Se tirarmos a espinha humana com o
cérebro e sua extensão, a medula espinhal, notaremos a forma de uma
serpente. Esta serpente é a imagem da forma de manifestação do
Logos (Divindade) no macrocosmo e, no homem, o microcosmo. É também
a imagem da resistência ao Logos, de sua localização no homem: a
medula espinhal.
Esta “serpente espinhal” criada
da mais refinada matéria etérea é a portadora do poder criador
divino, de nossa vida. O poder emana com frequência gradualmente
crescente nos sete centros espirituais, por meio de órgãos
adequados, que mantêm o poder criador como resistência.
No antigo Egito, o iniciado usava
uma fita de ouro em seu adorno frontal, o qual simbolizava uma
serpente com a cabeça erecta. Ser “iniciado” significava que o
homem se conscientizara dos sete níveis de auto-revelação ou
autopercepção, e portanto, no Logos-serpente como um todo. Assim
era um homem que alcançara a consciência universal.
A erecta serpente de Esculápio,
bebendo o elixir da vida em uma taça rasa, representa também a
criadora serpente-força da espinha humana. É a plenitude absoluta,
portanto a saúde, e consequentemente tem também o poder de curar
todas as doenças, isto é, todas as formas de degeneração.
Encontramos esta mesma serpente na
Índia, conhecida como Kundaliní. Enquanto o homem permanecer
inconsciente, com seus mais altos centros nervosos ainda em latência,
a serpente continua enrodilhada no centro de energia inferior, cuja
sede é a vértebra terminal, o cóccix, isto é, no polo negativo da
tensão vital!
À medida que o homem se
conscientiza e seus centros energéticos são ativados no processo,
lentamente a serpente Kundaliní se desenrola e se estira cada vez
mais para cima, fixa-se sucessivamente em e estimula cada centro
nervoso e ascende ao centro mais elevado, que tem sua sede na parte
mais alta da cabeça, no crânio. Aí, une-se ao polo positivo que se
aloja no sétimo centro energético. Então, ela se conserva erecta,
como a serpente de Esculápio.
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