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ENERGIA SEXUAL E YOGA - Elisabeth Haich

Somente os que trazem em si, de vidas anteriores, um sistema nervoso com força necessária para suportar a alta tensão progressivamente crescente (gerada pela ininterrupta continência), sem se despedaçar sob o esforço, alcançam a meta em apenas uma vida. Só podemos avançar nas possibilidades que o corpo e o sistema nervoso permitem.

Só podemos abrir os centros superiores, se lhes dermos oportunidade de emanar o poder criador, através da atividade criativa, algo para o qual temos inclinação.

Paciência é o estado da eternidade. Quando pensamos em tempo crucificamos nosso ser, perdemos a força e a coragem de espírito.

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As pessoas anseiam por amor, não por gratificação puramente física. Com experiências assim seguem-se desapontamentos, um vácuo imenso, uma amarga ressaca ou solidão glacial e, no caso da mulher, uma sensação desesperada de exploração e aviltamento.

O excesso sexual leva à perda de potência, o caráter torna-se fraco e incapaz de resistência, é-se destruído pelas influências do mundo exterior e mais cedo ou mais tarde a pessoa decai em irresolução, trevas e medo.

A união sexual cria um vínculo profundo entre o homem e a mulher. Ambos absorvem a parte do ser invisível do outro, cuja radiação aí permanece muito tempo. Pessoas que persistem em relacionamento sexual com um parceiro que lhes é desajustado gradativamente mudam sua natureza, seu caráter, e adquirem certas qualidades do outro.

A mácula da parte invisível do ser humano não resulta apenas da cópula com seres inferiores, mas também quando se copula com um grande número de parceiros. Sua radiação torna-se impura, perdem o caráter humano individual, devido à grande mistura de irradiações.


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  • Os atributos da energia sexual – se o homem não despende este potencial vivificante e gerador, mas o retém no próprio corpo – de uma parte, podem reabastecer seu corpo de vida, aumentar sua vitalidade interna, mantê-lo na flor da juventude, e de outra parte, aumentar sua vitalidade, despertar, estimular e ativar seus mais altos centros nervosos e cerebrais (chakras) e despertá-los de sua prévia condição latente.

  • Há duas espécies de pessoas na terra: os viventes que já são 'seres humanos', e os mortos, que são simplesmente 'homens' e 'mulheres'. Para os mortos, só há sexo e nada mais. Mesmo o outro grande instinto, o de conservação, para eles existe exclusivamente como servo da sensualidade e do sexo. Comem, bebem e viciam-se em gulodices, somente de modo a serem tão sadios quanto o possam, visando a espremer a última gota de sexualidade do corpo. Obtêm seu pão com manteiga; ganham dinheiro, triunfam numa carreira; comunicam-se com os demais, mas tudo que dizem, mencionam, escrevem e fazem tem apenas uma motivação: o impulso sexual. Para eles, a suprema ambição e orgulho é alcançar o auge da potência sexual e do sucesso amoroso. Uma vez que o uso abusivo enfraquece seus corpos, são deixados com nada além de sua infinita vacuidade, e enquanto o corpo enfraquece, vêem-se imersos em escuridão e velhice cada vez mais profundas.

  • Trilhar o caminho do yoga não significa que devamos abraçar uma vida abstêmia. No início, devemos aprender a viver sadiamente. Isto inclui alimentos e bebidas saudáveis e certamente uma vida erótica sadia. Como se pode renunciar à vida sexual, se não se sabe ainda o que a vida sexual (sadia) significa?

  • Somente os que trazem em si, de encarnações anteriores, um sistema nervoso com força necessária para suportar o último e mais difícil ciclo da senda e a alta frequência da tensão progressivamente crescente, sem se despedaçar sob o esforço, alcançam esta meta suprema em apenas uma vida. Por maior que seja nosso propósito de progredir, só podemos avançar nas possibilidades que o corpo e o sistema nervoso permitem, quando amadurecidos ao máximos. Não se deve esperar atingir o nível de um homem-Deus a curto prazo.

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  • Experimentamos a energia divina, no primeiro nível (primeiro chakra), como impulso e desejo sexual. No segundo nível experimentamos como fome e sede. No terceiro, como força de vontade. No quarto, no centro cardíaco, como sentimentos e emoções. No quinto, como conceito de tempo e espaço. No sexto, como intuição e amor universal. No sétimo, como autoconhecimento.

