Os gritos selvagens e de triunfo sonorizam a mortífera cavalgada, enquanto caem os corpos dos vencidos pagando o tributo de resistirem à morte!

Passam os séculos!
Mas, agora, os "homens loucos", aí estão eles, deitados nas enxergas da miséria, nas soleiras das igrejas, nos desvãos das pontes e nos bancos das praças públicas. São corpos que palpitam, semivivos, faces imbecilizadas, olhos apagados, membros atrofiados, figuras hidrocéfalas, caricaturas humanas cujo impulso de vida estagnou, ficou paralisado no limiar da consciência do ser! São uma espécie de moribundos, filhos da demência que, outrora, em louca tropelia, semearam a morte e ultrapassaram os direitos da vida!



AS CONSEQUÊNCIAS DE MATAR ANIMAIS - Ramatis


É necessário advertir ao homem sobre sua tremenda responsabilidade espiritual pelo derramamento de sangue dos animais e aves, através de matadouros, frigoríficos ou no lar. Tal barbárie civilizada gera karmas cruciais, tornando-se a maior fonte de infelicidade terrena. Enquanto o sangue do irmão menor for derramado sobre a face da terra, os espíritos desencarnados e primários terão fartamente o tônus vital para acentuar as práticas de vampirismo, obsessão e feitiçaria.

Sob a justiça implacável da lei do Karma, a quantidade de sangue derramado de animais e aves resulta, por ação reflexa, em igual quantidade de sangue humano também derramado fratricidamente nos campos de batalha. Cada um dos matadouros construídos no mundo proporciona a encarnação de um Hitler ou um Átila, verdadeiros flagelos e semeadores de sofrimento para a humanidade, como executores inconscientes da lei kármica, a qual determina que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

Jamais se poderá eliminar a indústria das guerras, enquanto existir a indústria da morte baseada nos irmãos menores que são, como os homens, filhos do mesmo Deus e criados para a mesma felicidade. A Divindade não seria justa se admitisse que o homem, chamado racional, fizesse sua felicidade à custa do massacre de seus irmãos inferiores, indefesos e serviçais, pois eles também sentem a força da dor.

Além disso, os espíritos diabólicos que obsidiam, vampirizam ou enfeitiçam são os humanos desencarnados ainda escravos do carnivorismo, tais como estais fazendo atualmente. Infelizmente, a humanidade terrena está escravizada a um círculo vicioso onde os vivos dotados de razão matam os vivos irracionais para beber-lhes o sangue e devorar-lhes a carne, para depois sofrer a desgraça de ver morrer seus filhos e parentes nos campos de batalha.

Grandes estadistas, filósofos, psicólogos, sacerdotes, líderes espiritualistas e governantes têm gastado toneladas de papel e rios de tinta nos congressos, campanhas e confraternizações para implantar a paz no mundo, festejando tais eventos com banquetes à base de vísceras sangrentas de animais e aves, cujo sangue derramado é a causa das guerras.

Corre o sangue no piso dos matadouros sob o gemido doloroso dos animais indefesos, mas também seguirá correndo o sangue humano nas ruas, praças, lares e campos floridos, sob a lei de causa e efeito do karma.