13.6.17

A INICIAÇÃO DE SHANKARACHARYA – P. Yogananda


(Esta é a história de como Swami Shânkara, o grande filósofo da Advaita Vedanta que viveu no século II d.C., se tornou um discípulo de Mahavatar Babaji e recebeu a Kriya Yoga.)

Swami Shânkara era conhecido como um dos maiores astrólogos da Índia em sua época. Todo evento que predizia, sempre vinha a acontecer. Um discípulo de Babaji foi ver esse grande astrólogo.

Shânkara disse a esse discípulo que na sétima noite após aquela visita ele morreria atingido por um raio. O discípulo ficou perturbado com a previsão da aproximação de sua morte. Então foi a Babaji e chorando lhe contou a história.

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Babaji disse ao discípulo para voltar ao astrólogo e dizer-lhe que não morreria na sétima noite atingido por um raio. Quando Shânkara ouviu isso, ele disse ao discípulo, "Diga a seu Mestre que, se você não morrer na sétima noite, jogarei todos meus livros de astrologia no Ganges e o seguirei. E não creio que precisarei fazer isso, pois as estrelas nunca falham."

Na manhã do oitavo dia, o discípulo voltou a Shânkara para mostrar-lhe que não tinha morrido como foi predito. Shânkara, fiel a sua palavra, jogou seus livros no Ganges e seguiu o discípulo até a cabana de seu Mestre.

Babaji sorriu. Shânkara inclinou-se respeitoso ao grande Mestre e perguntou, "Este homem, de acordo com todas as indicações, devia perder sua vida atingido por um raio na noite passada. Como é que ele não morreu?"

Babaji respondeu, "Você estava certo. O corpo dele, de acordo com o karma, deveria ser eletrocutado na noite passada por um raio, mas não foi. Na noite passada, eu disse a esse homem para vir a minha cabana e dormir em minha cama. Ele assim o fez. Esta manhã, ele me contou que teve um sonho muito real no qual viu um raio descendo ao seu redor e também suas línguas de fogo tentando destruir seu corpo. Mas mesmo assim as chamas não o tocaram. Eu tinha entrado em seu corpo e assim o protegi do ataque da morte. Não era minha hora de morrer, então ambos estamos vivos.

Mahavatar Babaji – Wikipédia, a enciclopédia livre  Babaji



11.6.17

O PERÍODO DE BRAHMA MUHURTA - Sadhguru

Se considerarmos como noite o período do por do sol até a aurora, então o último quarto da noite é o período de Brahma Muhurta – algo entre 4:00 e 6:00 horas, ou ainda o período do nascer do sol.

A natureza do relacionamento do planeta com o sol e a lua é tal que certas mudanças fisiológicas acontecem no sistema humano nesse período. A ciência médica inclusive descobriu que o material descartado em seu corpo, tal como a urina, tem certas qualidades nesse período que não existem em outros períodos do dia.

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O corpo inteiro se encontra numa certa atmosfera condutiva, e há uma produção natural de melatonina, que é a secreção da glândula pineal. E devemos fazer uso disso porque a glândula pineal está em seu máximo de secreção durante Brahma Muhurta, o que significa que você está estabilizado.

Na medicina moderna, a melatonina é vista como um estabilizador do estado mental, algo que o deixa confortável por um longo tempo. Ficar mentalmente confortável significa que você não sofre flutuações, mudanças. Esse conforto acontece naturalmente durante Brahma Muhurta.

Nesse período, as pessoas desejam meditar e realizar seu processo espiritual a fim de conseguir o máximo benefício. Brahma Muhurta significa o tempo do Criador (Brahma). É o período do dia em que você pode criar a si mesmo. Você se torna Brahma de manhã, a fim de fazer de si mesmo aquilo que quer ser. Esse é o melhor período do dia para as práticas espirituais.

14 sinais de que você está evoluindo espiritualmente

1. Algumas das pessoas em sua vida parecem ter permanecido as mesmas após todos estes anos. Parece que você é o único que se transforma e evolui, enquanto outros permanecem em seus velhos modelos e em seus velhos pequenos mundos.