  • O parceiro sexual não é um objeto para ser usado e descartado, mas uma criatura viva, contendo uma alma humana. Isto é verídico mesmo para com as prostitutas. Certas pessoas tentam satisfazer seu desejo de felicidade e estabilidade mental, por meio do intercurso puramente físico. Mas as pessoas anseiam por amor, não por gratificação puramente física. É um equívoco perigoso buscar amor em sexualidade oca e tentar substituir o amor pela sexualidade. E a sexualidade imita o amor: compele à ternura e abraços, força os amantes à carícia recíproca, a amenizarem mutuamente seus sofrimentos através da sexualidade. O que se segue com experiências sexuais abusivas? Desapontamentos, uma amarga ressaca, acusações mútuas ou solidão glacial; e no caso da mulher, uma sensação desesperada de exploração e aviltamento. Ambos não deram amor verdadeiro, mas apenas esperaram recebê-lo.

  • A multidão de 'mal-amados', jovens ou adultos, só pode curar-se por meio do amor, e não por intercurso sexual humilhante ou na tentativa de libertá-los das inibições sexuais e persuadindo-os a levar vida sexual dissoluta, promíscua e indiscriminada.

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  • Enquanto um indivíduo suspeita dos prazeres potenciais ainda não experimentados dentro da sexualidade, não pode nem deve renunciar à vida sexual. Viveria, então, na crença de ter omitido ou perdido algo; e este equívoco cada vez mais o atrairá para experiências sexuais. Somente quem se familiarizou integralmente com a sexualidade e provou-a totalmente, quer nesta existência quer em outra anterior, pode alcançar Deus.

  • Se a pessoa não tem habilidade para transformar a energia sexual, um sistema de vida de abstinência forçada pode redundar em nervosismo extremo, desarmonia, violência; em verdade, até mesmo em casamento rompido, porque a energia sexual ainda não está apta para encontrar o caminho para os centros nervosos mais elevados.

  • Uma pessoa que não possa experimentar Deus com sua mente consciente, porque estas frequências seriam muito fortes para seus nervos, deveria levar uma vida sexual sadia, baseada na unidade e amor espirituais. Pela união sexual, duas pessoas podem proporcionar-se mutuamente muito amor e felicidade, mesmo que seja uma felicidade transitória. De modo algum isto os degrada, e em verdade, ajuda-os a construir um relacionamento íntimo e partilhar de uma experiência verdadeira e sublime. A natureza explora seu anelo por amor a fim de criar outras gerações.

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  • Se um homem atraiçoa a força criadora por viver dissolutamente, por excesso sexual e abuso como meio de prazer, também lhe morre a sexualidade. Perde a potência, torna-se um caráter fraco e incapaz de resistência; é despedaçado pelas influências do mundo externo e se torna presa do medo.

  • O homem atraiçoa seu princípio criador quando usa a razão para dirigir os pensamentos continuamente para os órgãos sexuais; quando estimula os sentidos e as glândulas sexuais com alimentos e bebidas excitantes e com ajuda mental, literatura, filmes e peças teatrais pornográficas e que desperdiça sua energia sexual em excessos e abusos. E certamente o alcoolismo e outros tóxicos vão de mãos dadas com tais hábitos. As pessoas que vivem assim, e também os que dissipam o poder criador com masturbações excessivas, mais cedo ou mais tarde decaem em irresolução, aniquilamento espiritual, trevas e medo (a masturbação ocasional do adolescente não tem, necessariamente, esta consequência perniciosa; referimo-nos aqui apenas à masturbação perversamente excessiva).

  • O resultado do abuso sexual é a debilitação da vontade, constante sensação de apreensão, astenia física e mental, resistência diminuída, inatividade e incapacidade para a vida.

  • O homem primitivo está contente com qualquer parceira do sexo oposto que responda fisicamente a seu gosto simples. Não liga qualquer importância a uma união espiritual interior, vez que ele mesmo ainda não é espiritual, desperto e consciente. Porém o homem de consciência mais evoluída, de individualidade mais pronunciada, pode experenciar a alegria real do amor e da verdadeira gratificação – física e espiritual – somente com determinada parceira, com quem se harmonize espiritualmente, e com a qual retribua amor genuíno com amor.

  • Deve-se renunciar à abstinência e levar uma vida sexual baseada em amor verdadeiro, se tormentos intoleráveis tiverem que ser combatidos. Isso não é desgraça nem pecado. Desta maneira, muito progresso pode ser feito, se bem que mais devagar.
  E. Haich





Ensinamentos de Sivananda

O amor floresce como serviço desinteressado, compaixão e bondade. Sem bondade em ação, não há amor.

Alho, cebola, carne, peixe e ovos, comidas ácidas, picantes, amargas, sal, mostarda, tamarindo, coalhada azeda, álcool, coisas aciduladas, conservas, frutas passadas excitam a paixão e devem ser evitados pelo yogue.  Cenoura, couve-flor, molhos picantes envenenam o coração, que se irrita facilmente.

