24.8.23

A MENTE UNIVERSAL E O TEMPO - Paul Brunton

A Mente que projeta este universo deve ter consciência dos gritos de dor dos aflitos, dos pecados dos maus, das lutas dos virtuosos. E se esta Mente é benéfica, como o proclamam todos os profetas e todos os videntes, deve seguramente ter desejo de propiciar ajuda e luz em todos os recantos onde são necessárias.


Irritamo-nos e atormentamo-nos por não compreendermos suas vias impenetráveis, sua paciência infinita. Para que serve toda essa agitação? À Natureza não falta tempo; nem mesmo parece que ela esteja apressada. Levou milhões de anos para conduzir o corpo humano à existência; quantos milhões ainda lhe serão necessários para levar a mente e o caráter humanos à perfeição!
 
A vida tem enormemente necessidade de tempo para alcançar seus objetivos ocultos. Os renascimentos em quantidade devem refletir-se para fazer do homem o que ele deve ser. O abismo que separa o homem pré-histórico, talhando sílex, de Emanuel Kant, o filósofo, não se explica senão à luz das reencarnações sucessivas.



6.7.23

COMO PROGREDIR RAPIDAMENTE NA VIDA ESPIRITUAL - Robert Adams


A compaixão é muito importante. Uso a mim mesmo como exemplo. Vou almoçar com muitos de vocês. Gosto de almoçar com vocês, mas faço isso devido a uma grande compaixão, uma grande compaixão por vocês, porque isso lhes dá prazer.

Quando estou almoçando com alguns de vocês, sempre me veem tomando alguns comprimidos de vitamina. Trago um pequeno frasco cheio de vitaminas. Antes de vir para Los Angeles nunca tomei uma vitamina em minha vida. Mas alguns de vocês ouviram dizer sobre uma doença que eu poderia ter, e então me trazem vitaminas e minerais, e pílulas e tudo o mais. 

Então tomo estas coisas para o bem de vocês, não para o meu bem, por causa de uma grande compaixão.

Aproximadamente dois anos atrás, alguém chegou em minha casa na tarde de uma sexta-feira. Tocou a campainha e abri a porta. Lá estava o cara com um grande sorriso em seu rosto, como se tivesse me conhecido toda sua vida. Ele explicou que me encontrou certa vez em 1958 em Bangalore, na India, no ashram de Papa Ram Dass.

Não me lembrei dele. Também me disse que assistiu a uma aula minha em Denver em 1975. Mas ele se sentia tão bem dizendo isso, que acabei dizendo que o reconhecia, que me lembrava dele. Ele disse que estava passando pela cidade e foi me ver.

Queria que eu o iniciasse em Advaita Vedanta. Expliquei a ele que não dou iniciações. Não sou um guru ou um yogue, nem nada desse tipo, e que além disso não se pode ser iniciado em Advaita Vedanta, pois Advaita é não-dualidade. Na iniciação tem de haver um iniciador e alguém para ser iniciado, tem de haver um sujeito e um objeto. E desde que não existe sujeito e não existe objeto, como eu poderia iniciar alguém?

Mas ele não aceitou aquilo como resposta. Ele começou a me implorar. Disse que tinha viajado muito para me ver e que eu deveria iniciá-lo. Expliquei-lhe novamente que não dava iniciação. Não acreditava naquilo. Que aquilo nada tinha a ver com Advaita Vedanta. Por que não ia encontrar um yogue ou alguém assim que dá iniciações?

A próxima coisa que fez foi pegar 200 dólares e me dar, dizendo, "Aqui, por favor me inicie." Peguei os 200 dólares e enfiei de volta em seu bolso, e expliquei-lhe que não aceitava dinheiro.

Finalmente ele se ajoelhou, agarrou minhas pernas e começou a chorar. O que eu podia fazer? Fiquei num dilema. Então lhe disse, "Está bem." Coloquei minha mão esquerda sobre sua cabeça e minha mão direita sobre seu peito, e lhe disse, "Em nome da Advaita Vedanta, você está agora iniciado na consciência pura."

