15.3.13

OS GRANDES PERÍODOS EVOLUTIVOS - Frat. Rosacruz


Em cada reencarnação do Espírito Planetário da Terra, evoluiu uma humanidade diferente; e cada um destes grandes períodos de tempo, no qual se formou e se extinguiu um planeta, recebe um nome diferente. Daí que temos:
  1. O Período de Saturno, onde se desenvolveu uma humanidade que atualmente são os Senhores da Mente. Os Senhores da Mente, que São Paulo chama de "Poderes das Trevas" porque foram a humanidade do tenebroso Período de Saturno, quando o sistema solar estava recém saindo do Caos, ainda estão conosco, mas trabalham unicamente com o homem.

  2. O Período Solar, cuja humanidade é hoje os Arcanjos; trabalham atualmente como auxiliares dos espíritos grupos dos animais e como Espíritos de Raça da nossa humanidade.

  3. O Período Lunar, cuja humanidade é hoje os Anjos; são a classe mais recente e portanto menos evoluída entre os guias de nossa humanidade. Trabalham com os homens, os animais e os vegetais. Os Anjos são auxiliares das funções vitais, como a assimilação, o crescimento e a propagação no reino vegetal, e em sua obra sobre a humanidade são os espíritos familiares. Eles aumentam a família, enchem os celeiros e aumentam as produções do homem.

  4. O Período Terrestre, o nosso, gerou a humanidade atual. O homem, que é um pouco inferior aos Anjos, trabalha com os minerais do mundo físico. Ele é para os minerais o que os Seres Superiores são para nós, uma vez que em seu trabalho com os minerais está despertando a vida neles, trabalhando-os e convertendo-os em casas, pontes, objetos etc.
Numa encarnação futura da Terra, quando esses minerais tenham se convertido em vegetais, o homem aprenderá a trabalhar com a vida e então se encontrará em situação parecida à que os Anjos ocupam agora. De modo que há uma progressão infinita, sempre os superiores ajudando aos inferiores, até que todos tenhamos alcançado a perfeição.
 
Podemos dizer que os Arcanjos trabalham com as nações e as raças da Terra, enquanto que os Anjos se relacionam particularmente com as famílias e com os indivíduos da família.

 
Max Heindel - fundador da Fraternidade Rosacruz 


O GUARDIÃO DO UMBRAL - Frat. Rosacruz



No romance Zanoni, de Bulwer Lytton, fala-se de um horrível espectro com o qual se encontrou Glyndon, que estava tratando de dar um passo no desenvolvimento espiritual que não havia alcançado antes (a iniciação com um mestre Rosacruz), e esse espectro se chama no ocultismo “Guardião do Umbral." 

No intervalo entre a morte e o novo nascimento o homem não vê esse Guardião do Umbral, que é a encarnação de todo nosso passado, e ante ele tem que passar primeiramente aquele que deseja entrar nos mundos internos conscientemente e alcançar um conhecimento completo de suas condições. Mas também há outro Guardião, que é a encarnação de todo o bem que tenhamos feito, e a esse Guardião se pode chamar nosso Anjo Protetor.

Se tivermos a coragem de passar ante o horrível espectro, a quem percebemos primeiro por estar formado de matéria emocional mais densa, logo obteremos a força e a coragem de permanecer sem medo em meio às tormentas pelas quais tem que passar todo aquele que caminha pela senda do desinteresse.

 Mas antes de passar ante esse espectro, não estamos preparados para conhecer nossas vidas anteriores, uma vez que esse conhecimento poderia nos fazer mais mal do que bem, e mesmo nos desalentar ante as provas que nos aguardam no futuro. Temos que nos contentar com a visão que tem o resto da humanidade.

OS SETE RAIOS E OS ANJOS PLANETÁRIOS - Frat. Rosacruz


Assim como a luz se refrata nas sete cores do espectro quando passa através de nossa atmosfera, assim também os espíritos se refratam em sete grandes raios ao serem criados. Cada classe está sob a direção e domínio direto de um dos Sete Espíritos ante o Trono, que são os gênios planetários, ou Consciências Estelares dos planetas, e cada espírito nasce através de um deles, recebendo suas características.

Todos os espíritos, em suas sucessivas encarnações se mesclam continuamente para que possam obter as mais variadas experiências; apesar disso, os que emanaram do mesmo Anjo Estelar são sempre irmãos espirituais, e quando buscam a vida superior devem entrar no caminho da iniciação por meio de uma escola espiritualista composta dos membros do mesmo raio do qual vieram originalmente, e dali voltam a sua fonte original.

Portanto, há sete escolas de ocultismo, uma para cada classe de espíritos. Essa é a razão por que Jesus dizia em sua prédica "vosso pai e o meu." Ninguém podia pôr-se em estreito contato com ele senão seus discípulos, os quais pertenciam a seu mesmo raio.  Se o indivíduo procura unir-se a um grupo que não pertença a seu raio, não poderá beneficiar-se.



