Pergunta:
Por que o tabaco e o álcool destroem a memória e a força de vontade?
MÃE: Por que? É um fato. Existe
um veneno no álcool, existe um veneno no tabaco; e esse veneno chega até as
células e as danifica. O álcool nunca é expelido; ele se acumula em certa parte
do cérebro, e então, após a acumulação, essas células não mais funcionam. Algumas
pessoas até enlouquecem por causa dele, o que é chamado de delirium tremens,
o resultado de ter engolido tanto álcool que não é absorvido, mas permanece
assim concentrado no cérebro. Conheci pessoas que por tomar muito vinho tiveram
desordens cerebrais, o cérebro não funcionava mais.
E a nicotina é um veneno muito sério,
que destrói as células. Quando a pessoa fuma pela primeira vez, ela
fica doente. Isso é um aviso de que não se deve fumar. Mas as pessoas pensam
que é uma fraqueza e continuam até se acostumarem ao veneno. E aí o corpo não
mais reage, ele se permite ser destruído sem reagir: você se liberta da reação.
Acontece
o mesmo moralmente. Quando você faz algo que não deveria fazer e sua
consciência lhe diz em sua pequena voz para não fazê-lo, e mesmo assim você o
faz, após um tempo não mais ouvirá a consciência, e não mais terá reações
interiores em absoluto contra suas más ações, porque se recusou a ouvir a voz
quando ela falava com você. E então, naturalmente, você vai de mal a pior e cai
no buraco.
Bem,
com o tabaco é a mesma coisa: na primeira vez o corpo reage violentamente, ele
vomita e diz a você: “Não quero isso de jeito nenhum.” Você o obriga com sua
estupidez mental, você o força a aceitar; e o corpo já não mais reage e se deixa
ser envenenado gradualmente até decompor-se. O funcionamento se deteriora; os
nervos são afetados; não mais transmitem a vontade. E por fim a pessoa começa a
tremer, tem movimentos desordenados.
E
ficam assim apenas porque cometeram excessos: beberam e fumaram. E quando
levantam um objeto, suas mãos tremem. É isso o que conseguem com os vícios.
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