As leis da matéria são: contração, resfriamento,
inflexibilidade, endurecimento e solidificação. As leis do espírito são: fogo,
tepidez, calor, expansão e radiação. Para o espírito é pecaminoso manifestar os
atributos da matéria. Igualmente é pecaminoso para a matéria manifestar os
atributos do espírito.
O Logos, o princípio criador, é espírito, e se se encarna na
matéria deve submeter-se às leis da matéria e sujeitar-se a seus atributos.
Somente assim, pode o Logos espiritualizar a matéria e reconduzi-la a Deus.
A vida encarnou-se na matéria, onde envolveu-se numa carapaça
adequada, o corpo, e nele formou órgãos capazes de gerarem sempre outros
corpos. A divina corrente vital flui ininterruptamente por estes corpos,
formando sempre novas carapaças, que sempre se tornam mais aptas a conter e a
manifestar as vibrações do espírito, como resistência.
E enquanto carapaça material, viva e ainda inconsciente, a
pessoa leva sua existência sombria e está sendo trabalhada, em verdade,
atormentada fora de sua mente inconsciente, pela vida que em sua forma
materializada é a energia sexual, de modo que sua conscientização irrompa.
No indivíduo, a parte ainda inconsciente do Ser que se
materializou, o Ser mais alto, o Logos, impele-o constantemente, através da
energia sexual, a tornar-se autoconsciente em seu corpo material, e a vir a
conhecer a essência do seu ser mais profundo, Deus, isto é, a alcançar o
autoconhecimento.
Enquanto o homem permanece inconsciente, experimenta Deus em
seu íntimo como desejo sexual. Quando se conscientiza, experimenta Deus como
seu próprio Ser, seu Eu – como Eu Sou! Deus é para o homem o estado absoluto de
autoconsciência.

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