Então algo lhe aconteceu. Pela primeira vez vi o cabelo de alguém ficar arrepiado. Como se uma carga de eletricidade passasse por seu corpo, por sua cabeça. Ele ficou em pé e sorriu. Estava totalmente transformado. Então disse adeus e partiu. Nunca mais o vi novamente.

Dando outro exemplo: você vê um mendigo que vem e pede alguns dólares. Não faz diferença por que ele quer o dinheiro, se é para comprar bebida, ou se é para comprar pão, ou outra coisa. É seu dever ajudar alguém que entra em sua atmosfera. Qualquer um que entre em sua vida deve ser ajudado. Não foi por acaso que esse mendigo veio a você. Não o mande embora, pois estará mandando a si mesmo embora.

Isto é compaixão, reconciliar-se com todo o universo, com todos os reinos (mineral, vegetal, animal e humano). Devemos ter uma grande compaixão por cada animal desta Terra, quer sejam formigas, ou cabras, ou vacas. Se tivéssemos compaixão assim, comeríamos carne?

Temos de ter grande compaixão por todas as flores, pela vegetação, tudo que existe. Temos de ter grande compaixão por todos os minerais desta Terra. Tudo! Isso é reconciliar-se com todo o universo. Isso é importante.



Alguns se perguntam por que estão neste caminho por tanto tempo e não parecem fazer muito progresso. É porque a compaixão não é grande o suficiente.

Depois vem a humildade. A humildade é muito, muito importante. Todo mundo quer vencer, vencer num argumento, vencer numa luta, mas se você tem humildade vencer nunca vem em seu pensamento. A humildade é kármica.

O karma é como pisar sobre uma enxada ou sobre um ancinho e o cabo dela te acerta na cabeça. Causa e efeito. Tudo que vai volta. Você pisa sobre a enxada, mas o cabo não te acerta na cabeça imediatamente. Ele pode te acertar anos mais tarde, ou em outra encarnação, mas você será atingido na cabeça.

Portanto existe karma imediato e existe karma futuro. A única maneira de livrar-se do karma é tendo uma tremenda humildade. Digamos que alguém o esbofeteia. A primeira coisa que nosso ego nos diz é para bater de volta, dar-lhe um tiro, matá-lo, livrar-se dele.

Mas se formos sábios, vamos entender que a razão de termos recebido um tapa está em algum lugar do passado, e de certo modo, este é o karma retornando a nós. E se retaliamos estamos criando novo karma que voltará a nós mais cedo ou mais tarde.

Portanto, qualquer coisa que lhe aconteça, em qualquer área da vida, não importa o que pareça, você está no lugar certo. Se você coopera e não reage, e não faz a retaliação, mas em vez disso manda uma mensagem de amor e paz, então transcende aquele karma e ele nunca mais voltará.

Mas se você faz a retaliação, e quer vingança, e pensa que está vencendo a batalha, pode parecer num primeiro momento que você está vencendo, mas os frutos de suas ações devem retornar mais cedo ou mais tarde.

Desse modo, você está brincando consigo mesmo e nunca chega a lugar nenhum. Continua repetindo a situação sempre e sempre, com pessoas diferentes. Você pode se mudar para um outro Estado, estar envolvido em diferentes situações, mas sempre encontrará os mesmos problemas.

Portanto, se houver algo errado em sua vida, algo que pareça terrível, não olhe para o problema em si como se fosse um problema. Eleve-se acima dele. Perceba que ninguém é culpado pelo problema. Você não tem inimigos. Ninguém está tentando humilhá-lo.

Isso é humildade. Você não é um covarde, você não é um frouxo. Você se elevou acima daquele padrão de pensamento.

Agora olhe para sua vida. Pense nas coisas que o aborrecem todo dia, nas coisas que o deixam irado, que o deixam aborrecido, que o fazem querer vingar-se. Livre-se disso.

A terceira virtude é o serviço. Nossa missão nesta Terra é servir a humanidade. À medida que você tenta evoluir, tenta se elevar a um estado superior para estar liberado, para se tornar totalmente livre, sirva a todos que puder, sem esperar nada em retorno. Sirva a cada um que encontrar. Pergunte às pessoas o que pode fazer por elas para tornar suas vidas mais felizes e brilhantes.

