23.11.12

A MULHER, A PAIXÃO E O YOGA - Swami Sivananda


As mulheres são mais ciumentas que os homens. E são oito vezes mais sujeitas à paixão que os homens. As mulheres têm um poder maior de resistência. São mais emocionais. Os homens são mais racionais.

Embora as mulheres sejam mais sujeitas à paixão, ainda assim têm maior poder de controle que os homens. Após seduzir os homens, elas ficam quietas. O verdadeiro culpado é apenas o homem. Ele é agressivo. É ele que prova primeiro da “fruta proibida”. Ele é ativo. Ele perde o controle, e seu intelecto, poder de compreensão e julgamento quando está dominado pela paixão.

A mulher é passiva. Ela apenas tenta e ilude o homem. Ela inflama e excita o coração do homem. Ela sorri e olha de relance e então se mantém quieta. Ela espera. Mas o homem é o agressor. Ele é o verdadeiro culpado, o verdadeiro sedutor.

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Durante alguns anos a Natureza dá à mulher sua dádiva de beleza, encanto e elegância para que ela possa capturar o coração do homem. A beleza é só no limite da pele. Logo ela fenecerá, seu cabelo ficará grisalho e a pele cheia de rugas. O Atman é a fonte de toda beleza. A beleza da pele é apenas uma ilusão.

Você já considerou do que se constitui uma mulher que excita a paixão em você? Um punhado de ossos, carne, sangue, urina, matéria fecal, pus, suor, gordura e outras impurezas. Você permitirá que isso se torne o senhor dos seus pensamentos?






SEXO E YOGA - Swami Sivananda


                             O mundo todo é sexual

A paixão reina suprema em todas as partes do mundo. As mentes das pessoas estão cheias de pensamentos sexuais. O mundo todo está sob uma tremenda intoxicação sexual. Ninguém pensa em Deus. Ninguém fala sobre Deus. Tudo é moda, restaurantes, hotéis, jantares, danças, corridas e cinema. A vida das pessoas é só comer, beber e procriar. Isto é tudo.

Leia a história dos crimes – roubo, raptos, sequestros, assaltos, assassinatos – que surgem perante as cortes de justiça. O desejo  está na raiz de tudo isso. Pode ser desejo de dinheiro ou desejo de prazer carnal. O desejo arruína a vida, o brilho, a força, a vitalidade, a memória, a riqueza, a fama, a santidade, a paz, a sabedoria e a devoção.

Comer, dormir, temer e copular são comuns a animais e homens. O que diferencia um homem de um animal é Dharma (dever), Viveka (discriminação) e Vichara (autoinvestigação). Jnana (conhecimento) e Vichara só podem ser obtidos apenas pela preservação de Virya (sêmen). Se um homem não tem estas qualificações, deve ser considerado um animal simplesmente.


                             Prática espiritual é a resposta à atração do sexo

A verdadeira cultura é o estabelecimento de perfeito Brahmacharya (continência sexual) físico e mental. A verdadeira cultura é a realização da identidade da alma individual com a Alma Suprema através de experiência direta.

Não existe verdadeira cultura espiritual entre as pessoas na sociedade moderna. A etiqueta é mero exibicionismo. Em todo lugar você pode ver quanto exibicionismo, hipocrisia, falsa educação, convenções e formalidades sem sentido. Nada emana do coração. Faltam nas pessoas sinceridade e integridade.

A falta de práticas espirituais é a causa principal de toda atração sexual. A indulgência a tendências internas inferiores o levará à região do sofrimento.

Quantos milhões de pais, mães, esposas e filhos você já teve em nascimentos anteriores! Este corpo é cheio de impurezas. Que vergonha é abraçar este corpo imundo! Abandone o apego a este corpo, meditando na glória do Atman. Adoradores do corpo são demônios.

                             Brahmacharya—a necessidade do momento

As pessoas falam de Brahmacharya, mas homens práticos são realmente raros. Uma vida de continência é cheia de dificuldades. Mas o caminho se torna suave para um homem de férrea determinação, paciência e perseverança.

É o dever dos sábios, professores e pais reintroduzir a vida de celibato nos jovens. Treinar os jovens significa construir a nação.

O futuro bem-estar da nação repousa inteiramente em Brahmacharya. É o dever dos sábios e yogues treinar os estudantes em Brahmacharya, ensiná-los Asana e Pranayama e disseminar o conhecimento do Atman por todo canto.




