O
caminho das reencarnações é longo, mas não infinito. Acabamos
esse ciclo depois de haver bem compreendido a última lição desta
terra e assimilado o primeiro princípio do ser. Então, em função
das tendências morais do indivíduo, entramos numa das três vias
seguintes.
Primeiro,
podemos escolher nossa fusão para sempre no espírito universal e
abandonar o fardo do eu individual na grande paz. Segundo, podemos
trocar este planeta por um outro mais adiantado, onde as formas e os
graus de existência são mais afinados e mais belos. Existem outros
globos habitados, mais ou menos evoluídos que o nosso, no universo.
Todo
ser humano cujo desenvolvimento se tornou tão completo que um
reaparecimento na terra seria para ele inteiramente inútil, adquire
naturalmente o direito de reencarnar-se num globo habitado por
criaturas mais evoluídas.
Terceiro,
podemos aceitar silenciosamente o terrível sacrifício de abandonar
as recompensas justamente ganhas e seguir de novo as reencarnações,
e aqui voltar em ajuda àqueles que avançam com dificuldades nas
trevas da ignorância e da confusão. Neste caso, condenando-nos a
descer de novo no meio da humanidade sofredora, precisamos prever que
ficaremos incompreendidos por aqueles que procuramos ajudar, e não
deveremos contar com seu reconhecimento.
É
a força dos desejos que conduz o homem comum no ciclo de suas
existências terrestres; no caso do sábio, é uma imensa piedade.

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