2. Sua intuição aumentou, especialmente nos últimos anos.

3. Você começa a libertar-se das ilusões da mídia e da propaganda, vendo o mundo em sua luz verdadeira. Nem mesmo pode assistir a maior parte dos filmes cinematográficos, vendo toda a negatividade que eles trazem. E o mesmo acontece com a música.

4. Sente como se seu velho eu fosse totalmente outra pessoa.

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5. Está consciente de que é mais que o corpo, que tem uma alma e que todos os seres humanos vêm da mesma fonte, que tudo está conectado.

6. É obcecado por mistérios, espiritualidade e ensinamentos sagrados.

7. Sente como se o tempo passasse muito rápido.

8. Passa por intensos estados mentais, pode sentir uma profunda tristeza em certo momento sem qualquer razão, e no próximo momento estar cheio de alegria e inspiração. Você sente mais as emoções das outras pessoas e às vezes isso o oprime.

9. Tem sonhos estranhos e é mais sensível a energias. Pode sentir se existe energia negativa num ambiente.

10. Desenvolve um divino respeito pela Natureza e por todas as criaturas vivas neste planeta. Sente-se mais conectado a este planeta. Ama todos os animais.

11. Para de comer alimento industrializado, mesmo sem ter a noção de que é prejudicial à saúde. Sente repulsa a qualquer alimento que não seja natural. Reduz a quantidade de carne que consome e aumenta a de vegetais.

12. Sente cada vez menos vontade de sair e ir a festas. Acha tudo isso sem sentido e aborrecido. Vê que existem inúmeras maneiras diferentes de se divertir, viver a vida e se entreter.

13. Tem um forte sistema imunológico e não se resfria muito facilmente.

14. Sua energia se torna mais suave. Você se torna menos agressivo, ri mais e sente repentinas emoções de amor. Todos se sentem bem estando perto de você.

28.5.17

SHAMBHAVI MUDRÁ, UMA TÉCNICA DE MEDITAÇÃO – Sadhguru


Shambhavi Mahamudrá é uma antiga kriya em que um praticante dedicado experimenta maior equilíbrio emocional, concentração, estabilidade e melhor saúde. Vários estudos científicos foram feitos para avaliar os benefícios de praticar essa kriya regularmente, tanto com respeito à atividade do cérebro durante a kriya, como ao bem-estar e saúde das pessoas.

A razão da maior parte das pessoas serem infelizes ou doentes é que o corpo físico, o corpo mental e o corpo prânico não estão alinhados. Se eles estiverem adequadamente alinhados, uma expressão de alegria aparece dentro do ser humano e a alegria se torna uma condição normal, um modo natural de vida.

Os benefícios de shambhavi mudrá são:
1 - melhor saúde do coração: evita doenças nas coronárias, hipertensão, falha nos batimentos, infarte do miocárdio, e a pessoa adquire maior tolerância a exercícios físicos, o coração responde melhor a situações de estresse.
2 – maior coerência dentro do cérebro entre os hemisférios direito e esquerdo. Essa coerência é conhecida como a medida de como as várias regiões do cérebro estão conectadas. Altos níveis de coerência estão relacionados a maior QI e criatividade, assim como estabilidade emocional e flexibilidade cognitiva.
3 – sono mais tranquilo: o praticante experimenta uma melhor qualidade de sono, reduzindo o número de vezes em que desperta durante a noite.
4 – atenção e concentração melhoradas: a meditação tende a melhorar os recursos da atenção, devido a mudanças estruturais e anatômicas no sistema cognitivo da pessoa.
5 – reduz as desordens menstruais: desordens menstruais têm um grande impacto físico e psicológico na vida das mulheres. Problemas como dismenorréia, sintomas pré-menstruais, irregularidade do ciclo e prejuízos ao trabalho foram drasticamente reduzidos, na ordem de 50 a 70%.

