30.3.13

OS PENSAMENTOS E O KARMA - Yogue Ramacháraka


Atraímos pensamentos que correspondem em natureza aos que estamos habituados a entreter. Pensamentos de cólera, tristeza atraem outros semelhantes que alimentam estas emoções. Pensamentos de amor, alegria atraem outros que nos saturam de um ardor de amorosa emoção.

O pensamento se manifesta em ação e atrai a si as coisas, pessoas e circunstâncias que estão em harmonia com ele.

O homem vê um mundo que tem a cor dos óculos da sua alma. Se odiais alguém, vereis um mundo odiável. Projetais pensamentos benévolos e eles vos serão devolvidos com juros e vos vereis em face de um mundo benévolo e auxiliador.

O yogi é sereno e tranquilo, aparentando poder e força. Os fortes são inimigos de bravatas e ameaças, deixam-nas aos fracos que querem ser considerados fortes.

Semeai um ato, colhereis um hábito. Semeai um hábito, colhereis um caráter. Semeai um caráter, colhereis um destino.

Em vidas passadas nos ligamos a outros pelo amor ou ódio – pela boa ação ou crueldade. E estas pessoas, nesta vida, têm relação conosco, tendentes à mútua reparação e desenvolvimento.

ASTROLOGIA E RELACIONAMENTO - Frat. Rosacruz


As estrelas inclinam, mas não obrigam.

Deve-se agrupar as pessoas de acordo com seus ascendentes. Os que têm ascendentes discordantes não podem dar nem receber ajuda entre si.

O ascendente determina a forma do corpo físico e a afinidade mineralógica; indica características gerais e tendências latentes.

A combinação dos seres em perfeita harmonia requer que estejam acordes nos planos espiritual (Sol e Lua), moral (Marte e Vênus) e físico (ascendente). Uma pessoa com um signo de Água no ascendente não pode ser feliz com outra que tenha um signo de Fogo no ascendente. O Fogo só pode combinar com Fogo e Ar, a Água com a Terra e vice-versa. Há uniões em que as pessoas combinam sexualmente, mas têm características diferentes em outros aspectos e vice-versa.



28.3.13

COMO DESPERTAR A KUNDALINÍ - Swami Sivananda


Antes de despertar a Kundaliní, é necessário possuir pureza do corpo, pureza dos canais astrais (nervos astrais), pureza mental, pureza de intelecto, pureza dos elementos e pureza da base da coluna vertebral.

É necessário abandonar todo desejo e não ter qualquer paixão física antes de tentar despertar a Kundaliní. Se uma pessoa cheia de impurezas em sua mente desperta a Sakti com um esforço extremo por meio de ásanas, pranayamas e mudrás, romperá suas pernas e cairá. Não será capaz de subir pela escada do yoga. 



Essa é a razão principal por que as pessoas abandonam o caminho ou desenvolvem certas deformidades físicas. Quando a Kundaliní desperta, surgem muitas tentações que o praticante sem pureza não terá força suficiente para resistir. 

Não há nada mau no Yoga. Mas primeiro se deve possuir pureza, um guia adequado e uma prática firme e gradual. 
 
Os hatha yogues despertam a Kundaliní por meio do pranayama, ásanas e mudrás. Os raja yogues o fazem por meio da concentração e treinamento da mente; os bhaktas pela devoção e entrega absoluta; os jnanis (pronuncia-se 'guiánis') através da autoanálise; os tántrikas pelo uso de mantras; e pode também despertar através da graça do guru (competente).

OS SÁBIOS DA ÍNDIA E O OCIDENTE - Swami Sivananda


Para os sábios  da Índia, Aquele (cuja natureza é Sat-Chit-Ananda - Existência, Consciência e Felicidade Infinitas) é a única realidade. Para o Ocidente, a matéria é a única realidade. 
 
Possuir montes de dinheiro e ter abundância de bombas e aviões significa liberdade para o Ocidente. Para os sábios da Índia a liberdade se encontra no Atman.

A meta da Índia é a realização do Eu; a meta do Ocidente é conseguir poder e domínio.

Para os sábios da Índia, o autocontrole e a renúncia proporcionam felicidade; ao Ocidente o prazer está na indulgência e na posse.

O ideal da Índia é a prática da não-violência; o ideal ocidental é “matar e conquistar”.

No Ocidente, quem tem mais necessidades é o mais civilizado. O ocidental considera selvagem quem tem poucas necessidades. O yogue oriental é um selvagem aos olhos do ocidental. Os ocidentais ainda não entenderam a grande verdade do axioma que diz: “Quanto menos desejos, maior felicidade”.

A cultura ocidental dirige a mente ao exterior, enquanto que a oriental a dirige ao interior. 
 
A cultura ocidental torna o homem materialista e diabólico, enquanto que a oriental torna o homem um ser divino.
 
Ramana Maharshi



O FUTURO DO HOMEM - Swami Sivananda



O homem é uma mescla de três ingredientes: o elemento humano, o instinto brutal e o raio divino. Possui um intelecto, um corpo perecível, um pouco de conhecimento e um pouco de poder. Isto o faz distinguir-se como humano. 