 

AS CONTRARIEDADES NO CAMINHO ESPIRITUAL - Frat. Rosacruz


Muitos estudantes se queixam de que, desde que começaram seus estudos superiores, procurando viver em consonância com eles, tudo lhes parece sair mal. Alguns tropeçam com uma oposição em seus lares, outros se prejudicam em seus negócios e até há alguns cuja saúde decai.
 
Em primeiro lugar, a alma que aspira deve considerar que os acontecimentos adversos ocorrem para seu bem; as provas são um sinal de progresso e causa de imenso regozijo.



 Assim funciona a lei: Durante todas nossas existências anteriores, criamos laços e contraímos dívidas sob a lei de Causa e Efeito. Estas dívidas aumentam à medida que continuamos vivendo as existências egoístas, podendo-se comparar cada uma destas dívidas a uma gota de vinagre. Quando chega o ponto da volta e cessamos de fazer vinagre, a lei da justiça requer que tomemos nosso remédio. Mas podemos optar por tomá-lo em grandes doses e acabar de pronto com a dívida, ou a pequenos goles, prolongando-a em numerosas existências.

Se emprendemos o trabalho de nosso próprio progresso com entusiasmo e cortamos nossos vícios pela raiz, vivendo a vida que professamos, os grandes Seres que conhecemos com o nome de Anjos do Destino, nos dão uma dose maior de vinagre do que aquela que nos dariam se unicamente falássemos da vida superior. E assim fazem para nos ajudar no caminho da liberação dos laços criados por nós, e não com a idéia de nos ferir nem de criar obstáculos à nossa marcha.



OS ESPÍRITOS DE RAÇA E O CRISTO - Frat. Rosacruz


Disse Tomás Paine: "O mundo é minha pátria e fazer o bem é minha religião." Este é o evangelho que deveríamos predicar a nossos semelhantes em qualquer país que habitemos, posto que esta atitude mental nos emancipará do Espírito de Raça, que fomenta o sentimento de "patriotismo” a fim de manter seu poder sobre um país particular pelo maior tempo possível.

 Enquanto o patriotismo enlaçar ferreamente as nações com seus Espíritos Raciais, o reinado universal de Cristo será um mito.

Por conseguinte, o aspirante espiritual deve se abster de participar de qualquer manifestação patriótica que tenha um caráter marcial ou guerreiro.

 Devemos praticar a Fraternidade Universal, abstendo-nos de reconhecer diferenças de nacionalidades, já que todos somos um em Cristo.



OS ESPÍRITOS DE RAÇA - Frat. Rosacruz



Os Espíritos de Raça são os Arcanjos que dirigem as nações. Nenhuma guerra pode ser declarada sem que seja permitida pelos Espíritos de Raça. O Espírito de Raça guia a seus protegidos pelo caminho da evolução e por eles luta ou permite que outras nações os conquistem, quando crê que é necessário agir assim para lhes ensinar as lições que sua evolução requer.
 
Visto com a visão espiritual, o Espírito de Raça aparece como uma nuvem cobrindo sua nação, e deste modo os indivíduos o aspiram por seus pulmões em cada uma de suas inalações. Nele estes habitantes vivem, se movem e têm seus seres, real e verdadeiramente. 

Por meio deste processo ficam imbuídos do sentimento nacionalista que chamamos “patriotismo”, o qual incita tão poderosamente em tempos de guerra, e todos se sentem dominados até certo grau e estão dispostos a sacrificar tudo por sua pátria.


OS MITOS DE FAUSTO E CAIM - Frat. Rosacruz



Os pupilos da igreja, os Filhos de Seth, estão ainda dependendo do perdão dos pecados, em vez de avançar por seus próprios méritos. Estão buscando a salvação por meio da fé e a força de seus trabalhos é insignificante.
 
Em Lúcifer e em Fausto (personagem do romance de Goethe) vemos a réplica ou símbolo dos Filhos de Caim, que são positivos, fortes e ativos no trabalho do mundo. A mesma força que fez nascer em Caim o desejo de fazer com que “duas folhas de capim crescessem onde anteriormente crescia apenas uma” - o instinto divino criador e independente que tem feito com que os Filhos de Caim suportem o trabalho do mundo em todas as épocas – é também poderoso no caráter de Fausto, e o glorioso uso para o qual empregou as forças do mal, ou seja, fazer com que estas construíssem uma nova terra, uma região livre, onde um povo livre e feliz pudesse morar em paz e alegria, nos dá uma idéia do que o futuro nos reserva. 
 
Por nosso próprio esforço, mediante o emprego para o bem das forças negativas, nos libertaremos definitivamente das limitações, tanto as da igreja como as do Estado, que agora nos mantêm coibidos e incapacitados.
 
O mito Fausto nos diz que há um estado utópico reservado para nós, quando tenhamos conquistado a própria salvação pelo uso de nossas forças titânicas internas para nos converter em realmente livres.