Do que dás, terás em abundância; do que acumulas perderás. A caridade começa no próprio lar, mas deve ampliar-se fora deste. Dá uma décima parte de teus ganhos em caridade.

Admita tuas faltas quando alguém as assinala; agradeça a quem as assinala.

As dificuldades fortalecem a vontade e aumentam o poder de resistência.

A moral é relativa. Quem molesta a esposa frequentemente para saciar sua paixão é mais imoral que quem visita uma prostituta a cada seis meses. Dizer uma mentira para salvar o guru, acusado injustamente, é certo. Dizer uma verdade que cause mal a muitos é errado. Matar quem assassina os viajantes no caminho, ou um animal agonizante, ou defender-se no perigo, é não-violência. Roubar para salvar o pai que morre de fome não é um mal. Se o motivo for puro e bom, as ações serão puras e boas.

A consciência diz “sim” ou “não” quando estás imerso em luta moral. Por ela distinguimos o certo do errado. Se tu sentes vergonha e depressão, realizaste uma ação errada. Se sentes alegria e felicidade, realizaste uma ação virtuosa. Se a consciência está limpa, a pessoa é alegre e animada. Se a consciência é culpável, está sempre afligida e triste.

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A concentração dá serenidade, fortaleza interna, paciência, vivacidade, agilidade, capacidade de compreensão, voz doce, poder para influenciar e atrair as pessoas, alegria. Elimina a inquietude, a agitação mental e a preguiça. Faz-te intrépido e desapegado.

A ira é pessoal e egoísta. A indignação é impessoal e inegoísta, não é seguida de remorso e é amiúde um dever – como para corrigir alguém, defender uma mulher.

A ira estropia o cérebro e nervos, envenena o sangue e afeta o sêmen. O reumatismo, doenças nervosas e cardíacas se devem à ira. A pessoa perde a memória, a compreensão se ofusca.

Se há possibilidade de ira numa conversa, deixa de falar. Se te é difícil controlá-la, sai em seguida do lugar. Dá um passeio, bebe água fria, faz japa.

Se queres ser feliz, faz os outros felizes. Esta é a lei.

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Tudo que te acontece na vida está dentro de ti mesmo. Ninguém pode prestar-te favores a não ser que os mereças.

Os semelhantes se atraem. Pessoas que pensam igual procuram e atraem umas às outras. Você atrai continuamente pensamentos, influências e condições que mais se aproximam de seus pensamentos.

Se você manda um pensamento de amor ou ódio a alguém, este irá até a pessoa e lhe estimulará um pensamento semelhante, depois voltará a você com força redobrada.

O positivo supera o negativo. Se há tristeza pense na alegria, cante, dê uma corrida ao ar livre. Com raiva, pense no amor. Com inveja, pense na magnanimidade. Com depressão, pense numa bela paisagem ou frase inspiradora. Com dureza no coração, pense em misericórdia. Com luxúria, pense nas vantagens do celibato. Na desonestidade, pense na honestidade. Na avareza, pense em generosidade. Na paixão, pense em juízo. No orgulho pense em humildade. Na hipocrisia, pense em franqueza. Na timidez, em coragem.


ENSINAMENTOS DE KRISHNAMURTI



Sem o amor não há moral; o que há é ajustamento a algum padrão. Sem o amor não há virtude, o coração é estéril, vazio, sombrio, estúpido.

Para acumular riquezas, a pessoa tem que ferir, ser cruel, astuta, desonesta.

A vida é relação, não se pode viver no isolamento. As relações são um espelho em que posso ver-me.

Se somos interiormente pobres, deleitamo-nos com a ostentação exterior, a riqueza, o poder, os bens materiais. E por darmos desmedida importância às coisas, somos responsáveis por sofrimentos.

O que pensamos, fazemos, dizemos, cria o ambiente, e este ajuda ou entrava a criança.
A compulsão gera antagonismo e temor. Quando não há autoridade (para com a criança), há cooperação e afeto.

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Liberdade é ordem e disciplina, não é deixar a criança fazer o que quiser. Mas a disciplina não é imposta; a criança deve perceber a necessidade de ser livre, mas com disciplina.

Não existindo afeição e respeito mútuo, é impossível a cooperação entre mestre e aluno.

Por não sermos verdadeiramente sérios, somos superficiais, fáceis de distrair e de satisfazer. Ninguém pode ser sério se não tem energia.

Pode o egocêntrico e o ambicioso ser sensível, estar cônscio da beleza?

