É
necessário advertir ao homem sobre sua tremenda responsabilidade
espiritual pelo derramamento de sangue dos animais e aves, através
de matadouros, frigoríficos ou no lar. Tal barbárie civilizada gera
karmas cruciais, tornando-se a maior fonte de infelicidade terrena.
Enquanto o sangue do irmão menor for derramado sobre a face da
terra, os espíritos desencarnados e primários terão fartamente o
tônus vital para acentuar as práticas de vampirismo, obsessão e
feitiçaria.
Sob
a justiça implacável da lei do Karma, a quantidade de sangue
derramado de animais e aves resulta, por ação reflexa, em igual
quantidade de sangue humano também derramado fratricidamente nos
campos de batalha. Cada um dos matadouros construídos no mundo
proporciona a encarnação de um Hitler ou um Átila, verdadeiros
flagelos e semeadores de sofrimento para a humanidade, como
executores inconscientes da lei kármica, a qual determina que “a
semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.
Jamais
se poderá eliminar a indústria das guerras, enquanto existir a
indústria da morte baseada nos irmãos menores que são, como os
homens, filhos do mesmo Deus e criados para a mesma felicidade. A
Divindade não seria justa se admitisse que o homem, chamado
racional, fizesse sua felicidade à custa do massacre de seus irmãos
inferiores, indefesos e serviçais, pois eles também sentem a força
da dor.
Além
disso, os espíritos diabólicos que obsidiam, vampirizam ou
enfeitiçam são os humanos desencarnados ainda escravos do
carnivorismo, tais como estais fazendo atualmente. Infelizmente, a
humanidade terrena está escravizada a um círculo vicioso onde os
vivos dotados de razão matam os vivos irracionais para beber-lhes o
sangue e devorar-lhes a carne, para depois sofrer a desgraça de ver
morrer seus filhos e parentes nos campos de batalha.
Grandes
estadistas, filósofos, psicólogos, sacerdotes, líderes
espiritualistas e governantes têm gastado toneladas de papel e rios
de tinta nos congressos, campanhas e confraternizações para
implantar a paz no mundo, festejando tais eventos com banquetes à
base de vísceras sangrentas de animais e aves, cujo sangue derramado
é a causa das guerras.
Corre
o sangue no piso dos matadouros sob o gemido doloroso dos animais
indefesos, mas também seguirá correndo o sangue humano nas ruas,
praças, lares e campos floridos, sob a lei de causa e efeito do
karma.
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