Só podemos abrir os centros superiores, se lhes dermos oportunidade de emanar o poder criador, através da atividade criativa, algo para o qual temos inclinação.
Paciência é o estado da eternidade. Quando pensamos em tempo crucificamos nosso ser, perdemos a força e a coragem de espírito.

As pessoas anseiam por amor, não por gratificação puramente física. Com experiências assim seguem-se desapontamentos, um vácuo imenso, uma amarga ressaca ou solidão glacial e, no caso da mulher, uma sensação desesperada de exploração e aviltamento.
O excesso sexual leva à perda de potência, o caráter torna-se fraco e incapaz de resistência, é-se destruído pelas influências do mundo exterior e mais cedo ou mais tarde a pessoa decai em irresolução, trevas e medo.
A união sexual cria um vínculo profundo entre o homem e a mulher. Ambos absorvem a parte do ser invisível do outro, cuja radiação aí permanece muito tempo. Pessoas que persistem em relacionamento sexual com um parceiro que lhes é desajustado gradativamente mudam sua natureza, seu caráter, e adquirem certas qualidades do outro.
A mácula da parte invisível do ser humano não resulta apenas da cópula com seres inferiores, mas também quando se copula com um grande número de parceiros. Sua radiação torna-se impura, perdem o caráter humano individual, devido à grande mistura de irradiações.

- Os atributos da energia sexual – se o homem não despende este potencial vivificante e gerador, mas o retém no próprio corpo – de uma parte, podem reabastecer seu corpo de vida, aumentar sua vitalidade interna, mantê-lo na flor da juventude, e de outra parte, aumentar sua vitalidade, despertar, estimular e ativar seus mais altos centros nervosos e cerebrais (chakras) e despertá-los de sua prévia condição latente.
- Há duas espécies de pessoas na terra: os viventes que já são 'seres humanos', e os mortos, que são simplesmente 'homens' e 'mulheres'. Para os mortos, só há sexo e nada mais. Mesmo o outro grande instinto, o de conservação, para eles existe exclusivamente como servo da sensualidade e do sexo. Comem, bebem e viciam-se em gulodices, somente de modo a serem tão sadios quanto o possam, visando a espremer a última gota de sexualidade do corpo. Obtêm seu pão com manteiga; ganham dinheiro, triunfam numa carreira; comunicam-se com os demais, mas tudo que dizem, mencionam, escrevem e fazem tem apenas uma motivação: o impulso sexual. Para eles, a suprema ambição e orgulho é alcançar o auge da potência sexual e do sucesso amoroso. Uma vez que o uso abusivo enfraquece seus corpos, são deixados com nada além de sua infinita vacuidade, e enquanto o corpo enfraquece, vêem-se imersos em escuridão e velhice cada vez mais profundas.
- Trilhar o caminho do yoga não significa que devamos abraçar uma vida abstêmia. No início, devemos aprender a viver sadiamente. Isto inclui alimentos e bebidas saudáveis e certamente uma vida erótica sadia. Como se pode renunciar à vida sexual, se não se sabe ainda o que a vida sexual (sadia) significa?
- Somente os que trazem em si, de encarnações anteriores, um sistema nervoso com força necessária para suportar o último e mais difícil ciclo da senda e a alta frequência da tensão progressivamente crescente, sem se despedaçar sob o esforço, alcançam esta meta suprema em apenas uma vida. Por maior que seja nosso propósito de progredir, só podemos avançar nas possibilidades que o corpo e o sistema nervoso permitem, quando amadurecidos ao máximos. Não se deve esperar atingir o nível de um homem-Deus a curto prazo.