É necessário sentir tudo intensamente, fortemente. Porque sem paixão a vida se torna vazia, superficial e sem significação.

A inteligência vem com a sensibilidade e a observação.

Temos o coração mirrado e esquecido de como ser bondosos, como contemplar as estrelas, as árvores, os reflexos na água, os montes, o cantar dos pássaros, o vento.

Se o pai ou o mestre está à mercê das agitações do sexo, como pode guiar a criança a compreender os impulsos sexuais?

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Quanto mais atenciosos e afetuosos somos, menos o desejo domina a mente. Só quando não há amor, a sensação se torna um problema obsessivo.

Quando fazemos algo pelo simples gosto de fazê-lo, os dias parecem mais curtos. Não se preocupem com as vantagens de uma carreira.

A virtude pertence ao coração, não à mente. Por isso não se pode cultivá-la.

Como erradicar a violência? Não sendo ambicioso, ávido de poder, nome, posição; sendo o que sois, sendo simples, sendo ninguém.

Porque sois vazios, embotados e fracos, vos identificais com o partido, a pátria, a raça, a religião, Deus.

Quem teme a morte, o que dizem os vizinhos, quem se sente inseguro, apegado ao emprego, pode compadecer-se de outro? O medo exclui a compaixão.

SAÚDE FÍSICA E MENTAL - Ramacháraka


O poder mental, a felicidade, o autodomínio, a clareza de vista, a moralidade e o desenvolvimento espiritual podem ser aumentados com pranayama.

Não pode haver poder de rapidez e ação eficaz a não ser que se saiba relaxar. A pessoa que se inquieta, encoleriza, irrita e anda agitada de um lado para outro cansa-se antes de chegar a hora da ação.

Cultive uma atitude mental de calma e repouso. O equilíbrio pode ser produzido pela eliminação da inquietação e da cólera. E o temor se baseia nestas emoções.

Aposentos cheios de pensamentos negativos devem ser abertos à luz do sol e ao ar.

Água, ar e luz solar – afugentam todos os males.

Deixai que os raios do sol cheguem ao vosso corpo sem a interposição da roupa e vede quão fortes vos sentireis. Se tiverdes alguma fraqueza, conseguireis alívio permitindo que os raios solares caiam bem na parte afetada. Pela manhã, seus raios são ainda mais benéficos. Não vos exponhais ao sol no rigor do verão ou próximo do meio-dia.


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A falta de água provoca enrugamento da pele, constipação, mau funcionamento de fígado, rins etc. Beba água em pequenas quantidades, com frequência durante o dia (2 litros/dia no verão). Não esqueça a água ao se sentir cansado.

O alimento não é para gratificar o paladar, mas para a nutrição. O yogi deixa que a fome se manifeste nele. O alimento deve ser completamente mastigado, reduzido a uma massa pastosa. Assim obterás melhor nutrição e digestão.

Falta de eliminação (das fezes) envenena o sistema (do corpo físico).

Ao andar descalço sobre a terra, adquirimos seu magnetismo.

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Trabalho físico sem atividade mental, ou labor mental sem atividade física atrofiam a vida humana. Um deve alternar o outro.

A ociosidade desmoraliza o corpo, a alma e a consciência. Noventa por cento dos vícios e misérias provêm da ociosidade.


OS CHAKRAS - Monges da Ordem Ramakrishna

O yogi pode manifestar-se mais através de anáhata (coração), vishuddha (garganta) ou ajña (terceiro olho), manifestando amor, beleza ou sabedoria, de acordo com o chakra onde põe sua consciência.

Muladhara: experiências e vidas passadas gravadas


Svadishtana: casa do eu inferior, fonte das forças animais


Manipura: clímax do prazer material, poder, fama, saúde, beleza física e prosperidade

Anahata: amor, caridade, personalidade atrativa e fascinante


Vishuddha: beleza, verdade e bondade; dom artístico


Ajna: absoluto conhecimento


Sahasrara: a gota se funde no oceano




ramakrishna

A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA SEXUAL - Swami Trigunatitananda


O homem é presa de todo tipo de temor, é agitado por pensamentos contraditórios e se afunda a cada dia mais no descontentamento. A causa disso é a falta de continência.

Perdemos esse fogo, essa força, por falta de continência. Continência é a conservação da energia sexual. Na vida espiritual ou material, a continência é necessária para o êxito, a saúde ou poder fazer bem a outros.

“A suspensão do uso do órgão gerador é seguida de um aumento notável no vigor físico e mental e na vida espiritual”.

Não observar continência é malgastar a vida. Tendo caráter e conhecimento espiritual, o dinheiro e tudo o mais vêm por si sós. A continência é um poder tão grande, tão nobre, tão necessário, que deve ser praticada toda a vida. Sem continência é impossível formar o caráter.

