Não temos evoluído sozinhos,
nem estamos sós agora. Quando a divina centelha dentro de cada um de
nós nos tirou do Jardim do Eden (o Jardim do Eden simboliza nosso
tempo pré-encarnatório, quando vivíamos em inocência e proteção
divina), e disse: “Você evoluiu e caminhou um longo caminho
através dos reinos inferiores da natureza, e agora ganhou o direito
de trabalhar seu próprio destino vivendo como um ser humano”, essa
divindade não nos abandonou.
Ela retirou-se para a
profundeza de nossas almas, e permanece ali hoje. Todo dia de nossas
vidas ela nos está dizendo, se ao menos pudéssemos ouvir: “Você
é meu filho pródigo. Siga seu caminho, através do sofrimento e da
alegria que trouxer para si mesmo. Mas lembre que a partir de agora
você deve através de seu próprio livre arbítrio viajar pelos
ciclos de experiência. Então ganhará o direito de voltar para mim,
estará rico e forte espiritualmente.”
Aquela centelha divina nunca
nos abandonou, e nunca nos abandonará; pois sua natureza é irradiar
sua influência até que, não apenas reconheçamos sua presença,
mas também nos determinemos a trabalhar com ela.
Não, nunca estivemos sós,
nem carregamos todo o karma do passado numa única vida. Afinal, em
nossas milhares de vidas, também semeamos belas flores e não apenas
sofrimentos no jardim da alma.
Nunca devemos sentir que não
suportamos o peso de nosso destino, “Deus adequa o peso aos ombros
de cada um”. Isto é, a divindade interior, que é na verdade nosso
Pai que age como nosso protetor, permite que lidemos apenas com
aquela porção de karma que nossa força nos permite carregar.
Podemos ter a esperança de
que, quando nossos problemas parecerem maiores do que podemos
suportar, existirá sempre dentro de nós aquele guardião que nos
assegura o poder e a sabedoria para encarar o desafio. O próprio
fato de estarmos na Terra hoje é uma prova de que não perdemos
contato com nosso deus interior, pois do contrário não estaríamos
aqui como almas humanas que evoluem.
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