9.11.13

STALIN E HITLER - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Não estou certa de que Stalin fosse um ser humano. Acredito que era a encarnação direta de um ser do mundo vital (mundo próximo ao físico, povoado por entidades negativas). E esta era a grande diferença entre ele e Hitler. Hitler era simplesmente um homem, sentimental e fraco mentalmente. Ele tinha a consciência de um trabalhador comum, de um sapateiro ou operário.

Mas ele era possuído, era um médium muito bom – a coisa se apossava dele, e quando pensavam que ele tinha ataques de epilepsia, era na verdade uma possessão. Quando queria saber algo daquele poder, ia para seu castelo e ali, em “meditação”, invocava intensamente o que ele chamava de seu “deus”, seu deus supremo, que era o Senhor das Nações (um Asura chamado Senhor da Falsidade) .

E tudo lhe parecia grandioso – o ser lhe aparecia em armadura de prata, com um capacete de prata e plumas douradas!  E desse ser saía uma luz ofuscante, que ele mal podia ver e suportar. Hitler tinha um tipo de clarividência. E era nessas ocasiões que ele tinha seus ataques: rolava no chão, babava, mordia o tapete, seu estado era assustador.

E aquele ser nem mesmo era o Senhor das Nações em sua origem, era uma emanação do Senhor das Nações, uma emanação muito poderosa.


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QUEM É JEOVÁ, A DIVINDADE DO ANTIGO TESTAMENTO - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Um ocultista costumava dizer que a verdadeira interpretação da história da Bíblia sobre o paraíso e a serpente é que o homem quis se elevar de um estado de divindade animal – como os animais – para um estado de divindade consciente desenvolvendo a mente – e isto é o que o símbolo significa quando se diz que comeram da fruta da árvore do conhecimento. E  este ocultista sempre dizia que a serpente era iridescente, isto é, tinha todas as cores do arco-íris; ela não era em absoluto o espírito do Mal, ela era a força evolutiva, o poder da evolução, e logicamente foi este poder que os fez provar da fruta do conhecimento.

Assim, de acordo com ele, Jeová era o chefe dos Asuras, o supremo Asura, o deus egoísta que quis dominar tudo e ter tudo sob seu controle. E desde que tinha tomado a posição de senhor supremo em relação à realização da Terra, logicamente não lhe agradava que o homem fizesse um progresso mental, pois isto lhe traria um conhecimento que o capacitaria a não mais obedecer! Isto o deixou furioso! Pois isto capacitaria o homem a se tornar um deus pelo poder evolutivo da consciência. E por isto foram expulsos do paraíso.

Existe uma grande porção de verdade nisso. E Sri Aurobindo concordava totalmente. Ele disse a mesma coisa. É o poder evolucionário – o poder da mente – que levou o homem ao conhecimento, um conhecimento separativo. E é um fato que o homem se tornou consciente de si mesmo com o sentido de bem e mal. Mas logicamente, isto estragou tudo e ele não pôde mais ficar ali. Ele foi expulso por sua própria consciência.

OS QUATRO GRANDES ASURAS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Havia quatro grandes Asuras (que ambicionavam o poder no planeta Terra). Dos quatro, dois se converteram. Estão tomando parte no trabalho divino. Os outros dois resistem bem. Por quanto tempo vão resistir? Veremos. Assim, eles têm a escolha entre ser convertido, isto é, tomar seu lugar na totalidade, ou ser dissolvido, isto é, reabsorvido em sua origem.

Há um deles que quase tentou a conversão, mas não conseguiu. Quando estava para ser feita, pareceu-lhe completamente desagradável. Assim ele a adiou até outra época. Quanto ao outro, ele recusa-se a tentar. Ele tem uma posição muito importante no mundo, porque as pessoas que nada sabem o chamam “Senhor das Nações”.

De fato, eu estava falando um momento atrás sobre as forças que governam o mundo e não querem abandonar seu papel em absoluto. Elas estão perfeitamente satisfeitas com ele – não é que os Asuras não saibam que seu fim virá um dia, mas mesmo assim continuam a adiar enquanto podem. Mas como não têm dimensões humanas, isso pode durar por um longo tempo. Enquanto encontrarem em algum lugar sobre a terra uma consciência humana pronta a responder a sua influência, estas forças permanecerão. Então você pode imaginar o problema! Mas não é através de indivíduos, é através de nações que exercem sua influência.

Pergunta: Quais são as duas forças que já estão convertidas? Você disse que havia quatro forças divinas: Amor, Luz, Verdade e Vida. Então estas quatro forças se separaram do Divino e se transformaram em falsidade...