Corre perigo a parte de nossa vida em que se afrouxa o rigor da continência. Quem é casado não pode dar rédeas soltas a suas paixões. O controle dos sentidos e da mente, a paciência, a abstinência, a fé e a concentração mental estão incluídos na continência.

“Os elementos da reprodução, em ambos os sexos, são formados pela melhor parte do sangue. Se se leva uma vida pura, estes elementos se reabsorvem e voltam à circulação para formar a parte mais fina do cérebro, nervos e músculos. Esta vida, assim preservada e repartida através do sistema, faz o homem viril, forte, valente e heroico. Se a gasta, fica afeminado, irresoluto, intelectual e fisicamente débil, fácil presa de irritação sexual, desordem funcional, sensações mórbidas, desordens nos movimentos musculares, neurastenia, epilepsia, loucura e morte.”

Frequentemente vemos quão débeis, pusilânimes e mentalmente estreitos são os que se converteram em escravos de suas paixões, e quão sombria e miserável é sua vida. E, de outra parte, quão pujante, vigorosa, intrépida e ditosa é a vida dos que têm autocontrole.



OS GRANDES MESTRES DO YOGA

Dois grandes mestres influenciaram a vida de milhões: Ramana Maharshi (sentado) e Paramahansa Yogananda.

Ramana Maharshi nasceu na Índia, em 1879, e deixou o corpo em 1950. Recomendava a vichara (autoinvestigação) como prática espiritual, que consiste em perguntar interiormente, fixando a atenção no coração espiritual à direita do peito, "quem sou eu?", sem dar contudo nenhuma resposta a esta pergunta. A mente não é capaz de responder à vichara; a resposta deve vir como uma intuição, à medida que a meditação do buscador se aprofunda.

Paramahansa Yogananda também nasceu na Índia, em 1893, deixando o corpo em 1952. Ensinava a kriya yoga, uma técnica de respiração, também chamada pranayama, que eleva a consciência dos centros nervosos inferiores (centro sexual, do sono e da digestão), dirigindo-a para os centros nervosos superiores (do coração e do cérebro), onde se localizam as qualidades mais nobres do ser humano, como o amor, a inteligência, o dom artístico etc. (para maiores detalhes, vide o livro "Autobiografia de um Yogue", de Paramahansa Yogananda, ou o site http://www.srfsaopaulo.com.br.).

Swami Sivananda (1887/1963): este extraordinário mestre hindu era um grande amante e benfeitor da humanidade, escreveu centenas de livros sobre yoga e vedanta, foi um mestre plenamente realizado. Ensinava o yoga de síntese, ou seja, uma síntese de todos os yogas (karma, bhakti, raja e jñana); admitia todos os caminhos espirituais como válidos, serviu intensamente os seres humanos distribuindo alimentos e livros gratuitamente; seu coração transbordava de simpatia e compaixão por humanos e animais. Dava iniciação em mantra a seus discípulos, mas enfatizava igualmente o pranayama e hatha yoga para a saúde do corpo, a vichara (jnana yoga) para o desenvolvimento do espírito e o serviço (karma yoga) a todos os seres vivos para criar no coração a humildade e o amor.















Swami Vivekananda (1863 / 1902) foi um yogue plenamente realizado. Era discípulo de Sri Ramakrishna Paramahansa, considerado um avatar por milhões de pessoas na Índia e no Ocidente. Vivekananda foi o primeiro yogue a trazer a mensagem da sabedoria milenar da Índia ao Ocidente no final do século XIX, e influenciou grandemente os intelectuais da época nos Estados Unidos e Europa. Escreveu extensamente sobre todos os ramos de yoga, com destaque para a Raja Yoga; Sri Ramakrishna disse certa vez que foi através da Raja Yoga que Vivekananda alcançou a iluminação numa distante encarnação do passado. Assim como levou a luz da sabedoria e espiritualidade orientais para o Ocidente, lutou tenazmente para levar os métodos ocidentais nos campos da ciência e tecnologia aos indianos com a intenção de minimizar a pobreza de seu país. Considerava-se o apóstolo Paulo de Sri Ramakrishna, isto é, o discípulo que espalha a mensagem do mestre. Fundou a Ordem Ramakrishna, com sede em Dakshineswar, Índia, e filiais em vários países, entre os quais o Brasil (Ramakrishna Vedanta Ashrama, situada no Largo Senador Raul Cardoso, 146 e 204, São Paulo, SP. Fones: (11) 5572-0428 e 5908-1970 - www.vedanta.org.br).