Sansão possuía um poder mágico incomparável e invencível, que
se irradiava de seus centros cerebrais superiores, isto é, de sua cabeça,
semelhante a uma espessa cabeleira. Este poder também o dotava da força física
legendária que desapareceu com o cabelo raspado, quando ele dirigiu sua força
criadora mágica para os centros inferiores e usou-a em intercurso sexual com
Dalila.
Simultaneamente “ficou cego” e perdeu a visão e liberdade
espirituais: foi posto na “prisão”, agrilhoado em si mesmo e isolado. Porque
“encontrou o caminho do auto-retorno” na “prisão”, e reteve sua energia em si
mesmo, pôde transformá-la, uma vez mais, em força criadora mágica que os
centros superiores reativados reemitiram.
Seu cabelo (a luz que se irradiava de sua cabeça),
propiciador de potência, recomeçou a crescer, alongou-se, e ele uma vez mais se
tornou apto a executar atos sobrenaturais e pôde destruir o palácio real – a
identificação da consciência com o reino da matéria. Assim foi libertado do sofrimento.
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