25.5.16

OS CHAKRAS E SUAS QUALIDADES – Swami Gnaneswarananda


O primeiro, Muladhara, é o lugar onde todas nossas experiências passadas estão depositadas. É o lugar onde o karma cristalizado de todas as nossas encarnações anteriores está guardado, em estado potencial. Se a pessoa chegar a controlar esse centro, será capaz de recordar tudo a respeito de suas vidas anteriores.

O segundo centro, Svadhishthana, é a fonte de todas as nossas forças animais, as quais podem ser espiritualizadas e usadas em nosso benefício quando se tem absoluto controle sobre esse chakra.

O terceiro centro, Manipura, marca o clímax de todo gozo material, poder, fama, saúde, beleza física e prosperidade; na verdade, tudo que a pessoa possa pensar em obter nesse mundo, com o conhecimento de seu valor espiritual.

Até que se vá além de Manipura, uma corrente que se dirige para baixo estará tentando pressionar Kundaliní para baixo. Antes de passar desse centro, o yogue ainda não está seguro de ser capaz de ascender além. Existe toda possibilidade de ficar apegado a certos fenômenos que podem aparecer diante de si tomando formas bastante sedutoras, levando-o de volta à escuridão. Por isso, o yogue deve manter acesa a tocha da discriminação até conseguir ascender além de Manipura.

Assim que a Kundaliní atinge o próximo centro, Anáhata, uma corrente naturalmente ascendente beneficiará o yogue e ele está comparativamente salvo nesse estágio. A pessoa se torna altamente espiritual e carrega uma mensagem de amor, amizade, ajuda, perdão, paz e fraternidade a todos os seres. Sua personalidade é atrativa e fascinante. Com a abertura do lótus do coração, a pessoa expressa o amor em todo lugar e por tudo.


Vishuddha, o quinto centro, traz em manifestação na personalidade do yogue a beleza pura, a bondade pura e a verdade pura. Ele se torna um artista da mais elevada ordem. Tudo que vem dele cria beleza e bondade.

O Ajna chakra, o sexto centro, é o estágio quando o yogue desenvolve o conhecimento absoluto. Nada há no universo ou além, no presente, passado ou futuro, que ele não conheça. Não há limite à sua compreensão. Conhecimento é satisfação, conhecimento é liberdade, conhecimento é bem-aventurança. Mas ainda existe uma limitação que ele deve superar. Ele conhece tudo, mas ainda não se tornou Aquilo.

No estágio final, Sahasrara, aquela pequena distinção entre o Eu e não-Eu desaparece. A pequena gota dágua se dissolve no oceano e se torna inseparável dele. É o estágio conhecido como nirvikalpa samadhi, onde seu pequeno eu, sua individualidade mortal e limitada se expande até o infinito, expressa o Todo e torna-se um com o Absoluto. Você vai além do tempo, espaço e causalidade. Nesse estágio a Kundaliní despertou completamente e inicia-se uma nova fase em seu desenvolvimento espiritual. 

 

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