PRÁTICA ESPIRITUAL - Swami Vivekananda


Nisto está a diferença entre o homem e os animais – o homem tem um poder maior de concentração. A diferença no poder de concentração também constitui a diferença entre um e outro homem.


De todas as energias que existem no corpo humano, a mais elevada é OJAS. Esta OJAS é armazenada no cérebro, e quanto mais OJAS haja na cabeça de um homem, mais poderoso ele é, mais intelectual, mais espiritualmente forte. Um homem pode falar bonita linguagem e bonitos pensamentos, mas eles não impressionam as pessoas. Um outro homem não fala nem bonita linguagem nem bonitos pensamentos, ainda assim suas palavras encantam. Cada movimento seu é poderoso. Este é o poder de OJAS.


Todo pensamento bom, toda oração, transforma parte da energia animal em OJAS.

A energia muscular é transformada em OJAS. A energia sexual, quando controlada, facilmente se transforma em OJAS. O yogi tenta tirar toda esta energia sexual do Muladhara e convertê-la em OJAS. Se o homem não é casto, a espiritualidade vai-se embora; ele perde vigor mental e força moral. Deve haver perfeita castidade, em pensamento, palavra e ação.


Em bhakti, coração e nervos tornam-se suaves, delicados. Em jnana, correntes de ferro, austeridade, firmeza adamantina.


Manifeste a divindade interior e tudo será harmoniosamente arranjado ao redor.


Com o japa de OM o poder introspectivo se manifesta cada vez mais e os obstáculos mentais e físicos começam a desvanecer-se (doença, preguiça mental, dúvida, apego a prazeres).

FORÇA - Swami Vivekananda


Mesmo o menor trabalho feito para outros desperta o poder interior; mesmo pensando no menor bem dos outros gradualmente instilará no coração a força de um leão.

Força é vida, fraqueza é morte. Força é felicidade, fraqueza é constante tensão e miséria.

Nós falamos de muitas coisas, como papagaios, mas nunca as fazemos. Qual é a causa disto? Fraqueza física. Este tipo de cérebro fraco não é capaz de fazer nada. Precisamos fortalecê-lo.

O que faz um homem erguer-se e trabalhar? Força. Força é bondade, fraqueza é pecado.

O melhor guia na vida é a força. Descarte tudo que te enfraquece, não tenha nada a ver com isso.



O que quero são músculos de ferro e nervos de aço, dentro dos quais more uma mente do mesmo material de que é feito o raio. Força, masculinidade, virilidade!

Se és forte e são, os que vivem perto tenderão a tornar-se fortes e sãos; mas se és enfermo e débil, os que te rodeiam tenderão a tornar-se o mesmo.

Sem força não podemos ser morais e controlar as ações. Só o yoga nos prepara para pôr em prática os ensinamentos morais.




KARMA NO BUDDHISMO


Evite:

1. matar criaturas vivas
2. tomar o que não te é dado
3. conduta sexual inapropriada
4. linguagem falsa
5. tomar drogas e bebidas intoxicantes.

Há três ações corporais que são karmicamente insalubres. Elas são: (1) matar seres vivos, (2) roubar, e (3) um comportamento sexual ilícito.

Os efeitos de matar para quem executa a ação são brevidade da vida, saúde ruim, constante pesar que leva à separação em relação aos seres que se amam e viver em constante medo. As más conseqüências de roubar são pobreza, miséria, desapontamento e uma subsistência dependente. As más conseqüências da conduta sexual inapropriada são ter muitos inimigos, sempre ser odiado e a união com esposas e maridos indesejáveis.

As quatro ações verbais karmicamente insalubres são as seguintes: (1) mentir, (2) difamar e inventar estórias, (3) fala grosseira, e (4) conversa frívola e sem sentido. 

As más conseqüências de mentir para quem executa a ação são estar sujeito à fala abusiva e à calúnia, ser indigno de confiança e sensações físicas desagradáveis. O mau efeito de caluniar é perder os amigos sem nenhuma causa suficiente. Os resultados da fala grosseira são ser detestado pelos outros e ter uma voz desagradável. Os efeitos inevitáveis da conversa frívola são órgãos corporais defeituosos e uma fala a que ninguém presta atenção.

