4.12.24

GRANDES INTELIGÊNCIAS OU GRANDES CORAÇÕES? - Chico Xavier


A superioridade da inteligência, num grande número dos habitantes deste planeta, indica que ele não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de Espíritos primitivos, apenas saídos das mãos do Criador.

Nós somos uma comunidade muito grande de Espíritos misturados uns com os outros. As maiores cabeças nem sempre são aquelas capazes de nos guiar para o bem. Temos inteligências interessadas no conflito mundial, na formação de aparelhos e engenhos de destruição, que não são criados pelos grandes corações nem pelas almas grandes na bondade e no amor pelos semelhantes.

São geralmente criados por homens e mulheres que se isolam da comunidade para estudar o melhor meio de destruir. Esses companheiros são grandes pela inteligência, mas pelo sentimento ainda são muito pequenos. Não compreendem a dor do próximo, não compreendem os irmãos em penúria.

Se formos falar na doação disso ou daquilo em favor dos sofredores, no nosso País ou em outros, se formos conversar com esse gênios a respeito de uma renovação — eles nos julgam crianças... Se não riem no nosso rosto, é porque ainda têm certa educação.

Temos que suportar as grandes inteligências; o termo é mesmo suportar. São eles que nos levam à guerra. O chamado míssil não foi formado pelo coração de mãe, de pai. São as grandes inteligências que o desenvolveram.

Se nos perguntarem se queremos a paz ou a guerra, respondemos imediatamente que queremos a paz, a alegria, não queremos atacar ninguém, queremos viver pela Vontade de Deus, não queremos os tóxicos. Cada um ponha o seu discernimento em ação e vamos observar que essa grandes inteligências não cresceram num mundo simples como o nosso, vieram de outros mundos, mas são carecedoras de amparo espiritual.


Muitos voltam para os lugares de penúria (depois da desencarnação) por não saberem aproveitar o intelecto de nível superior... Renascem depois com as doenças congênitas, com as mutilações que procedem do berço, para ver se essas inteligências acordam para o bem.

Esses Espíritos que chegam de mundos adiantados pela inteligência, chegam até nós como grandes flagelos... Se uma dessas inteligências chegar, por exemplo, à cidade de Uberaba, a administração a louvará, haverá discursos... Mas vamos perguntar — que bem essas pessoas estão fazendo? Muitos estarão fazendo alguma coisa, é verdade; muitos auxiliam as instituições, mas na maioria das vezes essas criaturas que nos merecem muito respeito e consideração, estão 'acompanhadas', querem saber qual o melhor meio de destruir...

Não é gente de grande inteligência que vem à Terra para nos auxiliar — eles servem ao mal, são grandes cérebros... Auxiliam, mas provocam milhares de mortos... Temos grandes generais, cientistas, professores, inclusive mulheres...

A mulher é uma filha privilegiada por Deus, pelos dotes de inteligência e sensibilidade, mas a bomba atômica teve como colaboradora uma das maiores mulheres de grande inteligência. Em Hiroshima 70.000 pessoas foram mortas em 10 minutos com a bomba atômica em 1945! Nós queremos a vida simples. Podemos observar que a coletividade humana nesta hora do mundo está sendo basicamente tocada no coração.

A inteligência quis um grande metrô em São Paulo — ele está pronto; no Rio — ele está pronto... Mas as provações mais dolorosas que nos visitam agora são provações que nos atingem o cerne da alma. É a desintegração de núcleos preciosos, como a família.

Vemos programas de televisão que são grandes realizações da inteligência, mas às vezes observamos a intenção sutil do autor para a desintegração do lar, para a viciação dos mais jovens, dos corações que querem a vida simples.

Não é preciso sermos santos, mas queremos viver uma vida de paz uns com os outros. E temos que procurar isto com os grandes corações. O computador é um prodígio da inteligência, mas quem vai se lembrar de pedir a ele um pedaço de pão, um auxílio a um robô?

Não é nessa linha que vamos atingir os fins de Jesus — é no estudo, no amor, no respeito, na preservação da família. Temos que ter muito cuidado ao entregar um filho ou uma filha a determinado instituto. Não sabemos que tipo de criatura voltará para a nossa casa.

Outros vão para o Exterior, voltam deturpados com os vícios, toxicômanos, com idéias de superioridade, paranóicos, quase loucos, quando não estão loucos.

Neste planeta, estamos todos misturados. Tem muita gente de alta inteligência, mas que não quer construir a nossa felicidade. Jesus é o verdadeiro arquiteto da nossa felicidade, se fizermos o que Ele nos ensinou... Aquele que mais servir terá mais mérito. Servidor é o que limpa o chão, que vai ajudar uma criança desencaminhada, uma mãe desditosa. Essa pessoa que ama o serviço, que não reclama, é que será considerada maior. Sejamos úteis em qualquer lugar.

As grandes inteligências promovem greves; o grande coração não nos ensina a violência... O nosso coração se regozija quando evitamos a queda de alguém, retirando do asfalto uma simples casca de banana. A grande inteligência acha que isso deve ser feito pelo gari. Ora, por que não podemos fazer?!

