Prânâyâma, se for praticado erradamente, pode arruinar os nervos e
o cérebro. Quando regulamos nossa respiração e a fazemos fluir ritmicamente, ou
quando a retemos, despertamos pensamentos sutis na mente. Estes pensamentos nem
sempre são puros e nobres. Existem muitas tendências más latentes em nós.
Estas tendências más, embora estejam ocultas, existem na mente.
Quando elas são forçadas a subir ao nível da consciência, produzem perturbações
na mente; e nós, com nosso fraco autocontrole, dificilmente podemos contê-las. Elas
seguem quentes pelos nervos e cérebro e os arruínam, e o resultado
frequentemente é a degeneração sexual.
Os pensamentos sutis bons
igualmente prejudicam o cérebro e os nervos. Pois
os nervos e o cérebro há muito estão acostumados às percepções materiais. A
intensidade e o poder dos pensamentos sutis se tornam difíceis de suportar. Assim,
as consequências de Prânâyâma, em ambos estes aspectos, são desastrosas.
Não é suficiente despertar pensamentos sutis. Não devemos esquecer
que, se Prânâyâma desperta os deuses em
nós, ele também desperta os demônios; e ambos, deuses e demônios, quando são
subitamente despertados, nos são prejudiciais.
Prânâyâma só pode ser beneficamente praticado quando estamos
firmemente estabelecidos em caráter moral, quando eliminamos de nossas mentes
desejos e tendências básicas, quando uma alta consciência moral se tornou nosso
nível normal, quando as emoções e percepções sutis se tornaram habituais para nós,
e quando nossos nervos e cérebro se tornaram acostumados a carregar pensamentos
e emoções sutis.

Nenhum comentário:
Postar um comentário