- Experimentamos a energia divina, no primeiro nível (primeiro chakra), como impulso e desejo sexual. No segundo nível experimentamos como fome e sede. No terceiro, como força de vontade. No quarto, no centro cardíaco, como sentimentos e emoções. No quinto, como conceito de tempo e espaço. No sexto, como intuição e amor universal. No sétimo, como autoconhecimento.
- O parceiro sexual não é um objeto para ser usado e descartado, mas uma criatura viva, contendo uma alma humana. Isto é verídico mesmo para com as prostitutas. Certas pessoas tentam satisfazer seu desejo de felicidade e estabilidade mental, por meio do intercurso puramente físico. Mas as pessoas anseiam por amor, não por gratificação puramente física. É um equívoco perigoso buscar amor em sexualidade oca e tentar substituir o amor pela sexualidade. E a sexualidade imita o amor: compele à ternura e abraços, força os amantes à carícia recíproca, a amenizarem mutuamente seus sofrimentos através da sexualidade. O que se segue com experiências sexuais abusivas? Desapontamentos, uma amarga ressaca, acusações mútuas ou solidão glacial; e no caso da mulher, uma sensação desesperada de exploração e aviltamento. Ambos não deram amor verdadeiro, mas apenas esperaram recebê-lo.
- A multidão de 'mal-amados', jovens ou adultos, só pode curar-se por meio do amor, e não por intercurso sexual humilhante ou na tentativa de libertá-los das inibições sexuais e persuadindo-os a levar vida sexual dissoluta, promíscua e indiscriminada.

- Enquanto um indivíduo suspeita dos prazeres potenciais ainda não experimentados dentro da sexualidade, não pode nem deve renunciar à vida sexual. Viveria, então, na crença de ter omitido ou perdido algo; e este equívoco cada vez mais o atrairá para experiências sexuais. Somente quem se familiarizou integralmente com a sexualidade e provou-a totalmente, quer nesta existência quer em outra anterior, pode alcançar Deus.
- Se a pessoa não tem habilidade para transformar a energia sexual, um sistema de vida de abstinência forçada pode redundar em nervosismo extremo, desarmonia, violência; em verdade, até mesmo em casamento rompido, porque a energia sexual ainda não está apta para encontrar o caminho para os centros nervosos mais elevados.
- Uma pessoa que não possa experimentar Deus com sua mente consciente, porque estas frequências seriam muito fortes para seus nervos, deveria levar uma vida sexual sadia, baseada na unidade e amor espirituais. Pela união sexual, duas pessoas podem proporcionar-se mutuamente muito amor e felicidade, mesmo que seja uma felicidade transitória. De modo algum isto os degrada, e em verdade, ajuda-os a construir um relacionamento íntimo e partilhar de uma experiência verdadeira e sublime. A natureza explora seu anelo por amor a fim de criar outras gerações.

- Se um homem atraiçoa a força criadora por viver dissolutamente, por excesso sexual e abuso como meio de prazer, também lhe morre a sexualidade. Perde a potência, torna-se um caráter fraco e incapaz de resistência; é despedaçado pelas influências do mundo externo e se torna presa do medo.
- O homem atraiçoa seu princípio criador quando usa a razão para dirigir os pensamentos continuamente para os órgãos sexuais; quando estimula os sentidos e as glândulas sexuais com alimentos e bebidas excitantes e com ajuda mental, literatura, filmes e peças teatrais pornográficas e que desperdiça sua energia sexual em excessos e abusos. E certamente o alcoolismo e outros tóxicos vão de mãos dadas com tais hábitos. As pessoas que vivem assim, e também os que dissipam o poder criador com masturbações excessivas, mais cedo ou mais tarde decaem em irresolução, aniquilamento espiritual, trevas e medo (a masturbação ocasional do adolescente não tem, necessariamente, esta consequência perniciosa; referimo-nos aqui apenas à masturbação perversamente excessiva).
- O resultado do abuso sexual é a debilitação da vontade, constante sensação de apreensão, astenia física e mental, resistência diminuída, inatividade e incapacidade para a vida.
- O homem primitivo está contente com qualquer parceira do sexo oposto que responda fisicamente a seu gosto simples. Não liga qualquer importância a uma união espiritual interior, vez que ele mesmo ainda não é espiritual, desperto e consciente. Porém o homem de consciência mais evoluída, de individualidade mais pronunciada, pode experenciar a alegria real do amor e da verdadeira gratificação – física e espiritual – somente com determinada parceira, com quem se harmonize espiritualmente, e com a qual retribua amor genuíno com amor.













