Havia um yogue casado na
Índia cuja mulher era a encarnação do mau humor. Nada que o yogue fizesse
conseguia agradar ou contentar a esposa. Até os vizinhos viviam reclamando
daquele gênio intempestivo.
O yogue, com sua bondade
natural e seguro em sua tranquilidade interior, pacientemente a deixava em paz
na esperança de que o tempo a reformasse. Mas ela não tinha paciência nenhuma e
estava firmemente determinada a acabar com o que considerava ser uma
espiritualidade nada prática do marido.
Nunca tendo conseguido
nada com todos os esquemas diabólicos antes tentados, certo dia ela queimou
todos os livros do yogue e terminou por incendiar a casa também.
Nesse dia o yogue se
aproximou da mulher e disse: “Minha querida, foi Deus quem a enviou a mim. Todo
esse tempo você me ensinou a ser paciente. Agora curou minha última
enfermidade, que era o amor e o apego aos livros e à casa.”
Quem ou o que pode
perturbar a mente tranquila e treinada de um verdadeiro yogue?

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