Passei mais de 20 anos estudando várias formas de meditação. Às vezes
estudava nos livros, mas mais diretamente estudei com instrutores de renome.
Recitei mantras, pratiquei técnicas de respiração, prestei atenção à respiração
e observei os pensamentos em minha mente.
Pratiquei yoga âsanas. Fiquei sobre minha cabeça! Pratiquei meditação
uma vez por dia, duas vezes por dia, três vezes por dia. Repeti o gayatri
mantra 125.000 vezes em 30 dias. Meditei de manhã, meditei à noite, meditei no
meio do dia.
Fui a retiros espirituais. Permaneci ao lado do fogo sagrado uma noite
inteira. Fixei o olhar em velas. Pratiquei Bhakti Yoga, Karma Yoga, Jnana Yoga
e Hatha Yoga.
Até mesmo morei num ashram de yoga por mais de um ano. Levantava-me às
cinco da manhã para fazer uma hora de Hatha Yoga e uma hora de meditação e
pranayamas. Também fazia pranayamas antes do almoço, e mais uma hora de meditação
e pranayama antes de deitar.
Fiz jala neti, sutra neti, dhoti e muitos outros exercícios de
purificação e limpeza. Tudo isso combinado com uma grande dose de serviço
inegoísta (ou pelo menos tão inegoísta quanto me era possível à época). Tudo
foi uma experiência valiosa, aprendi muito e as práticas me prepararam para
futuros desenvolvimentos.
Entretanto, no que respeita à meditação, não acho que fui muito longe.
Podia sentar-me durante uma hora sem me mover muito. Minha mente vagava por
todo canto, minhas pernas doíam e eu frequentemente caía no sono.
Não tinha nenhuma pista para saber se estava próximo a entrar em
meditação, ou se tinha estado meditando. Meus instrutores me diziam, “Continue
praticando – você conseguirá mais cedo ou mais tarde” ou “Quanto mais você
tentar conseguir, mais fácil será.”
Durante um tempo abandonei toda meditação. Fiquei desencorajado. Eu
tinha trabalhado duro. Tinha acreditado que a meditação era boa para curar meus
males, que era boa para a alma e me ajudaria a encontrar a verdadeira
felicidade, contentamento e iluminação.
Entretanto eu não sabia se estava perto de conseguir, ou se estava um milhão
de milhas longe. Meus instrutores não faziam uma análise de minha prática
meditativa. O que eu sempre ouvia era, “Continue praticando, quando estiver
pronto será iniciado numa prática superior. Primeiro tem que se preparar.” Depois
de mais de 20 anos, eu estava pronto para dar o fora.
Anos mais tarde descobri Kriya Yoga, ensinada por Paramahansa Yogananda.
Com a Kriya Yoga aprendi a sentar, fechar meus olhos, concentrar-me no olho
espiritual e ouvir o som de OM. Não posso dizer que meu sucesso foi total, mas
sinto muito mais paz agora, sinto já a aproximação do estado meditativo.
Monjas da SRF
Monjas da SRF
Além disso, às vezes experimento saltos intuitivos e frequentemente
tenho uma melhor perspectiva da vida, de meus relacionamentos e de meu
trabalho.
Como é excitante finalmente experimentar algumas das coisas maravilhosas
que eram prometidas quando comecei a prática de meditação, tais como a paz
mental, a concentração e o estado mental refrescante e relaxante que advém das
práticas de Kriya Yoga.
Naturalmente, no passado ao meditar tive momentos de paz mental, mas
duravam apenas uns poucos momentos. Com Kriya Yoga permaneço em paz e bem-estar
por um período muito mais longo; se medito 30 minutos de manhã, é o suficiente
para estar bem o dia todo.
A meditação certamente é um processo complexo; Patanjali nos Yoga Sutras
fala sobre “aquietar as modificações da mente” e isso requer tempo e prática.
De todo modo, creio que minhas práticas anteriores estabeleceram uma boa base
para meu posterior avanço na prática de Kriya Yoga. Os longos anos de prática
constroem o caráter e preparam o estudante para as mudanças que acontecerão em
seu corpo, mente e personalidade.
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