“Ó
Natureza, Mãe material,
Vós
dissestes que ireis colaborar
e não
há limite ao esplendor dessa colaboração.”
(Mensagem
da Mãe no Ano Novo de 1958)
Pergunta:
Mãe, pode explicar-nos a mensagem deste ano?
A MÃE: Durante uma de nossas aulas falei da
ilimitável abundância da Natureza, a incansável criadora que toma uma
infinidade de formas e as mistura todas, as separa de novo e as remodela, as
desfaz e destrói, para construir sempre novas combinações. É um enorme
caldeirão.
Ela mexe as coisas em seu caldeirão e retira algo;
se não é bom, Ela o joga de novo no caldeirão e tira outra coisa... Uma ou duas
formas ou cem não tem nenhuma importância para Ela, existem milhares e milhares
de formas. Então os anos, as centenas de anos, os milhares de anos, milhões de
anos, não têm nenhuma importância, Ela tem a eternidade à sua frente!
É óbvio que a Natureza adora tudo isso e que Ela não
tem pressa. Se lhe dizem para apressar-se e terminar esta ou aquela parte de
Sua obra rapidamente, a resposta é sempre a mesma: “Mas por que eu deveria me
apressar, por que? Minha obra não te agrada?”
Aqueles que lutam, que querem chegar a seu objetivo espiritual
imediatamente, tão breve quanto possível, que anseiam pela verdade, pela luz,
pela beleza, pela harmonia, eles A importunam, A apressam, dizem-Lhe que Ela
está desperdiçando Seu tempo. Seu tempo! Ela sempre responde, “Mas
tenho toda a eternidade à minha frente. Por que me apressaria? Por que vocês estão tão apressados?” E
novamente diz, com um sorriso: “Sua pressa é humana demais; expandam-se,
tornem-se infinitos, sejam eternos, e não mais terão pressa.” Há tanta diversão
no caminho da eternidade, para Ela... não para todos.
Na noite em que dei aquela mensagem, eu me
identifiquei totalmente com a Natureza, juntei-me a Ela em seu jogo. E esse
movimento de identificação provocou uma resposta, um tipo de nova intimidade
entre mim e a Natureza, uma crescente intimidade que culminou numa experiência
que me veio.
De repente a Natureza entendeu. Ela entendeu que
essa nova Consciência que acabou de nascer (a Mãe sempre dizia que uma nova
Consciência havia descido no planeta na década de 50 do século XX) não busca
rejeitá-la, mas sim quer abraçá-la inteiramente. Ela entendeu que essa nova
espiritualidade não foge da vida, não se recolhe de medo ante a formidável
amplitude do movimento da Natureza, mas quer ao contrário integrar todas as
suas facetas. Ela entendeu que a Consciência Supramental está aqui não para
diminuí-la, mas para completá-la.
Então, da Suprema Realidade veio esta ordem,
“Desperta, ó Natureza, para a alegria da colaboração.” E toda a Natureza de repente
agitou-se numa grande onda de alegria, dizendo, “Eu aceito, eu vou colaborar.” E
ao mesmo tempo veio uma calma, uma absoluta tranquilidade, para que o vaso
físico pudesse receber e conter, sem se quebrar, sem nada perder, a poderosa
inundação dessa Alegria da Natureza que invadiu-me como que num movimento de
gratidão.
Ela aceitou, Ela viu com toda a eternidade ante Si
que essa Consciência Supramental iria completá-la mais perfeitamente, iria dar
uma força ainda maior a Sua obra, uma amplitude maior, mais possibilidades para
Seu jogo.
E de repente ouvi, como se viessem de todas as direções
da Terra, aquelas grandes notas musicais que às vezes são ouvidas no plano
sutil, parecidas com as notas do Concerto em D Maior de Beethoven, que vêm em
momentos de grande progresso, como se cinqüenta orquestras estivessem tocando
ao mesmo tempo em uníssono, sem uma única nota em falso, para expressar a
alegria dessa nova união entre a Natureza e o Espírito, o encontro de dois
amigos que voltaram a se encontrar após estarem separados por tanto tempo.
Então vieram estas palavras, “Ó Natureza, Mãe Material,
vós dissestes que ireis colaborar e não há limite ao esplendor dessa
colaboração.”
E a radiante felicidade desse esplendor foi sentida
em perfeita paz. É assim que a mensagem de Ano Novo nasceu.

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