Se você tentar colocar seu ego na frente, se quiser fama, nome e reconhecimento, será derrubado sempre, e terá todo tipo de problema que acompanha a fama e o reconhecimento.

Pratique estas três virtudes e ficará admirado em ver quão rapidamente se tornará livre. 
 

22.5.23

OS SETE DEGRAUS DA EVOLUÇÃO - Elisabeth Haich

No primeiro nível o homem é uma criatura inconsciente, a energia sexual nele se manifesta como um impulso meramente animal-físico, impelindo-o para aliviar-se da tensão nervosa causada pela potência acumulada. Seu estado de consciência nada mais é do que um impulso animal buscando alívio. Seus chakras superiores ainda estão latentes e seu coração, morto.

Comumente, no entanto, as leis da civilização humana e os códigos morais em geral impedem a gratificação logo que o impulso sexual se faz sentir. Goste ou não, ele é compelido a postergar a execução por algum tempo. Durante esta espera a tensão se acumula nele. Desde que não ache alívio imediato, esta energia tenta descarregar-se de outro modo, através dos canais nervosos.

A tensão contida se armazena e, desta forma, o homem é arremetido por vibrações e freqüências sempre excitantes. Então a primeira transformação da energia sexual, embora pequena, já ocorreu: aumentou a freqüência!

A nova tensão, aumentada por acúmulo, com suas mais altas freqüências, agora não opera mais tão-somente sobre órgãos sexuais, mas também em seus órgãos mais elevados que são capazes de manter e manifestar as freqüências aumentadas.

O impulso tem o efeito adicional de despertar seu intelecto, atormenta o próprio cérebro por uma idéia, por uma solução. Assim, o primeiro vislumbre na aurora da conscientização foi atingido. Em seu estado ainda inconsciente, deu os primeiros passos no caminho da transmutação da energia sexual, de modo totalmente involuntário.

Gradualmente, ele alcançará o nível onde, em estado de excitação sexual, não sentirá um desejo puramente animal de gastar-se, mas experimentará a primeira intimação de unificação humana, mesmo que seja meramente ainda na forma primitiva de devoção física. Os primeiros indícios de ternura, os primeiros sintomas de amor aparecem.

Deste modo, seu coração morto é suficientemente aquecido e despertado em tempo. O impulso sexual dá lugar ao desejo de satisfação em alto nível, no segundo nível de manifestação – o de estar amando. Assim, não se contenta mais com qualquer parceira, mas procura uma que lhe esteja mais entrosada e de acordo com seu gosto que evoluiu. Várias existências podem escoar-se, durante o curso deste desenvolvimento. A eternidade é suficientemente longa.

O terceiro nível pode ter início apenas em alguma vida futura. Então ele não gratificará o impulso sexual indiscriminadamente. Torna-se mais exigente e também trata de agradar a parceira. Seu relacionamento com pessoas do sexo oposto muda para um composto de desejo sexual e sentido de unificação. Seu primitivo impulso puramente sexual transformou-se em amor, que o liga a uma determinada pessoa. Este amor é adicionalmente atiçado pelo fogo de sua energia sexual que, devido a esperar, intensificou-se.

Tais energias sexuais, tendo sido alçadas a nível mais alto, agem com efeito intensificado nos chakras superiores se, no desempenho de seu papel, encontram obstáculos. A energia sexual frustrada tem efeito bastante estimulante sobre os centros superiores, sobretudo o intelecto.

O intelecto excitado promete aos amantes as maiores felicidades pela gratificação dos desejos sexuais. Assim, neles, o amor é mais intensificado e, por razões de amor, casam-se. Se o homem atingiu sua meta e se casou, a energia sexual encontra satisfação livre de restrições; assim sexualmente satisfeito, o marido começa a pensar mais acerca de seu trabalho, a fim de assegurar uma vida melhor à família, se não totalmente por causa do prazer que o trabalho lhe propicia.


Desse modo é impelido a dirigir mais energia para os canais superiores, através dos quais despacha maior proporção destas energias criadoras. O homem é, então, impelido a dirigir parte de sua força propulsora para o nível intelectual e convertê-la em esforço mental.