A alta inteligência quer reverência, homenagens, e depois entra para a sala de experiências para saber a melhor maneira de destruir, com exceção daqueles que entram nos laboratórios para estudar a melhor maneira de produzir uma vacina — essas sim são altas inteligências.

Mas talvez dois terços dessas grandes inteligências nos guiam para o mal. Vamos esperar que a Misericórdia Divina tenha compaixão de nós, esperar que essas altas inteligências descubram um caminho de reconciliação, já não dizemos de paz. Precisamos discernir para não estarmos criando para nós e para aqueles que nos amam verdadeiros labirintos de perturbação mental. Quem cai pelo coração, sofre tanto que se redime. Quem cai pela inteligência  não se sente caído (e sua redenção, portanto, é mais difícil).

30.10.24

ANIMAIS: NOSSOS IRMÃOS – Annie Besant

 

Quando o homem mata por prazer, ele rebaixa seu título de homem. É indigno dele ir junto dos seres que vivem felizes nos bosques, carregando uma arma, e levar-lhes o sofrimento, o medo, o terror, o pavor, semeando a destruição por onde passa.

Prostituindo seus poderes do intelecto, para fazer de si mesmo o mais mortífero das criaturas sensíveis, ele emprega a inteligência, que deveria ser um meio de ajudar a educar os seres inferiores, em levar por toda parte novas formas de sofrimento e energia destruidores.

Se um homem vai a um lugar onde se encontrem os animais inferiores, eles fogem diante dele, porque a experiência lhes ensinou os perigos que correm na sua presença. Se ele vai a qualquer lugar da Terra, onde raras vezes os homens pisaram o chão, vê aí animais sem medo algum e nas disposições mais amigáveis.

Em qualquer região civilizada, por toda parte onde há um homem nos campos ou nos bosques, tudo que vive foge ao ruído de seus passos; para estas criaturas ele não é o amigo, mas aquele que traz consigo o alarme e o terror, por isso procuram evitá-lo.

Se alguma vez fordes a um lugar onde se matam animais, um matadouro, notareis o terror que fere os animais, quando sentem o cheiro de sangue. Vereis o sofrimento, o temor, o horror em que eles se debatem, para escapar aos caminhos desviados por onde os arrastam. Segui-os até o matadouro, se tendes para isso coragem; olhai-os quando forem mortos; depois deixai vossa imaginação andar um passo mais, ou se possuirdes o poder de perceber as vibrações astrais, e vereis imagens de medo, de terror, quando a vida é brutalmente arrancada do corpo e a alma do animal entra no mundo astral.

Cada pessoa que come carne atrai uma parte da responsabilidade pela morte dos animais no matadouro. E os horrores não estão apenas nos matadouros, mas ainda os horrores preliminares do transporte, a privação de alimentos, a sede, as longas experiências de terror que esses desgraçados seres têm de sofrer para a satisfação do apetite do homem.


Os sofrimentos que infligimos a esses seres são uma dívida contra a humanidade que diminui e retarda em massa o progresso humano. Aqueles que pisamos retardam nosso próprio adiantamento. O mal que causamos é a lama que se agarra aos nossos pés, que nos impede de elevarmo-nos.

Assim como o abuso do álcool, também a alimentação carnívora degrada o corpo físico do homem. Se pudermos eliminar o sofrimento dos nossos irmãos, os animais, então o sofrimento desaparecerá da Terra. Os gemidos, a angústia, a miséria, dos seres dotados de sensibilidade, serão diminuídos, e então o amor no homem, tornado um com a lei divina, irradiará através do mundo e será o elemento a ajudar a fortalecer e embelezar o homem.

Quem quer que oriente suas energias nesta direção, quem quer que purifique seu pensamento, seu corpo, sua vida, é um colaborador da vida interna do mundo, e o desenvolvimento de seu espírito será a recompensa dada à obra que ele produz, para auxílio do mundo.

 

8.10.24

YOGA E EVOLUÇÃO - Swami Sivananda


Um Yoga-Bhrashta (uma pessoa que caiu de suas práticas yóguicas), que fez um sádhana rigoroso em seu nascimento anterior, mas foi incapaz de alcançar a auto-realização por algum motivo ou outro, alcança a auto-realização neste nascimento com a rapidez de um relâmpago.

Ele é um adepto nato. Não faz práticas espirituais. Não tem guru. Ele teve sua iniciação em seu nascimento prévio. Ashtavakra e Rishi Vamadeva, os dois Yoga-Bhrashtas dos tempos antigos, alcançaram autoconhecimento enquanto estavam no útero de suas mães.

Jnanadeva de Alandi (um lugar perto de Puna, India), autor de Jnanesvari-Gita, era um adepto nato. Ele exibiu vários poderes do yoga já em sua infância. Mas tais exemplos são raros. A grande maioria das pessoas deve fazer intenso sádhana antes de conseguir a auto-realização.

Os objetos que os homens mundanos consideram preciosos não têm valor para um yogue. Este mundo com seus vários prazeres, suas dores, suas alegrias, seus sofrimentos, seus rios, montanhas, céu, sol, lua e estrelas; com seus nobres e mendigos, existe apenas a fim de que os fragmentos do Ser único, corporificados em tantas formas, possam reaver sua perdida Consciência Divina.

