Tanto no Ocidente como no
Oriente, muita insensatez perniciosa, eivada de charlatanice,
envenenada pelo comercialismo e de fútil superstição, está sendo
passada por misticismo e ocultismo.
Quem se atira ao misticismo e
ocultismo sem um preparo anterior para adquirir os rudimentos de
qualificações metafísicas e morais, expõe-se a possíveis erros e
decepções.
Temos muitos exemplos das
estranhas formas tomadas pelo misticismo mal interpretado ou
cinicamente explorado. Cada uma mais que as outras promete ao homem o
que são absolutamente incapazes de lhe fornecer, e às vezes, pior
ainda, podem constituir um grave perigo psíquico.
O estudante deverá estar em
guarda contra os supostos mestres ou pretensos “novos messias”
que, atribuindo-se poderes sobrenaturais, o desviarão do bom
caminho. É preferível viajar só que em semelhante companhia.
Os impulsos do Eu Superior o
levarão mais seguramente a sua meta. As transformações
evolucionárias sobrevindas na vida mental e as transformações
kármicas da vida exterior diminuíram muito a necessidade, tão
grande outrora, de um instrutor humano. Além disso, é uma tarefa
gigantesca encontrar um sábio autêntico neste mundo, embora muitos
existam que se reputam como tais.
O Eu Superior é o verdadeiro
instrutor no coração dos aspirantes, seu verdadeiro iniciador. É
ele que dispensa a graça implorada pelo ego. Todos os esforços no
ioga devem banhar-se numa quente devoção para com a realidade
interior, porque sem um amor verdadeiro ninguém pode unir-se a ela.
O sucesso final depende, não
dos esforços conscientes feitos nesse sentido, mas da reação
misteriosa a esses esforços. Os esforços têm seu valor, pois sem
eles não haveria reação. Significa que o superconsciente se põe a
atuar independente nele num certo estágio, quando o estudante se
achará como que tomado pela mão e conduzido ao profundo silêncio
que aguarda o limiar do Eu Superior.
É além desse limite que
obterá a resposta à pergunta – Quem sou eu?
Paul Brunton
Não deu nome aos bois.
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