As outras três ações mentais demeritórias são as seguintes: (1) ambição ou desejos ardentes especialmente por coisas pertencentes a outros, (2) má vontade, e (3) visão incorreta. Essas três ações correspondem às três raízes maléficas da ganância, ódio e ilusão. 

 Os resultados indesejáveis da ambição é a não realização das próprias vontades. As conseqüências da má vontade são a feiúra, as múltiplas doenças e uma natureza detestável. Finalmente, as conseqüências da visão incorreta são os desejos grosseiros, a falta de sabedoria, ser mentalmente lerdo, passar por doenças crônicas e idéias censuráveis.







O CONSUMO DA CARNE - Ramatis



 (...) aqueles que constroem os tétricos frigoríficos e os matadouros de equipo avançado  não se livrarão de retornar à Terra, para cumprir em si mesmos o resgate das torpezas e das perturbações infligidas ao ciclo evolutivo dos animais.

 Muitas reencarnações serão ainda precisas para que a vossa humanidade se livre deste deslize psíquico (comer carne), que sempre há de exigir a terapia das úlceras, cirroses hepáticas, nefrites, artritismo, enfartes, diabetes, tênias, amebas ou uremias!

 Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus! A vaca se lamenta e lambe o local onde matam o seu bezerro; o cordeiro chora na ocasião de morrer!

Só não matais o rato, o cão, o cavalo ou o papagaio, para as vossas mesas festivas, porque a carne desses seres não se acomoda ao vosso paladar afidalgado; em conseqüência, não é a ventura do animal o que vos importa, mas apenas a ingestão prazenteira que ele vos pode oferecer nas mesas lúgubres.

 O excesso de alimentação carnívora estigmatiza muitos  com o “fácies suínico” ou o “estigma bovino”, que lhes dá um ar pesadão e letárgico, caracterizando fisionomias que lembram vagamente o temperamento dos animais devorados. É a excessiva carga astral que lhes interpenetra o perispírito e transforma a configuração humana, fazendo transparecer os contornos do tipo animal inferior.

 A alma verdadeiramente evangelizada é plena de ternura, compassividade e amor; o espírito essencialmente angélico não se regozija em lamber os dedos impregnados da gordura do irmão inferior, nem se excita na volúpia digestiva do lombo de porco recheado ou da costela assada, com rodelas de limão por cima. É profundamente vergonhoso para o vosso mundo que o boi generoso, cuja vida é inteiramente sacrificada para o bem da humanidade e o prazer glutônico e carnívoro do homem, seja mais inteligente que ele em sua alimentação, que é exclusivamente vegetariana!

 Os corações integralmente bondosos e piedosos não só evitam matar o animal ou ave, como ainda não têm coragem para devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal e pimenta... Aquele que mata o animal e o devora  pode ser menos culpado, porque assume em público a responsabilidade do seu ato. No entanto, o que não mata, por piedade ou receio de remorso, mas devora gostosamente a carne do animal ou da ave, trucidados por outros, age manhosamente perante Deus e a sua própria consciência. A piedade à distância não identifica o caráter bondoso, pois muita gente foge aflita, quando o cutelo fere o infeliz animal, mas retorna satisfeita logo que a panela pára de ferver e as vísceras se apresentam apetitosas.

 Aqueles que fogem na hora cruel do massacre do irmão bem demonstram compreender a perversidade do ato e o reconhecem como injusto e bárbaro. Confirmam, portanto, ter conhecimento da iniqüidade de se matar o animal indefeso e inocente. E óbvio que, se depois o devoram cozido ou assado, ainda maior se lhes torna a culpa, porque o mesmo ato que condenam, com a ausência deliberada, fica justificado pessoal e plenamente na hora famélica da ingestão dos restos mortais do animal.

 Outros há que ainda não se compenetraram do papel ridículo que representam recitando, compungidos, versículos evangélicos em festividades fraternas do espiritismo, ao mesmo tempo que o confrade serviçal assa o cadáver do irmão inferior, para o cemitério do ventre!

 Matar o animal ou a ave indefesa, que precisa do carinho e da proteção humana, constitui, realmente, grave dano de ordem espiritual!