Entre outros benefícios podemos citar: elimina problemas tais como depressão, alergias, asma e outros. 98% dos praticantes relatam ter adquirido maior paz interior, 87% relataram melhor equilíbrio emocional, 80% relataram maior clareza mental, 80% relataram maior nível de energia e autoconfiança, além de melhor concentração e produtividade no trabalho, maior resistência a resfriados e gripes. Esse mudrá desperta o ajna chakra.
Técnica: Shambhavi mudrá pode ser feito de 10 a 20 minutos diários, ou pelo tempo que achar mais adequado sem se cansar. Após praticar pranayama com moderação, continue sentado com a espinha ereta, no chão ou numa cadeira, e com os olhos fechados levante suavemente os olhos para o ponto entre as sobrancelhas, onde está localizado o olho espiritual (ajna chakra). 
Evite demasiada tensão, aja suavemente e com a prática os olhos se dirigirão mais facilmente ao ponto de ajna. Imagine ali o ajna chakra e deseje enxergá-lo como um ponto de luz. É importante praticar com suavidade e gentileza, ou poderá causar a si mesmo alguma dor de cabeça. Mas também é certo que, com a prática e o tempo, a dor de cabeça se faz cada vez menos presente, e uma crescente concentração e sensação de força são experimentadas.
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18.5.17

COMO AQUIETAR OS PENSAMENTOS – Mestre Wu Jyh Cherng



Uma das principais dificuldades do processo da meditação é a dicotomia que se estabelece na mente do praticante, no momento em que ele se senta para meditar e se criam duas forças oponentes que passam a disputar a primazia de seu raciocínio: um lado da mente ordena que o praticante se concentre e faça silêncio, enquanto o outro desfia razões infindáveis para demovê-lo dessa intenção. Isso significa que, no momento em a pessoa se senta para descansar, procurando esvaziar a mente dos pensamentos obsessivos, passa, em vez disso, a se debater perante duas ordens contraditórias, sem conseguir definir a qual das duas deve obedecer.

No processo da meditação, o praticante não pode dar continuidade ao pensamento que surge em sua mente no momento em que ele está procurando concentrar-se em sua respiração, para uni-la com sua consciência. Ou seja: não se deve alimentar pensamentos. A pessoa alimenta um pensamento quando dá livre continuidade ou rejeita rispidamente esse pensamento; isso significa, na primeira situação, deixar-se levar por quimeras e, na segunda, brigar com o pensamento, dizendo para ele, por exemplo: “Vá embora, não se aproxime porque eu não quero dialogar com você”.

Em ambas as situações o praticante terá saído do estado de meditação para conversar com seus pensamentos: na primeira hipótese, uma conversa agradável, fundamentada em fantasias; e, na segunda, uma polêmica disputa de forças.

Se quem conversa durante a meditação não está de fato meditando, a pessoa que conversa com seus pensamentos terá deixado de meditar também, ainda que permaneça em posição de lótus. Como agir diante dessa situação? Para eliminar e controlar rapidamente o pensamento, tão logo ele apareça em sua mente, é preciso tomar consciência de sua existência e, imediatamente, ignorá-lo, voltando sem demora a atenção para a respiração.

A concentração na respiração tem o poder de controlar pensamentos. Quando o praticante age assim, o pensamento perde a força que o mantém ativo na mente, interrompe sua trajetória e se desmancha por si mesmo. Isso é fazer com que ele se torne quieto. A concentração na respiração deve ser feita numa medida em que o praticante consiga contemplar o ar que está respirando, sem apegar-se a ele nem tampouco se desligar dele. E, para conseguir esse resultado, é preciso não se afastar do estado de relaxamento.

A concentração excessivamente forte gera doenças físicas e psíquicas, enquanto a falta de concentração gera devaneios. Por isso, é de essencial importância a pessoa conseguir se manter na medida certa da concentração, se quiser um resultado de excelência para sua prática. É fundamental manter permanentemente a atenção no ar que se respira porque assim, conforme o progresso, o praticante poderá alcançar o estado do Vazio. Desse modo, e envolvido por uma energia harmoniosa, a luz interior alcançará todo seu ser, criando a Plena Iluminação.

