Um
ocultista costumava dizer que a verdadeira interpretação da história da Bíblia
sobre o paraíso e a serpente é que o homem quis se elevar de um estado de
divindade animal – como os animais – para um estado de divindade consciente
desenvolvendo a mente – e isto é o que o símbolo significa quando se diz que
comeram da fruta da árvore do conhecimento. E este ocultista sempre dizia que a serpente era
iridescente, isto é, tinha todas as cores do arco-íris; ela não era em absoluto
o espírito do Mal, ela era a força evolutiva, o poder da evolução, e
logicamente foi este poder que os fez provar da fruta do conhecimento.
Assim,
de acordo com ele, Jeová era o chefe dos Asuras, o supremo Asura, o deus
egoísta que quis dominar tudo e ter tudo sob seu controle. E desde que tinha
tomado a posição de senhor supremo em relação à realização da Terra,
logicamente não lhe agradava que o homem fizesse um progresso mental, pois isto
lhe traria um conhecimento que o capacitaria a não mais obedecer! Isto o deixou
furioso! Pois isto capacitaria o homem a se tornar um deus pelo poder evolutivo
da consciência. E por isto foram expulsos do paraíso.
Existe
uma grande porção de verdade nisso. E Sri Aurobindo concordava totalmente. Ele
disse a mesma coisa. É o poder evolucionário – o poder da mente – que levou o
homem ao conhecimento, um conhecimento separativo. E é um fato que o homem se
tornou consciente de si mesmo com o sentido de bem e mal. Mas logicamente, isto
estragou tudo e ele não pôde mais ficar ali. Ele foi expulso por sua própria
consciência.

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