Gradualmente vem a conhecer o prazer do trabalho criativo, e pela primeira vez experimenta uma espécie de autoconfiança. O tempo e o hábito transformam sua possessividade e o apetite por sua companheira, que a esta altura se tornou mãe de seus filhos, em um vínculo espiritual e humano, uma amável harmonia doméstica, uma forma de amor mais elevado e abnegado.


Assim, inconscientemente, dirige progressivamente sua energia sexual para os centros superiores e gradualmente atinge o quarto nível evolutivo da consciência. Começa a receber e emitir freqüências sempre mais elevadas, que despertam e abrem outros centros ainda mais elevados; começa a tomar interesse em coisas mais elevadas.

Pensa em dar mais conteúdo à vida; sabe que no amor físico somente uma parceira compreensiva com quem partilhe uma afinidade espiritual pode dar-lhe gratificação. Sua procura crescente de amor restringe a escolha de parceiras possíveis e também suas oportunidades de plena gratificação sexual. Quanto mais refinado seu gosto, mais difícil sua gratificação.

Sua energia sexual, frustrada e reprimida, força-lhe a consciência para elevar-se mais rápido. Fazendo assim, ele atinge o centro nervoso superior seguinte. Atinge o quarto nível e nele evolui. Começa a estudar, a aprender; deseja elucidar os mistérios do mundo. Seu horizonte mental se amplia. Suas forças criadoras não se manifestam mais apenas pela energia sexual corporal, mas como força emocional e intelectual e força de vontade revigorada.

Quanto mais elevado o nível de consciência, tanto mais elevadas e mais potentes também as energias que o homem está apto a dirigir a seus órgãos e centros nervosos inferiores, e correspondentemente maiores os prazeres da união sexual. Para tanto, procura uma parceira que lhe seja igual e com quem possa formar um relacionamento espiritual e intelectual.

Já está consciente da vasta diferença entre a quantidade e a qualidade e vive de acordo, porque não pode viver de outro modo. É triste quando alguém altamente evoluído é capaz de expandir e dar tensões muito altas no amor e, entretanto, sua parceira (o) é incapaz de acompanhá-lo. Tal pessoa se sente muito solitária.

Quanto mais elevado o nível de um homem, tanto mais essencial para ele que o nível intelectual de sua parceira, sua inteligência, seu modo de pensar, seu gosto, se entrose perfeitamente com ele. Apenas com esta mulher ele pode ter um intercurso sexual agradável e gratificante, no qual ambos os participantes experimentam perfeita identificação mental anímica e somática.

Deste modo, suavemente, o homem penetra no quinto nível, ao escoar-se de muitas vidas. Neste nível de consciência, alcançou o ponto em que pode manifestar seu poder criador em forma de energia sexual, bem como espiritual, mental e intelectual, e além disto, com sempre crescente força de vontade férrea.

Ativou seus centros nervosos e cerebrais, que são capazes de suportar energias puramente intelectuais mais elevadas e altas tensões. A resistência dos nervos e do corpo tem-se ampliado tanto que pode sustentar as altas freqüências sem detrimento, e também as manifesta como energia sexual através de seu corpo. É apaixonado em seu amor que emana de uma harmonia espiritual interna.

Tornou-se criador; estão abertas todas as válvulas em cinco níveis (até o quinto chakra), desde a intelectualidade às manifestações físicas. Apenas dois centros cerebrais ulteriores, que futuramente suportarão e manifestarão as freqüências mais elevadas e divinas, permanecem em latência.

Este é o nível em que pela primeira vez, se assim o quiser, o homem está capacitado a renunciar à sua manifestação sexual sem riscos, nervosismos patológicos e outras dificuldades, porque então está apto a manifestar sua força em níveis mais altos isento de restrições.

Tornou-se intuitivo e sugestivo; suas habilidades mágico-hipnóticas se desenvolveram e entraram em jogo. Sabemos através da história que, durante o trabalho criador, grandes gênios muitas vezes se abstiveram de manifestações amorosas por muitos meses. Gastaram toda sua energia em manifestação intelectual; depois, no entanto, tornaram a manifestar amor apaixonado e devoção com a mesma potência.

Tais homens, no quinto nível de evolução da consciência, já experimentam poder criador como um estado de ser. Experimentam-no como prazer de trabalhar, como existência, e sua influência é mago-criativa em todos os aspectos. Não importa se tal homem manifesta a energia com teórico, político, estadista, dirigente, filósofo, ou como ator, compositor, pintor, escultor ou autor. Eles estão acima do tempo e do espaço! Sua obra cintila como a luz divina acima de toda a terra.

Um Aristóteles, um Pitágoras, Platão ou Plotino estão tão acima do tempo e do espaço quanto Spinoza, Leibnitz, Kant, Shakespeare, Goethe, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Ticiano, Rembrandt, Rubens, ou Beethoven, Mozart, Bach ou Galileu, Edison, Marconi, Paracelso, Hahnemann e outros titãs deste mundo.

Perguntaram a Beethoven certa vez por que não se casava, que respondeu: “Como poderia escrever minha música, se tivesse de gastar energia na vida conjugal?”

Deste modo, a consciência humana ascende, gradualmente, ao sexto degrau da escada. Neste nível encontramos os profetas, os santos, os grandes instrutores do Ocidente e os grandes mestres do Oriente. Eles se familiarizaram com o poder criador em cada nível e o dominaram completamente. Sabiam que despender esta força divina no corpo seria uma perda tristonha para quem usa a energia vital como força criadora. 

O desejo sexual os abandonou como um fruto maduro a árvore. No corpo de tais indivíduos, a potência sexual queda serena. As energias que estimulariam os órgãos genitais à procriação são dirigidas ao centros nervosos e cerebrais superiores, usadas de modo criador e divino como energia espiritual. Eles renunciam à atividade criadora humana, não escrevem obras literárias, nem compõem música para o público, nem se esforçam por glória ou sucesso mundano; em vez disso, irradiam sua energia divina criadora puramente como inteligência espiritual divina, como divino amor universal.

No sétimo nível, já se desenvolveu em tal extensão a consciência que se está apto a controlar todas estas formas energéticas do poder criador divino. No perfeito autoconhecimento, em um divino estado de autoconsciência, em absoluto estado de ser, o sábio se tornou uno com Deus e pode dizer como Moisés que o nome de Deus é: “Eu sou o que sou”.

Este é o nível máximo de consciência, e os homens que o atingiram são chamados homens-Deus. Os homens-Deus vivem num estado de oniconsciência, de consciência divina. De tempos em tempos, um homem-Deus (avatar) nasce no mundo para mostrar que a obtenção deste estado de consciência está ao alcance de todos. Mostra-nos a senda para Deus, a senda do filho pródigo, em que ele começa o grandioso retorno ao paraíso, que é o sublime estado de consciência divina.


4.4.23

AUTOBIOGRAFIA - Robert Adams

 Quando eu era um bebê num berço, um homem costumava ficar ao meu lado. Por muito tempo eu ficava ali deitado e ele conversando comigo na ponta do berço. E evidentemente, sendo um bebê, não sabia o que ele estava falando. Pelo que me lembro, ele conversava comigo desde que nasci.

Eu acreditava que todo mundo tinha aquela experiência, e quando tinha cinco ou seis anos, disse a meus pais sobre aquilo, e eles pensaram que eu estava imaginando. Contei a meus amigos, e eles riram de mim. Então parei de falar sobre isso.

As visitas findaram quando eu tinha sete anos. Meu pai morreu de repente, e aquele homem parou de vir a mim. Então perguntei a minha mãe, "O que estou fazendo aqui? Não pertenço a este lugar." Eu não entendia o que estava dizendo mas sentia que estava fora de meu lugar. Minha mãe pensou que eu era louco. Ela levou-me a um médico, e o médico lhe disse que aquilo iria passar.

Quando fui para a escola, não era um bom aluno porque estava sempre sonhando de olhos abertos. Tinha estranhas experiências; costumava sentar-me na sala de aula e ficar imerso na consciência. Sentia que era onipresente. Tinha experiências fora do corpo. Não podia entender o que acontecia.

Então quando tinha 14 anos, fui à biblioteca para fazer uma pesquisa e ali vi um livro sobre os mestres do yoga. Eu nem sabia o que isso significava. Abri o livro numa página e ali havia uma foto de Ramana Maharshi. Meu cabelo ficou arrepiado, porque era a mesma pessoa que me aparecia quando era bebê. Desde então nunca mais fui o mesmo.

Mais tarde, fui para a Self Realization Fellowship em Encinitas, California. Fui ver Yogananda. Fui iniciado e estava para me tornar um monge, mas Yogananda conversou comigo e disse, "Robert, você não pertence a esse lugar, você tem seu próprio caminho, vá para a Índia."

E eu fui. Fui para Ramana Ashram. Isso foi em l947 ou 48. Quando vi Sri Ramana, nada falamos, apenas sorrimos um para o outro. Mais tarde tive algumas conversas com ele, mas no final de 1947 ele ficou doente. Não podia caminhar muito bem e tinha de ser ajudado por seus devotos.

Antes de conhecer Yogananda, fui apresentado a Joel Goldsmith. Ele foi na verdade meu primeiro mestre. Ele me explicou o que acontecia com meus sentimentos, porque eu pensava que estava louco. Joel Goldsmith me falou sobre Paramahansa Yogananda e deu-me um livro para ler. Joel Goldsmith foi um místico cristão que escreveu aproximadamente doze livros.

___________________________________

Nasci em 21 de janeiro (1928-1997) em Nova York. Desde que estava no berço um homem com uma barba grisalha e cabelos brancos costumava me aparecer e conversar comigo. Eu achava que isto era normal e que todos tinham aquela experiência.

Lógico que sendo uma criança não entendia nada do que ele dizia. Foi apenas anos mais tarde, lendo livros, que percebi que aquela pessoa era Sri Bhagavan Ramana Maharshi. Ele me apareceu até os sete anos de idade, então nunca mais o vi.

Sri Ramana Maharshi: aprendendo a alcançar a iluminação  Ramana

Então algo muito interessante aconteceu comigo. Sempre que eu queria algo, um doce, um brinquedo, eu dizia o nome de Deus três ou quatro vezes, e aquela coisa aparecia para mim. Por exemplo, se eu quisesse um doce, dizia “Deus, Deus, Deus”. E alguém o trazia para mim ou vinha de algum lugar.

Quando fui para a escola, nunca estudava. Quanto tinha uma prova, dizia "Deus, Deus, Deus," e as respostas vinham. Certa vez eu quis tocar violino e minha mãe me disse que seria muito difícil comprar, por isso ela não me compraria um. Então eu disse, "Deus, Deus, Deus," e algumas horas mais tarde meu tio apareceu, a quem eu não via havia cinco anos, e trouxe-me um violino.

Quando eu tinha 14 anos de idade, um estranho fenômeno aconteceu. Eu estava fazendo o segundo grau na escola e estava nos exames finais de matemática. Eu não sabia nada, então disse, "Deus, Deus, Deus."

Em vez de virem as respostas, a sala se encheu de uma luz brilhante, mil vezes mais brilhante que o sol. Era como uma bomba atômica, a luz da bomba, mas que não queimava. Era um brilho luminoso e de um calor confortável. A sala toda ficou imersa na luz, tudo. Todos os alunos pareciam ser partículas de luz e me vi transformado num ser radiante. Imergi na consciência.

Não foi uma experiência fora do corpo. Foi completamente diferente. Percebi que não era meu corpo. O que parecia ser meu corpo não era real. Senti que era onipresente. Minha individualidade imergiu em absoluta bem-aventurança. Eu expandi, tornei-me o universo. O sentimento é indescritível.

O que me lembro depois disso foi a professora me chacoalhando. Todos os estudantes já tinham ido embora. Voltei à minha consciência humana. Aquele sentimento nunca me deixou.










23.1.23

SOBRE SEXO E ENERGIA – Higher Dimensions

  

Para aqueles que levam uma vida sexual irresponsável, deixo esta informação aqui:

Os chakras se regeneram a cada 7 anos, assim se você teve relação sexual com uma pessoa mesmo que seja uma vez, a energia dela ficará com você por 7 anos. Quando você tem relações com alguém, todo um processo energético começa.