Não existe matéria inanimada. Há vida em tudo. A vida está escondida numa pedra. A matéria vibra com a vida. Sorria com as flores e a grama verde. Brinque com as borboletas e as cobras. Cumprimente os arbustos, samambaias e árvores. Converse com o arco-íris, com o vento, com as estrelas e o sol. Fale com os riachos e as ondas turbulentas do mar. Seja amigo de seus vizinhos, de cães, gatos, vacas, seres humanos, árvores, de toda a natureza. Então você terá uma vida ampla, perfeita, rica, plena. Então terá sucesso no yoga.

Esse estado deve ser sentido e experimentado por você, desenvolvendo a Divindade interior. Esta impressionante evolução da pedra à Divindade segue por milhões de anos, por eons de tempo. Mas no ser humano esta evolução acontece mais rapidamente, com toda a força de seu passado por trás.

Essas forças que se manifestam na evolução são cumulativas em seu poder. Habitando a pedra, no mundo mineral, elas crescem e manifestam um pouco mais de poder, e realizam sua evolução no mundo mineral.

Então se tornam muito fortes para o mineral e pressionam dentro do mundo vegetal. Ali elas desenvolvem mais de sua divindade, até se tornarem muito poderosas para o vegetal, e se tornam animais.

Expandindo interiormente e ganhando experiências no animal, novamente extravasam os limites do animal e aparecem como humanos. No ser humano, elas crescem e acumulam uma força sempre crescente, e exercem maior pressão, e do humano elas forçam para o sobre-humano.

Este último processo de evolução é chamado Yoga. Portanto o yoga não é algo novo, como se imagina. 
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29.8.24

ALGO MAIS - Paul Brunton


 Há no homem algo mais do que revelam as impressões comuns. Que é esse “algo mais” no homem, que o faz defender esplêndidos ideais e conceber nobres pensamentos? Que presença espiritual dentro de seu coração o instiga a afastar-se da existência banal, puramente terrena, e travar uma luta constante entre o anjo e a fera que habitam em seu corpo?

Quando dizem a nós, homens deste século, que Deus não é apenas uma simples palavra sobre a qual se argumente e discuta, mas um ESTADO DE CONSCIÊNCIA que podemos realizar agora, no corpo, levantamos os olhos, surpresos.

Quando se nos asseguram que temos o Divino dentro de nós e que a Divindade é nosso verdadeiro Ser, sorrimos, indulgentes mas desdenhosos, tomando ares de superioridade.

No entanto, isso não é nem teoria, nem sentimentos: é uma certeza inegável, evidente e absoluta para aqueles que se adiantaram um pouco no caminho da percepção espiritual.
Diante da serena Esfinge, símbolo do verdadeiro ensinamento espiritual, o ocidental arregala os olhos, perplexo. Ele pode construir navios de dimensões descomunais, inventar mais surpreendentes máquinas, transformar nossos lares em mil maravilhas, dotando-os de aparelhos que facilitam e alegram a existência; entretanto é incapaz de fazer uma coisa tão simples: compreender o significado da vida.


Com requinte de detalhes e de provas, demonstramos essa triste linhagem que temos com o símio, porém somos incapazes de nos lembrar de nosso parentesco com o anjo.

Por que não podemos nos aproximar do Cristo, ser semelhantes a Buddha ou conquistar a sabedoria de Platão? É evidente que o podemos! Mas se não cremos nisso apaixonadamente, correremos o risco de permanecer no estado semelhante ao dos animais.

Temo-nos esquecido de nosso Eu espiritual, que entretanto nunca nos esquece em sua eterna vigília. O gênero humano tem a idade que desafia a imaginação; inúmeros seres, homens, mulheres e crianças que surgiram no decorrer dos eons em nosso planeta, depois de haverem desempenhado seu papel, desapareceram sumindo-se no sono eterno.

Os maiores cérebros, intelectos mais brilhantes de nosso tempo, pesquisam afanosamente, em documentos deixados pelas raças de outrora, vestígios de civilizações desaparecidas e segredos de um passado fértil em cataclismos.

Se seguirmos os videntes pelos eons agora penetrando nas mais sombrias regiões da antiguidade pré-histórica, atingiremos um período em que o homem eliminava inteiramente seu corpo de carne e habitava uma forma eletromagnética, um corpo radiante de éter.

Recuando ainda mais, notaremos uma mudança produzir-se em sua natureza interna, em que as paixões, emoções pessoais, sentimentos, desejos, medo, repulsa, ódio, cobiça, luxúria e inveja desapareceram totalmente. Mas em sua consciência ainda atuavam pensamentos, que levantavam ondas na superfície de sua mente e se ligavam à sua vida pessoal.

E assim o fazemos recuar a uma época em que predominam os pensamentos serenos e desaparece a necessidade de pensar numa sequência lógica para adquirir compreensão. Não apenas ele não tinha necessidade da faculdade raciocinadora, mas esta se lhe tornara até um obstáculo. O homem havia alcançado a condição nua do puro Espírito.

Talvez tudo isso seja mais fácil de compreender se dissermos que a raça humana, no decorrer de sua tão extensa história, superpôs um segundo “eu” à natureza individual com que todos os homens principiaram sua peregrinação.