Sim, é algo assim! Luz, Amor, Vida e Verdade. Então a Luz ou Consciência se tornou Escuridão e Inconsciência. Amor e Felicidade se tornou Ódio e Sofrimento, e a Verdade se tornou Falsidade, e a Vida se tornou a Morte. O primeiro está convertido e trabalha, mas se recusou a tomar um corpo humano, ele diz que é uma limitação em seu trabalho; talvez um dia ele tomará um, mas por enquanto ele se recusa. O segundo está convertido e sua própria vontade foi dissolvida. Ele foi dissolvido em sua origem. E os últimos dois estão resistindo. O da Morte tentou encarnar. Mas não pôde ser convertido. Ele tentou encarnar, o que é algo muito raro. Mas foi uma encarnação parcial, não total. Isto é difícil para eles, uma encarnação total. Os corpos humanos são muito pequenos, as consciências humanas também são muito pequenas. Quanto ao outro, ele tem emanações que são muito ativas em certos corpos humanos e tem exercido um grande papel na história recente da terra!


Pergunta: Os Asuras não lutam entre si?

Oh sim! Assim como os homens que estão sob influência asúrica. Eles são os piores inimigos entre si. Devemos dizer que é uma bênção que assim seja, porque se tivessem compreensão, as coisas seriam muito mais difíceis. Talvez assim seja porque é a lei de equilíbrio que governa o mundo. É assim para que a força de sua influência seja menor. O Senhor da Falsidade tem verdadeiramente uma grande influência.

Pergunta: Mãe, a Falsidade não tentou encarnar?

Ele enviou emanações à terra, mas não acho que foi com o propósito de conversão. De qualquer modo, ele não conseguiu. As forças adversas normalmente não trabalham sobre um homem. Elas tentam apoderar-se da atmosfera terrestre, e sem dominar os homens, elas não podem dominar a atmosfera terrestre, porque é no homem que se manifesta a mais alta força terrestre.



O CONFLITO ATUAL ENTRE O BEM E O MAL - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

O conflito do mundo atual é essencialmente o conflito das forças adversas; as forças antidivinas estão tentando impedir a realização Divina o mais que podem... elas esperam isso há milhares de anos.

E é este conflito que chegou a uma crise. É a última chance dessas forças; e aqueles que estão por trás de sua ação externa são seres completamente conscientes, eles sabem muito bem que é sua última chance, e farão tudo que podem para isso, e o que podem é muito. Não são pequenas consciências humanas comuns. Não são em absoluto consciências humanas. São consciências que, comparadas às possibilidades humanas, parecem ser divinas em seu poder, sua força e seu conhecimento.

Portanto é um terrível conflito, totalmente concentrado na terra, porque eles sabem que é sobre a terra que a primeira vitória deve ser ganha – a vitória decisiva, que vai determinar o curso do futuro da terra. Àqueles que tem um coração nobre, é uma oportunidade para se elevarem acima de si mesmos, e poderão ser felizes mesmo quando as coisas se tornarem perigosas.

CONVERTER OS PAGÃOS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

A primeira vez que vim à Índia, vim num navio japonês. E neste navio japonês havia dois clérigos, isto é, pastores protestantes, de diferentes seitas. Acho que um anglicano e o outro presbiteriano. Então chegou o domingo, e deveria haver uma cerimônia no navio, do contrário pareceríamos pagãos, como os japoneses! Mas quem faria a cerimônia? O anglicano ou o presbiteriano?

Depois de discutirem, um deles deu-se por vencido, acho que o anglicano, e o presbiteriano fez a cerimônia, que aconteceu no salão do navio. Então todos os homens colocaram seus ternos, sapatos de couro, chapéus, e seguiram com um livro embaixo do braço, quase em procissão até o salão. As senhoras colocaram seus chapéus, algumas com guarda-sol, e elas também com um livro sob o braço, um livro de orações. E encheram o salão.

O presbiteriano fez um sermão e todos ouviram muito religiosamente. E quando tudo acabou, saíram com um ar de satisfação, de alguém que tivesse cumprido seu dever. E cinco minutos depois estavam no bar bebendo e jogando cartas, e sua cerimônia religiosa estava esquecida. Tinham feito seu dever e nada mais tinham a dizer a respeito.

E o pastor veio e me perguntou, polidamente, por que eu não havia comparecido.
Eu lhe disse: “Senhor, sinto muito, mas não creio em religião.”
O pastor: “Oh, você é materialista?”
Eu: “Não, absolutamente.”
O pastor: “Então por que?”
Eu disse: “Se eu lhe dissesse, ficaria desapontado, talvez seja melhor nada dizer”.

Mas ele insistiu tanto que finalmente eu disse, “Não acho que vocês sejam sinceros, nem você nem seu rebanho. Vocês foram apenas atender um dever e um costume social, mas não porque queriam realmente entrar em comunhão com Deus.”
O pastor, “Entrar em comunhão com Deus! Mas não podemos fazer isto! Tudo que podemos fazer é dizer algumas boas palavras, mas não temos capacidade para entrar em comunhão com Deus.”
Então eu disse, “Mas é justo por causa disso que não fui, não me interessa.”