É um preconceito acreditar que a carne nutre a carne. O regime da carne e do sangue é, pelo contrário, nocivo à beleza das formas, ao viço da tez, à frescura da pele, ao aveludado e brilho dos cabelos. Os comedores de carne são mais acessíveis que os vegetarianos às influências epidêmicas e contagiosas; os miasmas mórbidos e os vírus encontram um terreno maravilhosamente preparado para o seu desenvolvimento nos corpos saturados de humores e de substâncias mal elaboradas, nocivas ou já meio fermentadas e em decomposição.

A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugamos os tecidos musculares, roemos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pedem roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem à obra do Pai, dilatamos os requintes da exploração milenária e infligimos a muitos deles determinadas moléstias para que nos sirvam ao paladar, com mais eficiência. O suíno comum é localizado por nós em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, deve criar para o nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostre, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocamos gansos nas engordadeiras que lhes hipertrofiam o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos. Em nada nos dói o quadro das vacas mães, em direção ao matadouro, para que as nossas panelas transpirem agradavelmente.

Os seres inferiores e necessitados do planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiarem em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir, com o raciocínio embrionário, onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão.

Sob o uso de muita proteína ou da ingestão indiscriminada de carne, eleva-se a pressão arterial e, com o tempo, podem surgir a arteriosclerose, o mal de Bright, assim como reduzir-se o calibre das coronárias, com graves perturbações cardíacas e não raro fatais. O próprio canceroso, quando ingere muita carne, demonstra maior virulência de seu mal. Alguns nutrólogos modernos, e atenciosos pesquisadores, não vacilam em afirmar que, devido ao grande consumo de carne por parte da humanidade, ainda grassam enfermidades como apendicite, asma, congestão do fígado, gota, hemorroidas, prisão de ventre, úlceras e excrescências no corpo, enquanto reconhecem que a alimentação à base de frutas e vegetais contribui admiravelmente para recuperar os elementos que favorecem o curso e a flora no tubo intestinal.


Sob o excesso de alimentação imprudente, que produz a toxicose daninha, os rins e o fígado fatigam-se e congestionam-se para atender ao serviço de filtros vivos do corpo; o pâncreas esgota-se pela hiperprodução de fermentos e as ilhotas de Langerhans atrofiam-se, reduzindo o seu fornecimento de insulina e culminando na diabete insolúvel. As vísceras animais vertem ainda outras toxinas nocivas, que perturbam o movimento peristáltico do intestino, aumentam a viscosidade sanguínea, concorrendo para a apoplexia, enquanto o ácido úrico dissemina-se pelo sangue, causando o artritismo.

Não vos deve ser desconhecido que os povos orientais, alimentados só com arroz, frutas, legumes e feijão de soja, não padecem de arteriosclerose, angina do peito, enfarte do miocárdio ou hemorragias cerebrais.

No caso da alimentação vegetariana, em que se recomendam as frutas oleaginosas para compensar a falta das proteínas da carne, tais como nozes, avelãs, amendoim, pinhão, azeitonas, coco, etc., deve-se evitar a má combinação alimentícia, deixando de acrescentar-se o mel, a rapadura, a marmelada ou as frutas doces, como a uva, o figo, a ameixa, a tâmara ou a pêra, que então formam reações desagradáveis entre si. No entanto, essas frutas oleaginosas podem ser ingeridas sem causar prejuízos digestivos,
quando combinadas com os legumes secos, cereais, hortaliças, frutas ácidas como o limão, os morangos, a laranja, o pêssego, o abacaxi, a cereja, e também com os alimentos feitos na gordura da manteiga, gergelim, margarina, azeite de soja, de oliva ou de amendoim.

O leite, que é tão comum nos lares, nunca deveria ser ingerido com açúcar, mel, doces ou geleias açucaradas de frutas, nem combinado com substâncias gordurosas como o azeite, óleo de gergelim, de soja, de algodão, de amendoim, ou com verduras ou frutas secas; no entanto, pode ser usado a contento do aparelho digestivo menos sadio quando misturado com frutas doces e frescas, que já citamos anteriormente. O pão de trigo, outro alimento imprescindível à cozinha do pobre ou do rico, não se combina favoravelmente com a maioria dos cereais, legumes, hortaliças secas, nem com maçã, castanha, batata ou banana, mas serve otimamente com as frutas doces, como uva, ameixa, tâmara, pêra, etc., com frutas frescas e mesmo secas, e ainda com o leite, ovo, nata, queijo, manteiga, margarina, verduras e hortaliças frescas, assim como com algumas frutas oleaginosas, o azeite, o amendoim, a avelã e o coco.

A soja é um dos mais completos alimentos, cuja fartura de proteínas vegetais compensa admiravelmente o abandono da alimentação carnívora. Conforme estudos e conclusões da vossa ciência, um quilo de feijão soja equivale, mais ou menos, a dois quilos de carne, ou então a sessenta ovos, ou ainda a doze litros de leite. Há muito tempo é um dos alimentos mais conhecidos no Japão e na China, e muitíssimo preferido nas zonas mais pobres de leite, ovos, queijos, carnes ou peixes. Contém ainda boa quantidade de gorduras, apesar de ser uma planta leguminosa; e devido à sua reduzida quantidade de hidratos de carbono, pode servir de alimento para os diabéticos. Embora com menor dose de vitaminas, sendo insuficiente para a necessidade diária do homem, é uma das melhores fontes de calorias, e só perde em quantidade para o amendoim e o queijo gordo, levando grande vantagem sobre a carne pois, enquanto um quilo de carne de vaca apresenta de 1.800 a 1.900 calorias, o feijão soja alcança até 3.500 calorias!


Devido à pouca quantidade de hidrato de carbono, a farinha de soja não se presta para uso isolado, tal como acontece com o trigo, mas pode ser usada em combinação com o leite, azeite, queijo ou mistura com outros produtos ou alimentos, e os grãos selecionados também proporcionam ótimas saladas. O azeite de soja é, realmente, uma boa fonte de compensação para aqueles que se devotam à alimentação vegetariana.


Não aconselhamos a ninguém, no Ocidente, que repudie o leite, ovos, manteiga, queijo ou quaisquer produtos derivados do animal e que não dependem do seu sacrifício, morte ou dor; pois só quando isso acontece é que estareis em conflito com as leis da sobrevivência do irmão menor.

  Ramatis


3.3.12

Árjuna: Uma reencarnação de Yogananda

 trechos de um livro escrito por Kamala Silva, discípula de P. Yogananda

     Após o aniversário do Mestre (janeiro de 1951), porque Rajarsi não estava bem,
o Mestre veio ao eremitério para vê-lo. Rajarsi levou o Mestre à cadeira em que ele se sentava e fez o Mestre sentar-se nela, eles conversaram por um longo tempo de mãos dadas. Rajarsi teve de deixar a sala por um momento. Naquele tempo precioso o Mestre me perguntou:
     - Quem você acha que eu era no distante passado, quem poderia ter melhor escrito o Gita nesta vida?(*)
    Vários anos antes eu tinha perguntado ao Mestre se ele era Arjuna, mas ele não respondeu porque ele não estava pronto para divulgar seu segredo ainda.
     Quando o Mestre fez a pergunta, eu respondi:
     - Vyasa, o autor do Gita.
     O Mestre disse:
      - Não, mas lembro que você tinha me perguntado anos atrás se eu era Arjuna.
     Então alegremente exclamei:
     - Você foi Arjuna!
     Ele sorriu seu 'Sim'.
     Então lhe perguntei se Rajarsi estava com ele naquele tempo. Ele respondeu:
     - Sim, ele era um dos gêmeos, o positivo, Nakula. Ele era meu irmão favorito e eu o amava mais que qualquer outro. Eu era também seu Guru então. Krishna era meu guru e Babaji, sendo Krishna, ainda é meu guru, Sri Yukteswarji era meu guru por procuração de Babaji.



(*) Paramahansa Yogananda escreveu um livro comentando os versos
do Bhagavad Gita.


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Uma discípula fez uma pergunta a Yogananda a respeito de determinado yogue que costumava caminhar debaixo dágua, no leito de um rio caudaloso (Swami Trailanga, no rio Ganges). Paramahansaji respondeu a ela, e em seguida me disse com muita simplicidade:
    - Eu também posso fazer isso.
    Assenti com a cabeça. Evidentemente, quem pode (como ele) controlar os batimentos cardíacos e a respiração também pode permanecer debaixo dágua.
    O mestre dizia:
        - Eu poderia caminhar sobre o fogo e lotar todos os auditórios com curiosos, mas qual seria o benefício? Vejam as estrelas, as nuvens e o oceano; vejam a neblina sobre a relva. Que milagre se compara com esses? As pessoas precisam conhecer o amor divino.