O homem é a manifestação mais elevada da vida nesta terra. É o raio divino. Pode alcançar o mais elevado Conhecimento do Ser, por isso é superior aos demais seres.

O mineral se converte na planta com vida. A planta se converte no animal com um desenvolvimento mais elevado da vida. O animal se converte no homem com vida e pensamento.


 
A pedra dorme. A planta respira. O animal se move. O homem é consciente. O sábio é superconsciente.

O animal é instintivo. O ser humano é racional. O sábio é intuitivo.

Este corpo é uma bifurcação. Através dele o homem pode ir ao céu, se realiza ações virtuosas, ou pode descer a nascimentos animais inferiores se comete atos viciosos, ou pode permanecer como homem se realiza ações mescladas e comuns. O próprio homem, e só ele, é responsável por todo o mal e o bem de sua vida. Pode alcançar a perfeição e a liberdade através de um longo processo de evolução e de um esforço persistente.


OS AVATARES - Swami Sivananda



Os avatares são de diversos tipos. Há Purna-avatares, ou encarnações completas, com todos os Kalas (raios). Há também Amsa-avatares, ou encarnações parciais. E finalmente, há Lila-avatares (que têm uma missão específica no jogo cósmico). 

O Senhor Krishna foi um Purna-avatar. Sri Sankaracharya foi um Amsa-avatar. Rama, Matsya, Kurma,Narasimha, Vámana e Váraha foram Lila-avatares. Krishna e Rama foram avatares do Senhor Vishnu. Dakshinamurti foi uma encarnação de Shiva. 

Dattatreya foi uma encarnação das três Divindades: Brahma, Vishnu e Shiva. Shiva (aspecto destrutivo), Vishnu (aspecto conservativo), Brahma (aspecto construtivo) e Sakti (a deusa, energia divina) são apenas distintos aspectos da Divindade única. 

Os Rishis (sábios) antigos expuseram a doutrina de que o Senhor do Universo existe em dezesseis Kalas (raios) de manifestação. Um raio de Sua vida se manifesta no reino vegetal, dois no animal, e de cinco a oito no humano, segundo passamos do estado selvagem ao mais evoluído. 

As manifestações da Divindade em Seus avatares oscila entre nove e dezesseis raios. As encarnações completas, ou Purna-avatares, são aquelas em que estão presentes os dezesseis raios. O Senhor Krishna foi um Purna-avatar, com dezesseis raios. O Senhor Rama foi um avatar com catorze raios. Também os teósofos mencionam sete raios, doze raios etc, quando descrevem o grau de desenvolvimento espiritual de seus Mestres e Adeptos.


 
avatares de Vishnu

AHIMSA (não-violência) - Swami Sivananda

FORMAS SUTIS DE HIMSA (VIOLÊNCIA)

Ahimsa (não violência) não é apenas não ferir fisicamente. O voto de Ahimsa se rompe por mostrar desprezo a outro homem, por ter antipatia ou preconceito, por mostrar-se mal encarado com alguém, por odiar qualquer pessoa, por abusar de alguém, por falar dos outros, por difamar, por entreter pensamentos de ódio, por dizer mentiras ou arruinar alguém de alguma forma. Toda palavra dura implica em violência. Ferir os sentimentos dos demais por meio de gestos, expressão, tom de voz ou palavras duras é também violência. Aprovar os atos desagradáveis de alguma outra pessoa é um dano indireto. Se praticas Ahimsa deves renunciar também aos insultos e críticas. A Verdade Última só pode ser alcançada por meio de Ahimsa.



BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE AHIMSA (NÃO VIOLÊNCIA)

Todas as virtudes se baseiam na não-violência. A não-violência é a força da alma. O ódio se derrete em presença do amor. Não há poder maior que Ahimsa. A prática de Ahimsa te fará intrépido. Quem pratica a não-violência com verdadeira fé pode mover o mundo inteiro, domesticar animais selvagens e subjugar os inimigos. A força da não-violência é muito mais maravilhosa e sutil que a eletricidade ou o magnetismo. A lei de Ahimsa é tão exata e precisa como a lei da gravidade. Poderás, inclusive, governar os elementos e a Natureza. O poder de Ahimsa é maior que o poder do intelecto. É fácil desenvolver o intelecto, mas é difícil desenvolver o coração. A prática de Ahimsa desenvolve o coração de uma maneira maravilhosa. Existe na não-violência um poder oculto que protege aos que a praticam. A mão invisível de Deus os protege.

LIMITAÇÕES À PRÁTICA DE AHIMSA (NÃO-VIOLÊNCIA)

Uma não-violência absoluta é impossível. Para praticá-la teríamos que evitar de matar incontáveis criaturas ao caminhar, sentar, comer, respirar, dormir e beber. Segundo certa escola de pensamento, se pelo assassinato de uma pessoa se podem salvar milhares de vidas, isto não seria considerado violência. Alguns dizem que uma pessoa pode defender a si mesmo com qualquer coisa e utilizar um pouco de violência quando se encontra em perigo. Há quem mate seus animais de estimação quando estão agonizando ou não existe possibilidade de aliviar seu sofrimento. O motivo é o fator principal.