26.7.13

AUTOENTREGA OU INDEPENDÊNCIA - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

O que é autoentrega? É quando a pessoa se dá inteiramente ao Divino. E então o que acontece? Se você se entrega inteiramente ao Divino, é Ele que faz o yoga, não mais você. 

Enquanto que, se você fizer o yoga (pranayama e concentração), é você mesmo quem faz o yoga e carrega toda a responsabilidade. Mas há pessoas que preferem ter toda a responsabilidade, com seus perigos, porque elas têm um espírito muito independente. Talvez elas não tenham grande pressa – se precisarem de várias vidas para ter sucesso no yoga, isso não lhes importa. 

Mas há outros que querem ir mais rápido e estar seguros de alcançar a meta; estes entregam a responsabilidade ao Divino (o Ser Interior).


(Nota: a autoentrega ao Divino só é possível depois de um longo caminho percorrido na prática de qualquer dos yogas, e não pode ser realizada enquanto o ego estiver no comando). 

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25.7.13

A VAIDADE EM PLANTAS E ANIMAIS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Existem plantas que são vaidosas! Se alguém lhes faz um cumprimento, por palavras ou sentimentos, se a pessoa as admira, elas levantam a cabeça – com vaidade! 

É o mesmo com os animais. Em Paris, no Jardim das Plantas, existem muitas plantas, bem como alguns animais. Um dia eles receberam um magnífico leão, que ficava numa jaula. E ele estava furioso. Havia uma porta atrás da qual ele podia se esconder. E ele se escondia sempre que os visitantes vinham vê-lo! 

Vi aquilo e um dia fui até a jaula e comecei a falar com ele (os animais são sensíveis à linguagem falada, eles realmente escutam). Comecei a falar suavemente com meu leão. Disse a ele, “Oh! Como você é belo, que pena que se esconde assim, como eu gostaria de vê-lo...” 

Bem, ele ouviu. Então, pouco a pouco, ele olhou-me desconfiadamente, e devagar esticou seu pescoço para ver-me melhor; depois mostrou sua pata e, finalmente, colocou a ponta de seu focinho nas barras da jaula, como a dizer, “Finalmente, aqui está alguém que me entende!”



O INSTINTO NOS ANIMAIS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Em seres humanos raramente encontrei algumas das virtudes que tenho visto nos animais. Como nos gatos, por exemplo: eles são criaturas maravilhosas. 

Conheci gatas-mães que se sacrificavam inteiramente por suas crias, nelas o amor materno estava manifesto num grau que poucos humanos poderiam supor. 

Certa gata nunca tocava seu alimento, até que seus filhotes tivessem comido tudo que precisassem. Vi uma outra gata que ficou oito dias ao lado de seus filhotes, sem satisfazer qualquer de suas necessidades (da mãe), porque temia deixá-los sozinhos. 

Outra repetiu mais de 50 vezes o mesmo movimento para ensinar a seu filhote como pular de um muro para uma janela, com um cuidado, uma inteligência, uma habilidade, que muitas mulheres não têm. 

E por que é assim? É tudo por instinto espontâneo. Mas o que é instinto? É a presença do Divino nas espécies animais, em seu ser psíquico; mas este ser é coletivo, não individual. Tenho visto nos animais todos os sentimentos de que os homens se orgulham tanto. A única diferença entre homens e animais é que estes últimos não podem falar de seus sentimentos, e por isso os consideramos seres inferiores, já que não nos inundam de livros dizendo o que sentiram.


SONHOS E RELACIONAMENTOS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram



Em sonhos encontramos e conhecemos pessoas que encontraremos e conheceremos mais tarde no mundo exterior. Isto se dá por causa das afinidades que levam certas pessoas a se encontrarem, afinidades no mundo mental ou vital. 

As pessoas frequentemente se encontram nestes planos antes de se encontrarem na terra. Ali elas podem se encontrar, conversar e ter todas as relações que acontecem na terra. Alguns sabem destas relações, outros não. 

Alguns, a maioria, são inconscientes da existência interior, e acontece que quando eles encontram um novo rosto no mundo exterior, este lhes parece muito familiar e conhecido.

19.7.13

TIPOS DE CONCENTRAÇÃO NO YOGA - Swami Sivananda

Os bhaktas (devotos) devem se concentrar no coração (anáhata). Os yoguins e vedantas devem se concentrar no ajna chakra (entre as sobrancelhas). O topo da cabeça (sahásrara) é outro local de concentração, alguns vedantas se concentram ali.

Persevere num centro de concentração. Se você se concentrar no coração, permaneça nele. Nunca mude. Se você for discípulo de um guru, ele selecionará um centro de concentração para você. Se você for uma pessoa que confia em si, você mesmo pode escolher esse centro.