O BEABÁ DA MEDITAÇÃO TAOÍSTA – Mestre Wu Jyh Cherng
  • Procure uma posição confortável.
  • Cruze as pernas em posição de lótus ou semilótus.
  • Apóie o dorso das mãos sobre as coxas.
  • A mão esquerda deve ficar sob a direita e os polegares devem se tocar levemente.
  • A coluna deve ficar reta; porém, se houver dificuldade de mantê-la ereta, pode apoiar as costas.
  • Feche os olhos e relaxe o corpo, da cabeça aos pés.
  • Encoste a ponta da língua no céu da boca.
  • Concentre a atenção na respiração, que deve ser suave, lenta e harmoniosa.
  • Mantenha a atenção na respiração, buscando a fusão da mente com a respiração.
  • A completa quietude interior é resultado da fusão da energia com a consciência de uma pessoa, ou seja, da integração da mente com a respiração.
  • Mergulhe nesse estado de integração entre mente e corpo até atingir o estado de extrema quietude.
  • Somente a partir desse ponto é que, na verdade, damos início à meditação…
  Wu Jyh Cherng – Wikipédia, a enciclopédia livre  Wu Jyh Cherng


RESPIRAÇÃO E ECOLOGIA – Mestre Wu Jih Cherng


Os versos de Lao Tsé falam da pressa. Todas as coisas feitas com pressa são feitas de uma maneira superficial. Falam da naturalidade. Todas as coisas têm um tempo próprio para acontecerem. Ao darmos um passo maior do que podemos dar, nos cansamos e não podemos caminhar mais.

Também essas palavras dizem que a cultura moderna é uma cultura de “alargar passos”. Nós consumimos muito rapidamente. Existe uma grande crise na Terra em função do que o ser humano dá um passo maior que a natureza. Ou seja, o homem deixa de se integrar à natureza, com o céu, com a terra, com a floresta e com outros seres, por que tende a dar passos maiores, consumir mais do que pode oferecer.

A terra é rica, mas por mais rica que seja, esse consumo exagerado, esses grandes passos, acabam cansando a terra, cansando o mundo.

Igualmente, passos grandes podem significar o excesso de informações. Temos informação através da visão, da audição, do paladar, das sensações. Nossos sentidos sensoriais e não sensoriais (intelectuais, racionais e memórias) estão em processo muito acelerado. A quantidade de informações é muito grande. São os grandes passos. Isso nos leva ao stress, a uma ruptura.

Se andarmos muito rapidamente com passos grandes, vamos tropeçar, cair e pisar em buracos, sem conseguirmos nos desviar dos obstáculos da estrada. Ou nos cansamos. Isso traz a ruptura, a quebra.

Quando a vida é vivida em excesso de informação, alimentação e preocupações, de efeitos intelectuais, racionais e sensoriais, todo o nosso recurso humano é desgastado rapidamente quando “alargamos os passos” estamos reduzindo nossa distância de vida.

Se a vida é uma estrada que pode ser caminhada durante digamos, até 120 anos, hoje somos capazes de caminhá-la em doze, trinta, cinqüenta anos e terminá-la.

A vida reduz e a intensidade de cada momento aumenta. Isso faz com que a vida se torne muito estressante e curta. O Taoísmo dá muita importância à longevidade, à constância e a fluidez contínua da vida humana. E “alargar os passos” é metaforicamente, uma atitude de redução da vida.

Uma respiração muito apressada não dura muito tempo. Quando a respiração é lenta, podemos respirar por muito tempo. Quem pratica o Tai-Chi, Chi Kun ou meditação sabe disso.



Existe no Taoísmo um conceito que é pouco diferente das outras tradições místicas. As outras tradições dizem que uma pessoa quando nasce já vem com um relativo karma que lhe proporciona a possibilidade de uma certa duração na vida. A maioria das escolas pensa que, dependendo do karma da pessoa, ela pode ter uma vida de menor ou maior duração.

O Taoísmo não vê assim. O Taoísmo diz que quando uma pessoa nasce, de acordo com o seu karma anterior, ela vai ter provavelmente uma certa quantidade de respirações.

Em resumo, se a pessoa conseguir realizar um bom trabalho respiratório, profundo, e não apressado, naturalmente terá um prolongamento de sua vida, independente do seu “merecido karma”. Respiração mais suave e profunda, vida mais longa.

