30.5.14

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE PRANAYAMA - Swami Ashokananda


Prânâyâma, se for praticado erradamente, pode arruinar os nervos e o cérebro. Quando regulamos nossa respiração e a fazemos fluir ritmicamente, ou quando a retemos, despertamos pensamentos sutis na mente. Estes pensamentos nem sempre são puros e nobres. Existem muitas tendências más latentes em nós.

Estas tendências más, embora estejam ocultas, existem na mente. Quando elas são forçadas a subir ao nível da consciência, produzem perturbações na mente; e nós, com nosso fraco autocontrole, dificilmente podemos contê-las. Elas seguem quentes pelos nervos e cérebro e os arruínam, e o resultado frequentemente é a degeneração sexual.

Os pensamentos sutis bons igualmente prejudicam o cérebro e os nervos. Pois os nervos e o cérebro há muito estão acostumados às percepções materiais. A intensidade e o poder dos pensamentos sutis se tornam difíceis de suportar. Assim, as consequências de Prânâyâma, em ambos estes aspectos, são desastrosas.

Não é suficiente despertar pensamentos sutis. Não devemos esquecer que, se  Prânâyâma desperta os deuses em nós, ele também desperta os demônios; e ambos, deuses e demônios, quando são subitamente despertados, nos são prejudiciais.

Prânâyâma só pode ser beneficamente praticado quando estamos firmemente estabelecidos em caráter moral, quando eliminamos de nossas mentes desejos e tendências básicas, quando uma alta consciência moral se tornou nosso nível normal, quando as emoções e percepções sutis se tornaram habituais para nós, e quando nossos nervos e cérebro se tornaram acostumados a carregar pensamentos e emoções sutis.

Isto é, uma fatigante caminhada montanha acima deve ser feita antes que Prânâyâma possa se tornar uma prática benéfica para nós. Pranayama nunca deve ser praticado por alguém que não observa Brahmacharya (continência). Ele será demasiado para os nervos e cérebro fracos de uma pessoa não continente. 


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