Esse segundo “eu”, geralmente chamado pessoa, veio à existência através da união do Espírito e matéria, através da mistura de partículas da consciência do Eu real, sempre consciente, com as partículas de matéria inconsciente, extraídas do corpo.

Este segundo e último “eu” é aquele que todos conhecemos, o eu pessoal; mas o primeiro e real Eu, que existia antes que o pensar e o sentir aparecessem dentro do ser humano, é aquele que poucos conhecem, que é sutil e não tão evidente, porque nos torna a todos partícipes da natureza da Divindade. Ele vive sobre nossas cabeças, é um ser angelical de inimaginável grandeza e misteriosa sublimidade, e por isso o chamo Super-Eu.

Esta doutrina do verdadeiro “eu” no homem foi admiravelmente definida por um dos antigos videntes da Índia: “Invisível, mas vendo; não ouvido, mas ouvindo; não percebido, mas percebendo; desconhecido, mas conhecendo... Esse é teu Eu, o governante interno, o imortal”.

O materialista jamais se cansa de nos repetir quão tolo é o visionário que tenta agarrar as nuvens, e o Super-Eu sentado no coração do zombeteiro sorri tolerantemente de toda sua tagarelice lógica.

Nas profundezas mais íntimas de nosso Ser é que vivemos a vida real, e não na máscara superficial da personalidade que mostramos. É mais importante o ser vivente do que sua casa de pedra e cal.

O céu nos rodeia não apenas nos inocentes dias da infância, mas em cada instante de nossa vida, ainda que não o notemos. Alguns estão tão perto dessa verdade, que inconscientemente esperam pelo momento milagroso em que lhes será plenamente revelada; basta falar-lhes com o tom apropriado, logo a esperança ilumina suas almas. Essa esperança é a Voz silenciosa do Super-Eu.

Devemos pois procurar humildemente esse Super-Eu através de todos nossos movimentos íntimos, remontando tão longe quanto possível. Somente então veremos que o corpo e o intelecto são apenas os instrumentos que nos possibilitam a percepção de algo maior – testemunha silenciosa, fonte da paz indizível, sabedoria absoluta e vida eterna – o Super-Eu do homem.




O DEVER DO HOMEM - Ramacharaka

 

  • Não faça o mal a ninguém e dê a cada um o que lhe pertence.

  • Prossiga seu caminho na vida, séria e serenamente. A precipitação não é sinônimo de rapidez. A excitação e a energia são duas coisas diferentes. O ruído e a força não são idênticos. O homem tranquilo, sério, perseverante, atingirá o seu fim muito mais rapidamente do que o que possui as qualidades contrárias.

  • Não rastejeis como um verme; não vos humilheis prostrando-vos no pó, tomando o céu por testemunha de que sois um miserável pecador. Levantai-vos e dizei: Faço parte do princípio eterno da Vida. Nada pode me prejudicar, porque sou uma parte da Eternidade.

  • Não enganeis vosso semelhante, nem tampouco vos deixeis enganar por ele. Não provoqueis rixa, mas não vos deixeis espancar por ninguém. Se alguém vos bater numa face, não apresenteis a outra, mas batei-lhe também e fortemente. Entretanto nada de feri-lo com o coração cheio de ódio, e perdoai-lhe se ele implorar perdão.

  • Correi o mundo com a graça de Deus no coração e nas mãos um bom chicote. Nunca useis o chicote como arma ofensiva, mas conservai-o para o caso de ser preciso. Se estais vestido da 'armadura do justo' e se o mundo vê que tendes respeito por vós próprio e que não fazeis asneira, o mundo vos tratará com deferência.


8.7.24

SENTE-SE QUIETO - Tai Sheridan


Sentar-se quieto é a prática Zen mais importante. É uma aula de como viver uma vida sábia e gentil. Sente-se em qualquer lugar e fique quieto: sobre um sofá, uma cama, um banco, dentro de casa, fora de casa, encostando-se a uma árvore, às margens de um lago ou do oceano, num jardim, num avião, na cadeira de seu escritório, no chão, em seu carro. E também sobre almofadas de meditação.

Sente-se a qualquer momento: de manhã, à noite, por um minuto ou por três anos. Fique com a roupa que já está vestido. Afrouxe seu cinto para que a barriga possa se mover com sua respiração. Sente-se o mais relaxado possível. Relaxe seus músculos enquanto estiver sentado.

Sente-se com as costas em linha reta, mas sem rigidez. Mantenha sua cabeça alta. Respeite suas condições de saúde. Fique na postura que puder ficar. Toda postura é boa. Faça o que conseguir fazer.

Mantenha seus olhos levemente abertos sem fixar-se em ponto nenhum. Se você fechá-los, poderá ficar sonolento. Se abri-los demais ficará ocupado.

Respire naturalmente pelo nariz. Desfrute a respiração. Sinta sua respiração. Observe sua respiração. Torne-se sua respiração. Seja como um gato ronronando. Siga sua respiração como ondas do oceano que vêm e vão. Quando se distrair, volte à experiência de estar vivo, que é sua respiração.

É isso. Nenhuma crença. Nenhum planejamento. Nenhum dogma. Você não tem de ser budista. Pode ser de qualquer fé, religião, raça, nacionalidade, gênero, status social ou capacidade.

Apenas sente-se quieto, conecte-se com sua respiração e preste atenção no que acontece. Você aprenderá coisas. Faça isso quando quiser. Você decide o quanto tempo de prática é suficiente para você. Se fizer diariamente, penetrará em seu interior.

Por favor, desfrute o sentar-se quieto. A única maneira de aprender a sentar-se quieto é fazê-lo.

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12.5.24

UM JEITO FÁCIL DE MEDITAR - Robert Adams


Um jeito rápido de destruir o eu (ego) é simplesmente olhá-lo, observá-lo. Quando você observa o eu, ele vai embora. Ninguém gosta de ser observado. Quando o eu pessoal ataca você, amedrontando-o, fazendo-o acreditar que algo é real, olhe para ele, observe-o, e ele se irá.

De agora em diante, não permita ser traído por sua mente novamente. Não permita que a mente lhe diga algo que o faça infeliz, ou o faça acreditar que algo em algum lugar está errado. E entenderá que não há nada errado em lugar nenhum.

Comece amando seu Eu. Sei que isso é difícil de fazer para alguns de vocês. Tente ficar em frente ao espelho e amar a si mesmo. E quando olhar no espelho, veja Deus, não a aparência física. Veja a luz brilhando em você, veja a bem-aventurança, veja a consciência pura, veja o vazio total, veja seu Eu.


Comece a praticar este exercício. Olhe no espelho; comece com talvez um minuto, depois vá para dois minutos, três minutos, quatro minutos, cinco minutos. Olhe para si mesmo. Admita a verdade para si mesmo. "Eu sou Brahman. Eu sou a realidade última. Eu sou o espaço infinito. Eu sou o Atman, a inteligência perfeita, o ser único e perfeito."

Se você olhar no espelho e fizer isso todo dia, se transformará no Deus que você é. Achará a paz, a paz total, o amor total. Comece hoje, sabendo essa verdade sobre si mesmo. Não existe um Deus externo fora de você. Saiba isso, seja isso, e torne-se livre para sempre.

15.4.24

SEXO E EVOLUÇÃO - HOMOSSEXUALIDADE


O sexo não é empecilho a evolução. Pelo contrário, é porta aberta para a evolução. Não é através da reencarnação que os Espíritos vão alcançando maior progresso? O sexo é porta sagrada. A extravagância sexual é que enfraquece o corpo físico e o perispírito do homem. As forças eletromagnéticas dos veículos corpo e perispírito tendem a enfraquecer-se ou a gastar-se com o exercício indiscriminado da sexualidade, apenas isso... É como se uma bateria se descarregasse pelo uso excessivo.

O cérebro material sem a carga eletromagnética necessária, enfraquecido, não tem condições de alçar vôos para o pensamento mais alto. Daí terem os religiosos do passado caído na situação oposta e absurda de tentar a castidade absoluta. Para manter-se uma absoluta castidade, também é necessário que o ser tenha progresso e evolução espiritual. A castidade para o homem comum ou mesmo para aquele que progrediu muito espiritualmente mas ainda não alcançou a beatitude é medida prejudicial porque a criatura encarnada tem a responsabilidade da criação das formas...

Sexo não é imundície nem imoralidade. É oportunidade de entendimento entre as criaturas e chance de transfusão de fluidos. Quando duas criaturas se amam verdadeiramente, através do sexo e do ato sexual elas se transfundem as vibrações psico-físico-espirituais de que são portadoras e dão e recebem energias extraordinárias para a marcha da vida. Há euforia e grandeza moral e espiritual. Quando, porém, a fixação sexual é demasiada ou exagerada, pode a criatura cair no esgotamento nervoso ou no desgaste e embrutecimento perispiritual, mas apesar disso, perante Deus, não há pecado.

Deus que criou o sexo não o fez nem moral nem imoral, fê-lo natural e simples para alegria do homem e da mulher e para progresso dos Espíritos. Sexo é obra divina e o Criador se compraz em verificar que através dele os seres avançam universo a dentro ao encontro de maiores possibilidades e alcançam cada dia maior ascensão espiritual. O sexo sublimar-se-á através dos tempos e por ele, os seres que gravitam nas sombras encontrarão o entendimento maior e se aproximarão do Reino de Deus.

O amor e o sexo não estão na carne nem no perispírito. O sexo especialmente está no Espírito, na alma. Muita gente alega que a carne é fraca. Não existe fraqueza da carne, o que existe é evolução maior ou menor do Espírito. Tudo, no ser, está na mente. A sexualidade e o amor também estão na mente e não na carne. A carne e o perispírito são redes eletromagnéticas de alto potencial, acrescidas, no caso do corpo físico, do material de que se compõe o mundo no qual está vivendo o ser. Apenas isso. Ela é normal e é obra de Deus.

O instinto ou necessidade de procriar, força extraordinária da natureza, é que lança o macho e a fêmea na luta sexual. Não há nisso pecado nem crime. É a natureza que se expressa através das formas de maneira a preservar as próprias formas, renovando-as e recriando-as.

Sexo é potencial divino. O uso exagerado, como já dissemos, poderá levar o homem ao embrutecimento e a animalidade mais violenta, mas o uso controlado poderá mantê-lo perfeitamente no seio da criação equilibradamente. O que pode haver em todos os departamentos do universo é somente equilíbrio e desequilíbrio. Quem se desequilibra sofre para readquirir o equilíbrio. Essa luta para a conquista do reequilíbrio é que é sofrimento ou dor. Não há pecado nem Deus pune ninguém.

Suas leis funcionam como o mais exato relógio e todos estão sujeitos a essas leis, frias, duras, inexoráveis, mas perfeitas.

Amor e sexo são leis da vida, mas o vaso físico, seja ele da terra ou seja espiritual está sujeito a dilacerações e a responsabilidade caberá sempre à própria criatura que se perde no desgaste eletromagnético. Esses veículos de manifestação da mente e da alma são verdadeiras máquinas construídas com a mais absoluta precisão. As grandes paixões e as grandes cóleras são descargas eletromagnéticas de altíssima voltagem que põem em risco todo o aparelho. A mente emite energias no sentido em que nós a fixamos. Se o nosso pensamento se fixa nas mãos, para elas se dirige a corrente vibratória desencadeada no corpo perispiritual e é lógico que aí se concentrarão violentamente as forças eletromagnéticas comandadas pela mente. Se fixamos a mente nos órgãos sexuais o fenômeno é o mesmo. Cabe-nos a nós dirigir sabiamente as forças interiores que se movimentam sob o comando de nossa mente.

Sexo não é crime, porém o uso imoderado ou descontrolado trará como conseqüência perturbações de ordem física e psico-física. A sexualidade sadia e pura canaliza energias superiores e transfunde fluidos de renovação, expressando o amor verdadeiro, de modo a que as criaturas se sentem fortalecidas. A sexualidade perturbada, no entanto, arrasta o ser para as zonas inferiores da vida. Contudo, não há crime. Cada um assume a responsabilidade do seu ato. Aqueles que praticam relações sexuais com este ou com aquele elemento indiscriminadamente não comete nenhum ato que atente contra a Misericórdia de Deus, mas sujeita-se a ligar-se às companhias espirituais que o outro possui e caminhará na estrada materializante das forças menos elevadas.

Como já dissemos, há um desgaste das forças sexuais. Assim como se gasta, na terra, o patrimônio material, também se gasta o patrimônio das energias sexuais. Aquele que esbanja o que possui, fatalmente, alcançará a pobreza. É lógico que isso se reflete no organismo físico. Porém, a sexualidade de teor mais elevado mantém o ser em boas condições perante os esforços da vida. Tudo no mundo está sujeito a transformações.

O Bem e o Mal transformam-se a cada passo, ou para melhor ou para pior. Compete ao ser dar a direção que o conduzirá à luz ou que o atirará nas trevas.

Devemos em tudo, buscar a lei de Deus. E ela representará sempre: harmonia, beleza, verdade, perfeição, amor.

A sexualidade praticada sob descontrole abate e desilude. A mais poderosa força que existe no organismo espiritual depois da força da mente é o sexo. Nele, Deus concentrou montanhas de energias. Liberadas indiscriminadamente, conduzem o ser à desilusão, ao desgaste e até à morte espiritual. Nem se deve condenar a sexualidade nem se deve exaltar demasiado as suas alegrias. Sexo como tudo que Deus fez deve se enquadrar na Lei de Equilíbrio. Não há crime em coisa alguma que Deus fez. Os fundamentos do sexo são puramente espirituais. O organismo perispiritual é construção de nossos mais adiantados engenheiros espirituais e remonta a eras milenares vindo de esferas muito superiores à nossa.

Na terra, os homens não fazem idéia exata da origem de suas enfermidades. O sexo está intimamente ligado ao sistema neuro-espinal, com repercussão direta no cerebelo e nos órgãos da digestão, sem se falar na influência direta nos campos dos órgãos perispirituais de comunicação, como no caso da pituitária. A imaginação funciona nos assuntos sexuais com intensidade extraordinária. A inteligência, que é força interna de alta propulsão, adquire ritmo inusitado quando se trata de sexualidade, de maneira que sob a influência dos pensamentos sexuais todo organismo físico e perispiritual da criatura passa a vibrar sob poderosa movimentação do motor da mente. Em determinado ritmo o aparelho do corpo que é a representação física da rede perispiritual vibra em relativa normalidade, contudo, se a mente é acelerada mais intensamente, foge da normalidade da Lei e o aparelho passa a vibrar descontroladamente, pondo em risco todo o arcabouço humano.

Vaso sagrado da vida, no caso da mulher. Atividade sublime da criação, no caso do homem. Sendo alegria de ambos, o sexo é, todavia, instrumento delicado que pode por em risco toda a construção humana e espiritual, se o seu uso não se adaptar às leis de equilíbrio da natureza.