Os chakras básicos (muladhara) de ambos se unem e desta intimidade as auras se misturam para criar uma grande aura de energia ao redor dos dois.

Se há separação, essa energia deixa uma impressão energética e kármica. Quanto mais relações você tiver com uma pessoa, mais profunda será a conexão.

É por isso que às vezes você se lembra tanto sobre seu ou sua ex, ou sobre a pessoa que teve relações com você, e você muda sua vibração e cria um elo energético que os une, e desse modo continuam a transmitir energia num nível mais sutil.

Em todo relacionamento, um pouco da energia do outro é adquirida. Se você tiver relacionamentos com pessoas que são densas, inconscientes, sem luz e amor, instáveis, você vai adquirir as mesmas qualidades.

Você muda para um nível mental onde nada o faz feliz, mesmo que tenha muitas razões para ser. Se a outra pessoa fez algo que marcou seu karma, você adquire isso e pode atrair experiências dolorosas.

E se, ao contrário, você tem um relacionamento com uma pessoa que é consciente, cheia de amor e que mantém sua energia limpa, uma maravilhosa troca de energia positiva acontece para ambos. Ambos crescem em amor e consciência. A energia do amor e da sexualidade é tão grande e mágica, e vibra tão alto que você alcança um nível expandido de consciência.

Se você tiver relações com uma pessoa que já tem um parceiro ou parceira, consequentemente adquire a energia dessa pessoa e de seu parceiro também. Não existem culpados, apenas pessoas inconscientes e consequências. Você é dono de sua vida e pode mudar quando se decidir a isso.

Por que atraímos pessoas em nossas vidas cujo relacionamento conosco é vazio, doloroso e denso?

Primeiro pela vibração: atraímos aquilo que vibramos.

Segundo para aprendizado: a outra pessoa é um reflexo seu, ela lhe mostrará suas sombras para que você possa reconhece-las e trabalha-las.

Terceiro devido a conflitos internos: você ainda não aprendeu a se amar, não aprendeu a se valorizar.

Consequentemente, nos relacionamos com pessoas do mesmo nível vibratório. Você pode até mesmo se apegar, se apaixonar por alguém assim, com essa inabilidade de se amar e de se valorizar, até terminar se desgastando demais. Ame a si mesmo e poderá amar outras pessoas e elas te amarão.

Portanto procure melhorar suas vibrações a fim de atrair uma pessoa que te ajude a crescer e não destrua sua evolução. Nunca tenha relações com uma pessoa com quem você não quer conviver, ou para se vingar de outro, ou porque se sente obrigado a isso.

18.1.23

LEALDADE AO GURU - Paul Brunton

 

  • Existem uns poucos que ofereceram devoção e lealdade sem que isso lhes fosse pedido e cuja oferta é provada e redimida. Intitulam-se eles meus discípulos, mas não quero discípulos. O Eu Superior dentro de nós é capaz de nos dar todos os ensinamentos e toda a ajuda que necessitamos. Mas o mundo dos aspirantes é demasiado fraco para alcançar esta verdade e precisa sempre de alguém que já foi um pouco além a fim de orientá-lo. Que eles se apoiem em mim, se o desejarem, desde que não percam sua viril capacidade de autoconfiança espiritual.

  • Aqueles poucos que deram uma devoção provada têm de ser recompensados. Seus rostos passam diante de mim à hora do crepúsculo, como uma longa galeria de retratos. Tudo que encontrei nos reinos da espiritualidade partilho com eles. Se entro em paz profunda, não é apenas por mim mas por eles também. Quando a pulsação do silêncio sagrado me empolga com sua sublimidade, transmito-a por telepatia para essas almas fiéis.

  • Por vezes os beneficiários não se dão conta de nada, até que a tristeza surge para afligi-los ou atrapalhá-los: então a força, a sabedoria e o consolo se apossam do ser aflito e lhe permitem suportar aquilo que de outra forma seria insuportável. Por vezes uma inesperada onda de serenidade visita endereços situados numa rua populosa, um escritório ou uma barulhenta fábrica. De uma forma ou de outra, um pensamento forte tem de chegar a seu destino.