Sente-se no chão sobre uma manta com as pernas cruzadas (ou ainda numa cadeira em que a coluna fique ereta), no seu quarto de meditação. Leve os olhos suavemente para o espaço entre as sobrancelhas (ajna chakra). Pratique suavemente esse olhar fixo por alguns minutos, enquanto se sentir confortável. Não deve haver o menor abuso nesse exercício.

Quem deseja adquirir Ananda (bem-aventurança), deve se concentrar no coração (anáhata chakra).



Um hatha yoguin concentra sua mente no Sushumna nadi ou noutro centro específico ou chakra. Quem se concentra em ajna chakra, domina automaticamente todos os outros centros inferiores.

Quando houver concentração profunda, você se sentirá inebriado e experimentará uma grande alegria. Você se esquecerá do corpo e de onde você está. Todo o Prana será concentrado em sua cabeça.

O pranayama, ou controle da respiração, removerá o véu de tamas (inércia) e rajas (atividade) que envolvem o sattva (harmonia) de sua mente. O pranayama purifica os nervos e a mente.





A CONCENTRAÇÃO DA MENTE - Swami Sivananda

Concentração é a estabilização da mente, o desenvolvimento de seus poderes. Se sua mente estiver inquieta, você não pode progredir. Silencie os pensamentos borbulhantes e acalme as emoções. Não existirá concentração se não houver alguma coisa em que a mente possa se fixar.

Não deve haver tensão no cérebro durante a concentração. Não lute ou dispute com a mente. Cada vez que ela se distrair, traga-a gentilmente de volta à concentração no objeto exterior ou interior.

O celibato, o pranayama, a limitação de desejos e atividades, a renúncia aos espetáculos sensuais, o silêncio, o aniquilamento do desejo sexual, da cobiça e raiva, o não envolvimento com pessoas indesejáveis, tudo isso aumenta o poder de concentração.



No início a mente deve ser exercitada na concentração de coisas mais concretas, e mais tarde pode se concentrar em idéias abstratas.

Formas concretas: concentre-se num ponto preto na parede, na chama de uma vela, numa estrela brilhante, na lua, na imagem de OM (AUM), no Senhor Siva ou Devi ou outra forma divina. Faça isto com os olhos abertos.

Formas sutis: sente-se diante de uma imagem divina e feche os olhos. Mantenha essa imagem no espaço entre as duas sobrancelhas ou no coração. Concentre-se no Muladhara, Anahata ou  Ajna ou qualquer outro chakra. Concentre-se nas qualidades divinas como o amor, a misericórdia ou outra idéia abstrata.

DESENVOLVA OS PODERES DA MENTE - Swami Sivananda

A mente opera maravilhas. Um pensamento errado amarra, um pensamento certo liberta. Por isso, pense corretamente e seja livre.

Querido filho! Desenvolva os poderes ocultos da mente. Feche os olhos. Concentre-se lentamente. Com a concentração você poderá ver objetos distantes, ouvir sons longínquos, enviar mensagens para qualquer lugar, curar pessoas que estão a milhas de distância, mover-se a lugares distantes. 

Acredite no poder da mente. Lembre-se que a mente nasceu do Atman (o Eu universal). A mente cósmica é a mente universal. A mente cósmica é Ishvara (Deus). A mente humana é um fragmento da mente universal. Aprenda a integrar sua pequena mente na Mente Cósmica e a obter a onisciência e experimentar a consciência cósmica.

Mantenha sempre uma mente equilibrada. Mantenha o equilíbrio no prazer e na dor, no frio e no calor, nos lucros e nas perdas, no sucesso e no fracasso, no louvor e na crítica, no respeito e no desacato. Se puder fazê-lo, será um poderoso rei na terra. Será o homem mais rico, embora esteja vestido de trapos e não tenha o que comer. Será muito forte, apesar de ter uma forma física frágil.

As pessoas comuns perdem o equilíbrio por coisas insignificantes. Perdem o controle de seus nervos e ficam rapidamente irritadas. Quando alguém perde o controle dos nervos desperdiça energia. Aqueles que desejam desenvolver o equilíbrio da mente devem desenvolver a discrição e praticar o celibato e a concentração. 

A concentração é difícil de se obter. Os sentidos provocam você e perturbam sua paz de espírito. Domine-os. Refreie-os como faria com seus inimigos no campo de batalha. Isso não é trabalho de um dia. Requer paciência e sádhana (práticas espirituais) por um longo tempo.

Se um método  falhar, você deve se valer de outro. A prática requer paciência, perseverança, vontade férrea, inteligência e coragem. Mas a recompensa é valiosa. É a Imortalidade, a Paz Suprema e a Felicidade Infinita.