Quem respira profunda e suavemente capta maior quantidade de oxigênio, energia vital e elimina mais gás carbônico e energias impuras. Uma pessoa com uma respiração suave e profunda possui um diafragma mais conservado, sem tensão e sem reter energias do campo emocional.

Na parte superior do corpo, uma boa energização e oxigenação possibilitam uma capacidade mental mais ampla. Na parte inferior do corpo, as energias vitais e sexuais ficarão mais plenas. A pessoa tem mais saúde física e mental.

Por isso o taoísmo prega que quem respira mais suavemente e profundamente, naturalmente terá mais saúdo física, energética, mental e emocional.

Imaginemos nós e um trilhão de pessoas respirando com ansiedade, como seria a energia do planeta? Isso traz os desastres naturais como a alteração do clima, do vento, das tempestades, na Terra.

A alteração emocional altera imediatamente a respiração. A grande alteração emocional coletiva altera a respiração da humanidade”.

Devemos ter equilíbrio para respirar e caminhar integrados com a vida. O Taoísmo tem uma visão da consciência. Uma pessoa com consciência é naturalmente uma pessoa ecológica e sensata.





SEMENTES DA ILUSÃO – Mestre Wu Jih Cherng


Quando nossa consciência ainda está no nível do apego, valorizamos, enobrecemos e admiramos demasiadamente a fama, a fortuna e o poder. O homem pensa que precisa ter prestígio social e, por isso, precisa ter recursos, ser famoso e poderoso. Para ter aquilo que não tem, se sacrifica, trabalha em excesso para ganhar dinheiro. Em alguns casos, rouba, faz truques, mente, engana pessoas.

A preocupação em obter ou manter fama, riqueza e prestígio tira a nossa paz. Uma pessoa, antes de alcançar prestígio, fica com medo e, na batalha pela conquista de destaque social e profissional, fica constantemente em estado de alerta e preocupação. Depois de conquistar posição e riqueza, também fica em estado de alerta: quem tem riqueza e prestígio se mantém em estado de alerta permanente porque tem medo de perder o que conquistou.

Quem não tem e quer ter, dedica toda sua atenção e preocupação para gerar dinheiro e riqueza. Quando conquista o que pretende, fica todo o tempo preocupado em manter a riqueza. É um tipo de preocupação diferente, porém, continua a ser gerada. Temos medo e nos sentimos inseguros quando não temos fama, não temos poder, não temos o controle da situação, não temos riqueza, não podemos dominar pessoas ou situações. No entanto quando temos tudo isso, nós ficamos igualmente com medo porque não queremos perder o que conquistamos.

Quem nada tem ou quer não fica em estado de alerta. Na verdade, o ser humano precisa de muito pouco para sua sobrevivência: comer, vestir, trabalhar, morar adequadamente. Existe aquilo que representa o mínimo necessário para uma vida digna e virtuosa e existe todo o resto, geralmente supérfluo, que pode ser dispensado.

Muitas vezes a pessoa entende como necessário algum valor apenas em função do conceito. Existem pessoas que só tomam uísque importado e outras que só usam roupas de grife. Quando o indivíduo se torna prisioneiro desse tipo de conceito, a vida se torna mais desgastante. Ele tem de trabalhar muito, se esforçar para conquistar coisas e, assim, se tornar feliz (ou pensar que está feliz). O que é preciso deixar claro é que a prisão ao conceito de que isso é indispensável à felicidade pode tornar as pessoas desgastadas e preocupadas.

A conquista de prestígio gera orgulho e a humilhação por não consegui-lo provoca a ira. Uma pessoa que se sinta humilhada cria dentro de si um sentimento de raiva, já que nenhum de nós gosta de ser desprestigiado. Podemos não responder imediatamente nem diretamente, mas, lá dentro do coração, criamos a raiva ou o aborrecimento. Tudo ocorre num nível inconsciente, que nem chegamos a perceber. Estes sentimentos são explícitos ou não; aparecem ou não exteriormente.

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