Depois disso ele me fez muitas perguntas e admitiu que estava indo para a China para converter os “pagãos”.

Então eu fiquei séria e disse a ele, “Ouça, antes que sua religião surgisse, antes mesmo de dois mil anos atrás, os chineses tinham uma elevada filosofia e conheciam o caminho que os leva ao Divino; e quando eles pensam nos ocidentais, pensam neles como se fossem bárbaros. E você está indo converter aqueles que sabem mais que você? O que você vai ensiná-los? A serem insinceros, a realizar cerimônias vazias ao invés de seguir uma profunda filosofia que os leva ao desapego e à consciência espiritual? Não creio que seja uma boa coisa que você está indo fazer.”

Então, o pobre homem se sentiu tão sufocado; ele me disse, “Acho que não posso ser convencido por suas palavras!”
“Oh!”, eu disse, “não estou tentando convencê-lo, apenas descrevi a situação, e o motivo de não haver razão para bárbaros quererem ir e ensinar a pessoas civilizadas aquilo que elas conhecem há mais tempo que você. Apenas isso.”


E a coisa terminou aí.



A NATUREZA DOS ASURAS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Um  Asura é geralmente um ser consciente e ele sabe que tem um fim. Ele sabe que a atitude que tomou no universo vai destruí-lo após algum tempo.

Naturalmente, o tempo de um Asura é extremamente longo se comparado à vida de um homem. Mesmo assim, ele sabe que terá um fim, porque se separou da Eternidade. Assim ele tenta realizar seu plano o máximo que puder até o dia de sua derrota completa.

E possivelmente, se lhe for permitido realizá-lo, a derrota virá mais cedo. É talvez por essa razão que atualmente grandes coisas estão por ser feitas -  é neste tempo que as forças adversas estão mais ativas, mais violentamente ativas, e aparentemente têm mais sucesso. Elas parecem ter um campo claro: talvez para que as coisas possam ser mais rapidamente terminadas.


*Nota: os Asuras são uma classe de seres muito poderosos e inteligentes, no entanto voltados ao mal, em consequência de sua desmedida ambição e orgulho.

A VERDADEIRA BELEZA - na visão dos espíritos


(relato de dois espíritos que observam uma família encarnada, isto é, no corpo físico)

A pequena família se reuniu, ao redor da mesa posta, e a esposa do médico me impressionou pelo apuro da apresentação. A pintura do rosto, sem dúvida, era admirável. O traje elegante e sóbrio, as jóias discretas e o penteado harmonioso realçavam-lhe a profundez do olhar, mas rodeava-se ela de substância fluídica deprimente. A aura escura denunciava-lhe a posição de inferioridade. Socialmente, aquela dama devia ser das de mais fino trato; contudo, terminado o jantar, deixou positivamente evidenciada sua deplorável condição psíquica. Depois de uma discussão menos feliz com o marido, a jovem mulher buscou o sono da sesta, num sofá largo e macio.

Intencionalmente, Maurício convidou-me a observar-lhe o repouso e, com enorme surpresa, não lhe vi os mesmos traços fisionômicos no corpo astral que abandonava a estrutura carnal, entregue ao descanso. Alguma semelhança era de notar-se, mas, afinal de contas, a senhora tornara-se irreconhecível. Estampava no rosto os sinais das bruxas dos velhos contos infantis. A boca, os olhos, o nariz e os ouvidos revelavam algo de monstruoso.

Lembrei-me, então, do livro em que Oscar Wilde nos conta a história do retrato de Dorian Gray, que adquiria horrenda expressão à medida que o dono se alterava, intimamente, na prática do mal e, endereçando a Maurício olhar indagador, dele recebi esclarecimento:

— Sim, meu amigo — disse, tolerante —, a imaginação de Wilde não fantasiou. O homem e a mulher, com os seus pensamentos, atitudes, palavras e atos criam, no íntimo, a verdadeira forma espiritual a que se acolhem. Cada crime, cada queda, deixam aleijões e sulcos horrendos no campo da alma, tanto quanto cada ação generosa e cada pensamento superior acrescentam beleza e perfeição à forma astral, dentro da qual a individualidade real se manifesta, principalmente depois da morte do corpo denso. Há criaturas belas e admiráveis na carne e que, no fundo, são verdadeiros monstros mentais, do mesmo modo que há corpos torturados e detestados, no mundo, escondendo Espíritos angélicos, de celestial formosura.

E mostrando a infeliz que se ausentava de casa, semiliberta do veículo material, acentuou:
— Esta irmã desventurada permanece sob o império de Espíritos gozadores e animalizados que, por muito tempo, a reterão em lastimáveis desequilíbrios. Acreditamos que ela, sem fé renovadora, sem ideais santificantes e sem conduta digna, não perceberá tão cedo os perigos que corre e somente se lembrará de chorar, aprender e transformar-se para o bem, quando se afastar, em definitivo, do vaso de carne, na condição de autêntica bruxa.