Os
mantras não podem ser inventados ou fabricados por alguém, embora atualmente
algumas pessoas sejam dessa opinião. Eles sempre existiram num estado latente
como energias sonoras. Assim como a gravidade foi descoberta mas não inventada
por Newton, os mantras foram revelados aos antigos videntes.
Embora seja costume o guru receber ofertas
voluntárias de frutas, flores ou dinheiro no momento da iniciação, vender um
mantra é contrário a todas as regras espirituais.
Uma
vez escolhidos, nem o mantra, ou a deidade, ou o guru, devem ser mudados.
Existem muitos caminhos para se subir a montanha. Perseverar em apenas um
caminho é o que levará o aspirante ao topo com maior rapidez do que se ele
desperdiçar suas energias explorando os demais caminhos.
Todo
mantra verdadeiro preenche seis condições: 1) ele foi originalmente revelado a
um sábio, que obteve a iluminação com ele e o transmitiu a outros, 2) ele tem
uma deidade que o governa, 3) ele tem uma métrica específica, 4) ele possui um
bija (semente) que o investe de um poder especial que é a essência do mantra,
como OM por exemplo, 5) ele tem um poder dinâmico divino, 6) ele esconde em si
a consciência pura.
Há
diferentes mantras devido ao fato de os temperamentos serem diferentes e ao
fato de as pessoas serem atraídas a manifestações particulares do Divino.
Algumas pessoas se sentem atraídas pelo silêncio, outras pela atividade;
algumas gostam de contemplar a natureza, outras gostam de abstrações
intelectuais.
A
harmonia entre o aspirante e a deidade escolhida é essencial. Na hora da
iniciação pelo guru, a deidade é escolhida. Pessoas austeras e que amam a
solidão geralmente sentem-se atraídas por Shiva.
O
chefe de família para o qual a família, a responsabilidade, a ordem e os ideais
são importantes sente-se atraído por Rama. Krishna atrai pessoas do tipo
devocional e ativo, pessoas que se preocupam com o bem-estar dos outros.Aqueles
que sentem reverência pelo aspecto da Mãe Divina como a energia universal devem
adorar Durga.
Se a
pessoa não consegue descobrir sua própria inclinação natural, o guru escolherá
a deidade de acordo com sua intuição. Uma vez que a deidade e o mantra
apropriado foram escolhidos e o aspirante tenha recebido a iniciação, ele vai
trabalhar com o mantra até alcançar a iluminação, nesta ou em futuras
existências.
Mantras
de outras deidades podem ser usados de modo suplementar, como quando se
pretende adquirir qualidades particulares. A repetição de Om Saraswatiai Namahá
concede sabedoria, inteligência e criatividade. Om Sri Mahá Lakshmyai Namahá
confere riqueza e prosperidade. O mantra de Ganesha, Om Sri Ganapatáye Namahá, remove obstáculos em qualquer empreendimento. O
Mahá Mrityunjaya mantra previne acidentes, doenças incuráveis e calamidades, e
concede longevidade e imortalidade.
O
Gáyatri mantra purifica a mente, destrói a dor, o pecado e a ignorância; traz
liberação e concede saúde, beleza, força, vitalidade, poder, inteligência e
aura magnética.
Repetir
um mantra 125.000 vezes assegura ao devoto as bênçãos de sua divindade. Bija
mantras (como Haum, Krim etc.) e certos mantras místicos (como o mantra Sri
Vidya) não devem repetidos por pessoas que não têm um bom conhecimento do
sânscrito. Quando esses mantras são entoados de maneira errada, podem causar dano ao
sistema psíquico do aspirante.

Nenhum comentário:
Postar um comentário