Não se deve dar muita importância ao
aparecimento e desaparecimento de visões e espíritos na busca espiritual. Temos
que SER e não ver. Mesmo as visões psíquicas, elas são tão objetivas, de um
posto de vista superior, quanto as coisas materiais.
À medida que um estudante avança no
caminho, ele chega a uma condição altamente sensível ao lidar com o mundo
exterior, e isso às vezes se torna doloroso. Esse tipo de problema não pode ser
eliminado, pois um aumento de sensibilidade é o resultado natural do
desenvolvimento mental e emocional. Entretanto, a reação às dificuldades pode
ser controlada. Isso é feito desviando a atenção imediatamente para outra
coisa, de preferência para o pensamento no Eu Superior, ou alguma atividade
puramente física. Quando estiver na presença de alguém que o afeta ou perturba,
o estudante pode fortalecer sua autoproteção magnética não olhando na direção
dessa pessoa e fechando as palmas das mãos com os polegares entre os dedos.
A massa de influências áuricas, mentais
e emocionais que fica ao redor do estudante frequentemente não combina com sua
sensibilidade. Não é algo necessariamente mau, mas discordante, desconfortável,
um polo oposto, e ele pode precisar defender-se. Os métodos variam, e podem ser
psíquicos e físicos: imaginar um muro mental, realizar rituais religiosos de
purificação, queimar incenso, tomar banhos de ervas, evitar multidões.
Quando duas pessoas estão próximas, o
espaço que há entre elas fica preenchido com suas auras, com as vibrações de
suas extensões eletromagnéticas de seus corpos físicos, e com as atmosferas
mental-emocionais que as rodeiam. Nesse espaço está refletido seu ser interior,
suas atrações e repulsões pessoais.
Através do plexo solar e dos sistemas
nervosos simpático e cerebroespinal, recebemos dos outros as influências que os
rodeiam e irradiamos a eles as influências que nos rodeiam. A atmosfera mental
das outras pessoas nos afeta e o resultado desse impacto deve nos dizer algo
sobre elas. Se não nos sentimos em harmonia com elas, se
estamos desconfortáveis com sua presença, se ficamos deprimidos, estressados ou
perturbados ao estar com elas, devemos nos proteger evitando tais pessoas e não
nos expondo ao seu contato. Mas se somos forçados a encontra-las por exigências
das circunstâncias, é necessário construir uma fortaleza mental dentro de nós
mesmos concentrando-nos diária e repetidamente no autoaperfeiçoamento através
do pensamento correto.
É desagradável ser forçado a sentar-se
próximo à aura de outra pessoa que não esteja em harmonia conosco. De qualquer
modo, a aura feminina é menos desagradável que uma masculina, porque o teor
magnético é mais harmonioso e menos perturbador, o ego menos agressivo e mais passivo.

A sensibilidade psíquica pode tornar a proximidade de certas pessoas quase intolerável e deve-se buscar resistir. As ajudas nessa questão são: a) fazer uma inalação profunda, segurá-la por alguns instantes e concentrar a mente na força interior e positividade; b) manter a espinha ereta, as mãos fechadas e os pés firmemente plantados no chão.
Quanto mais desenvolvido é um homem, em
inteligência, caráter e consciência espiritual, maior é o campo áurico ao seu
redor.
Sentar-se num veículo público ou num
café e ser observado por outros é desconfortável para a pessoa sensível. Ela
sabe por experiência própria que o olhar carrega consigo as características
mentais de quem olha, projeta seu pensamento e sentimento naquele momento.
O homem psiquicamente sensível notará
em muitas ocasiões que, à medida que outra pessoa fica-lhe próxima, ele cada vez
mais fica consciente da aura alheia até que finalmente essa aura interpenetra
totalmente a sua.
É melhor não apertar as mãos de todos
com quem se encontra, porque assim a pessoa adquire algo das condições mentais
do outro, ainda que brevemente. Há nas mãos de uma pessoa um depósito de
energia proveniente de sua aura. Ordinariamente, o apertar de mãos é para a
pessoa sensível uma sensação desagradável, pois poucas pessoas alcançaram uma
medida suficiente de pureza para causar uma sensação benéfica em vez de um
efeito deprimente.

A pessoa que progride no caminho espiritual deve ser muito cuidadosa com seus contatos pessoais, pois se torna cada vez mais sensível à aura e pensamentos alheios. Ela deve, por exemplo, evitar de associar-se com pessoas que sejam um fracasso, pois isso não apenas afetará sua atitude, como também tenderá a adquirir algo do mau karma e tendências mentais erradas do outro.
Frequentemente tenho visto uma
irradiação de uma luz branca azulada ao redor da cabeça de alguém cintilar por
alguns segundos e sumir em seguida. Sempre que isso acontece sei que tal pessoa
foi marcada para a busca interior, e sei também que um vislumbre da meta foi,
ou será, recebido.
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