25.9.17

A PACIÊNCIA DO YOGUE – P. Yogananda


Havia um yogue casado na Índia cuja mulher era a encarnação do mau humor. Nada que o yogue fizesse conseguia agradar ou contentar a esposa. Até os vizinhos viviam reclamando daquele gênio intempestivo.

O yogue, com sua bondade natural e seguro em sua tranquilidade interior, pacientemente a deixava em paz na esperança de que o tempo a reformasse. Mas ela não tinha paciência nenhuma e estava firmemente determinada a acabar com o que considerava ser uma espiritualidade nada prática do marido.


Nunca tendo conseguido nada com todos os esquemas diabólicos antes tentados, certo dia ela queimou todos os livros do yogue e terminou por incendiar a casa também.

Nesse dia o yogue se aproximou da mulher e disse: “Minha querida, foi Deus quem a enviou a mim. Todo esse tempo você me ensinou a ser paciente. Agora curou minha última enfermidade, que era o amor e o apego aos livros e à casa.”

Quem ou o que pode perturbar a mente tranquila e treinada de um verdadeiro yogue?


Nenhum comentário:

Postar um comentário