Em toda religião, dizem a
você que “esta é a verdade”, e você se conforta. Isto é muito conveniente, você
não precisa tentar entender. Você pensa que aqueles que não creem no mesmo que você estão no
erro, e você inclusive ora pelos que estão fora da “Verdade”. Mas em
todas as religiões há pessoas que sabem mais e não creem nestas coisas.
Conheci alguém assim, da fé
católica. Ele era um grande homem. Eu lhe disse: “Por que vocês usam este
método? Por que perpetuam a ignorância?” Ele respondeu: “É a política da paz
mental. Se não agirmos assim, as pessoas não nos ouvirão. Existem em nossa
religião, assim como nas antigas iniciações, pessoas que têm o verdadeiro
conhecimento. Mas elas são proibidas de falar sobre isso. Todas essas imagens
religiosas são símbolos que representam algo diferente do que é ensinado. Mas isso
não é revelado às pessoas.”
E a razão para isso é muito
generosa e gentil (de acordo com ele): “As pessoas que têm um cérebro minúsculo
– e há muitas assim – se lhes dissermos algo muito elevado, muito grandioso,
isto as perturba e elas se tornam infelizes. Para que perturbá-las inutilmente?
Elas não têm capacidade para encontrar a verdade. Se, no presente, você lhes
disser: ‘Se tiverem fé nisto, irão para o céu’, elas ficam felizes”.
É por isso que as religiões
se perpetuam, de outro modo não haveria religiões. Notem que digo isto a vocês porque sei que aqui vocês estão libertos das religiões. Se houvesse alguém aqui
que tivesse uma religião na qual acreditasse, eu lhe diria: “Está muito
bem, mantenha-se na sua religião.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário