O
primeiro, Muladhara, é o lugar onde todas nossas experiências
passadas estão depositadas. É o lugar onde o karma cristalizado de
todas as nossas encarnações anteriores está guardado, em estado
potencial. Se a pessoa chegar a controlar esse centro, será capaz de
recordar tudo a respeito de suas vidas anteriores.
O
segundo centro, Svadhishthana, é a fonte de todas as nossas forças
animais, as quais podem ser espiritualizadas e usadas em nosso
benefício quando se tem absoluto controle sobre esse chakra.
O
terceiro centro, Manipura, marca o clímax de todo gozo material,
poder, fama, saúde, beleza física e prosperidade; na verdade, tudo
que a pessoa possa pensar em obter nesse mundo, com o conhecimento de
seu valor espiritual.
Até
que se vá além de Manipura, uma corrente que se dirige para baixo
estará tentando pressionar Kundaliní para baixo. Antes de passar
desse centro, o yogue ainda não está seguro de ser capaz de
ascender além. Existe toda possibilidade de ficar apegado a certos
fenômenos que podem aparecer diante de si tomando formas bastante
sedutoras, levando-o de volta à escuridão. Por isso, o yogue deve
manter acesa a tocha da discriminação até conseguir ascender além
de Manipura.
Assim
que a Kundaliní atinge o próximo centro, Anáhata, uma corrente
naturalmente ascendente beneficiará o yogue e ele está
comparativamente salvo nesse estágio. A pessoa se torna altamente
espiritual e carrega uma mensagem de amor, amizade, ajuda, perdão,
paz e fraternidade a todos os seres. Sua personalidade é atrativa e
fascinante. Com a abertura do lótus do coração, a pessoa expressa
o amor em todo lugar e por tudo.
Vishuddha,
o quinto centro, traz em manifestação na personalidade do yogue a
beleza pura, a bondade pura e a verdade pura. Ele se torna um artista
da mais elevada ordem. Tudo que vem dele cria beleza e bondade.
O
Ajna chakra, o sexto centro, é o estágio quando o yogue desenvolve
o conhecimento absoluto. Nada há no universo ou além, no presente,
passado ou futuro, que ele não conheça. Não há limite à sua
compreensão. Conhecimento é satisfação, conhecimento é
liberdade, conhecimento é bem-aventurança. Mas ainda existe uma
limitação que ele deve superar. Ele conhece tudo, mas ainda não se
tornou Aquilo.
No
estágio final, Sahasrara, aquela pequena distinção entre o Eu e
não-Eu desaparece. A pequena gota dágua se dissolve no oceano e se
torna inseparável dele. É o estágio conhecido como nirvikalpa
samadhi, onde seu pequeno eu, sua individualidade mortal e limitada
se expande até o infinito, expressa o Todo e torna-se um com o
Absoluto. Você vai além do tempo, espaço e causalidade. Nesse
estágio a Kundaliní despertou completamente e inicia-se uma nova
fase em seu desenvolvimento espiritual.

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