Na luta do lar, o sexo desempenha papel preponderante. Desprezá-lo será colocar em prova dura os Espíritos que ali reencarnem para um progresso maior. Colabora o sexo para a harmonia doméstica e para a paz de todos. Compete a cada um separar o joio do trigo. Nem a mulher deve desprezar o homem, nem o homem pode desprezar a mulher. Deus os fez macho e fêmea e como tal devem se unir na glória universal. Portas abertas para o infinito, o sexo deve honrar o homem como obra divina. Através dele, as gerações se sucederão, e os Espíritos que partem retornam um dia para prosseguir no campo das experiências milenares e purificadoras.

Grandes Espíritos aguardam, muitas vezes, a oportunidade para renascer entre os homens. Assim veio ao mundo, há pouco tempo, o velho Demócrito na figura de Einstein.

Como, pois, colocar barreiras ao exercício do sexo? Não pode o homem enfrentar Deus
tentando destruir-lhe a sua obra pela omissão, nem deve, por outro lado, colocá-la em risco através do desregramento. No equilíbrio encontrará a humanidade o prazer perfeito e o perfeito cumprimento da Lei.

Dificilmente o coração se salva nos excessos sexuais. De modo geral, todo devasso prejudica também o próprio coração. Renascerá com essa deficiência. No entanto, recuperar o tecido perispiritual do coração não é tão fácil quanto recuperar o tecido perispiritual de outros órgãos. Só o amor verdadeiro e a dedicação desinteressada às outras criaturas no mundo fará com que através dos milênios o Espírito recupere o órgão do sentimento. As repercussões produzidas pela sexualidade no coração atingem proporções inimagináveis.

Não há crime no sexo. O que há é desperdício de uma energia preciosa que faltará ao cérebro e enriquecerá o perispírito. O exagero e a permanência demorada no campo sexual é que prejudicam a criatura. Mas é um prejuízo todo pessoal, que absolutamente não afeta a Deus.

Deus é pai e amigo e têm as suas leis que governam o Universo independentes Dele. Depois de criadas dirigem o desenvolvimento do ser através dos milênios. Não há crime e não há pecado. Há apenas endurecimento do perispírito, diminuição das percepções espirituais, estacionamento no tempo e no espaço. Poderíamos dizer que o Espírito se atrasa espiritualmente, nunca porém crime ou pecado. Além disso, como já tivemos oportunidade de dizer, adquirem amizades inconvenientes, associam-se a Espíritos inferiores e podem cair nas perversões sexuais, que é capítulo à parte no estudo da sexualidade.

Refrear de uma vez o exercício sexual na fase atual da evolução humana, de atraso, seria impedir a expansão natural dos sentimentos sexuais e o homem seria conduzido à pratica de crimes horrendos, como sejam o assassinato, o latrocínio e outros piores. O represamento violento das energias sexuais levam o homem superior à realização de obras intelectuais, artísticas ou santificantes de grande importância para a humanidade, mas a contenção dessas mesmas energias no interior do homem comum arrastá-lo-á à violência e ao crime. Cada um dá o que tem. O homem bom pensará em usar a energia atômica para visitar outros mundos, e o homem mau pensará de imediato em usar a mesma energia atômica para destruir países e cidades.


A QUESTÃO DA HOMOSSEXUALIDADE
O homossexual é um Espírito feminino que se reencarna num corpo masculino, assim como as mulheres lésbicas denunciam Espíritos de homens em corpos de mulheres. A força do Espírito expressa-se através dos órgãos que o corpo físico lhe oferece. Se é um tipo superior produz os artistas superiores sem cair nos excessos sexuais. E se não é uma figura tão elevada, expressa-se na vida humana pelas expressões sexuais comuns às criaturas.

Espíritos de mulher ou que já passaram pelo estágio feminino trazem consigo todas as manifestações femininas e procuram solucionar o problema sexual com os órgãos que possuem. O que não se poderá negar é que essa gente toda de um modo geral é muito inteligente, e até em casos mais raros são gênios nos diversos departamentos da arte.




21.3.24

O SER HUMANO E AS ENERGIAS DO UNIVERSO - Elisabeth Haich

 O ser humano recebe vários raios do universo e de seu ambiente. Igualmente, ele próprio emite várias energias, sendo um centro autônomo, um ego. Ele tem sete centros energéticos principais – os chakras – através dos quais recebe a energia cósmica, transforma-a e a transmite sob sete formas de energia a seu corpo, a seu ambiente e ao mundo externo.

Estes centros energéticos geralmente ainda não estão ativados, mas repousam em estado mais ou menos latente e suas funções variam, de acordo com o nível particular de desenvolvimento do indivíduo. Isto esclarece a razão por que a qualidade e a quantidade de radiação total de diferentes pessoas variam amplamente. Depende do nível de desenvolvimento individual do homem.

As radiações individuais atuam no ambiente e no mundo externo, não importa se plantas, animais ou pessoas estejam presentes. A verdade é que, na presença de pessoas afetuosas, tudo é vivificado; as plantas são mais frescas e vicejam mais profusamente, as crianças e animais criados por tais pessoas crescem fortes e sadios, e todos os adultos à sua volta se tornam mais sadios, mais joviais, mais fortes e, em verdade, mais felizes.

De outro lado, há outros em cuja presença todas as plantas definham e morrem e as crianças e animais se enfraquecem e adoecem. Evitadas por seus semelhantes, ficam cada vez mais abandonadas e isoladas.

Pessoas de irradiação estimulante e benéfica atraem todos os seres vivos, e em toda parte são tidas como vida e alma do ambiente. Qual o segredo de tais pessoas? Ei-lo: quanto mais altas as freqüências e mais curtas as ondas que alguém emite, tanto mais próximas a certas freqüências que comumente chamamos de “amor”.

As freqüências do amor representam as ondas mais curtas, exatamente as freqüências mais altas; são tão penetrantes que traspassam, permeiam e mesmo transformam todas as outras formas de energia. Ninguém e nada pode resistir a tais freqüências e nada pode ficar fora de seu alcance. São as mais altas, as freqüências divinas, porque amar é Deus!

Certas pessoas também emitem baixas freqüências, porque cada estado, sentimento, pensamento, palavra e desejo emitido tem uma irradiação e efeito mais alto ou mais baixo. Assim, o efeito de tais manifestações é atrair ou repelir, fortalecer ou enfraquecer, construir ou destruir.

Esta irradiação composta difere entre as pessoas e, quanto mais conscientemente um indivíduo se tenha desenvolvido em seu verdadeiro Ser, tanto mais potente o efeito de sua irradiação sobre o ambiente, plantas, animais e pessoas.

Exatamente como uma lâmpada irradia luz e quanto mais forte a luz, maior a luminosidade ao redor, assim o ser humano é envolto por sua própria irradiação. O homem de maior autoconsciência ilumina os de menor, ele os vê sem que eles possam iluminá-lo ou vê-lo.

Tanto quanto a irradiação do homem mais evoluído penetre no menos evoluído e sua freqüência se choque com as ondas do outro, fortalecendo ou enfraquecendo-as, assim, na mesma medida, o outro o achará amável, desagradável ou repulsivo. Isto também é confirmado quando pessoas do mesmo nível evolutivo se encontram e reciprocamente se influenciam.

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Pode acontecer que, apesar de estarem no mesmo nível de desenvolvimento, uma seja mais evoluída em uma direção, mas involuída em outra, na qual sua companheira tenha avançado mais. Consequentemente, a soma total de seus desenvolvimentos pode ser igual, ainda que, dependendo de sua composição, fossem ter efeito fortalecedor, enfraquecedor ou repulsivo um sobre o outro. Assim, achamo-nos mutuamente amáveis, desagradáveis ou repulsivos.

Se uma pessoa altamente evoluída influencia um ser humano inferior, pode ser que a freqüência do homem mais potente encontre a do mais fraco de tal modo que enormemente fortaleça algumas de suas freqüências, tornando-as dominantes nele. Isto é, as qualidades já presentes nele, que podem ter estado inconscientes e fracas, de súbito se tornam vivas, conscientes e fortes, através da irradiação análoga da pessoa mais forte. Assim, sua força de vontade não se enfraqueceu, mas ao contrário foi estimulada pelo outro.

Acontece o contrário no estado hipnótico, que é obtido quando o mais forte penetra o mais fraco com suas freqüências e, através das vibrações, atinge o cerne do mais fraco, possuindo-o a tal ponto que sua força de vontade definha e cede cada vez mais à força estranha, à vontade do mais forte.

Sob o poder do outro, a pessoa hipnotizada se torna um instrumento dócil e automaticamente executa a vontade do hipnotizador. Tal condição pode ser usada tanto beneficamente, como para curar, quanto para fins malévolos. Qualquer pessoa que suprima o direito de autodeterminação de outrem, ou mesmo a prive dele para usá-la como marionete a serviço de seus fins egoísticos, é um mago negro (não se refere à cor da pele).

O mago branco jamais desejará suprimir a consciência de outrem, para afirmar sua própria vontade sobre ele e escravizá-lo. Na verdade, ele o auxiliará a desenvolver a consciência de outros indivíduos, de modo que voluntariamente se alistem a serviço dos planos divinos.

9.1.24

O GURU INTERIOR - Robert Adams


As pessoas tentam trazer paz a este mundo desde há milênios atrás. Lembre-se de que nossa civilização não é a primeira do planeta. Este planeta tem bilhões de anos e tivemos civilizações mais avançadas que a atual, e todas desapareceram, por isso não se preocupe com o mundo. Descubra quem é você e deixe o mundo cuidar de si mesmo.

Tudo cuida de si mesmo. Nós ficamos apegados às coisas mundanas e o mundo nos puxa sempre de volta. É parte do sonho chamado maya. Esse sonho parece ser muito forte para a maior parte das pessoas. É por isso que a maioria das pessoas nunca tomam um caminho como esse (jnana); porque é demais para elas.


Este planeta é como um planeta de terceira categoria, um planeta de dualidade. A ideia é sair do planeta e não mais voltar. Deixe que Deus cuide do mundo. Encontre seu Eu e se torne livre.

Você tem um guru interior, e se confiar em seu guru interior, ele o levará para onde tiver que ir. Ele pode levá-lo a um guru exterior, ou a uma árvore, ou a um rio, ou a um livro, ou ao seu Eu. Mas você tem de entregar-se a seu guru interior para que isso aconteça. Quando a entrega é total, você verá que está no lugar certo, fazendo a coisa certa.