Observando-se o Universo,
são detectadas aproximadamente mais de cem bilhões de galáxias, sendo que aquela
na qual se encontra a Terra é constituída de duzentos e cinquenta bilhões de
estrelas, qual nuvem de poeira sideral espraiando-se pelos espaços
imensuráveis do Cosmo.
Segundo alguns
estudiosos, especializados em astronomia, nossa galáxia teria a forma de um
hiperbolóide tetradimensional, que mereceu de Albert Einstein a conceituação de
ser um hipercilindro tetradimensional, com uma extensão de cento e vinte mil
anos-luz e um diâmetro de trinta mil anos-luz... Nesse colosso, o Sistema Solar
quase não tem significado, podendo ser considerado um perdido grânulo de pó,
sem qualquer sentido astronômico.
Reflexionando-se que o Big
Bang, que teria dado início ao Cosmo, ocorreu há quinze bilhões de anos -
dado, aliás, muito discutido, em razão de haver-se detectado estrelas cuja origem
remontaria a época muito mais recuada - partindo-se da premissa materialista de
que todos os astros aí se originaram, aqueles astros que se hajam deslocado do
epicentro e conseguido condensar-se com maior anterioridade do que a Terra possuiriam
condições específicas para manifestar a vida, que agora estaria em um estágio mais
adiantado do que a do homem contemporâneo.
Desse modo, em nossa galáxia,
se for levada em conta a possibilidade de que ao redor de cada estrela se
apresentam em órbita gravitacional alguns planetas, seria óbvio supor-se que se
encontrariam na ordem de milhões aqueles que manifestariam vida dentro dos padrões
conhecidos, desde que a sua origem ocorreu no fulcro central de onde surgiu
também o orbe no qual evoluímos.
A Terra pequenina,
porém, se nos apresenta gigantesca, em razão de possuir uma massa de
significativos seis sextilhões de toneladas, que representam, por centímetro
cúbico, uma massa específica de 5,5 gramas. No entanto, o Sol que a vitaliza, é
maior um milhão e trezentas mil vezes, constituído por uma massa trezentas e
trinta e três mil vezes mais volumosa.
Por sua vez, o Sol é um
milhão e trezentas mil vezes menor do que as estrelas de primeira grandeza como
Canópus, Sírius, Betelgeuse, Antares, que em triunfo entoam um hino de glória à
Criação.
Avançando na análise e
penetração dos insondáveis abismos siderais, os mesmos astrofísicos detectaram
os quasares azuis, que são fontes quase inesgotáveis de radioenergia, que se
localizam distantes uns dos outros em média de cinco a dez bilhões de anos-luz.
A radioenergia que exterioriza cada um deles corresponde em um segundo à que
decorre da desintegração de um bilhão de sóis...
Cuidadosas investigações
demonstram que o Universo continua expandindo-se e, ao mesmo tempo que
partículas prosseguem distanciando-se do epicentro que lhes deu origem, outras
já se encontram viajando de retorno ao núcleo.
Velozmente avançando no
conhecimento do Cosmo, descobriram também que todo ele é resultado de peculiar substância
negra, ainda não fotografada, porque invisível, no entanto, responsável por quase
tudo quanto nele existe. Tal substância, em razão da sua peculiaridade, seria
constituída de neutrino - micropartícula concebida pelo físico alemão Wolfgang
Pauli, em 1930, e somente detectada por fotografia de alta velocidade em região
muito profunda do solo, no ano de 1955 — e que, embora considerada matéria, é
destituída de massa, de campo magnético e de campo elétrico, apesar de presente
em todo o Universo.
As observações mais
audaciosas através de imagens captadas e transmitidas pelo telescópio Hubble,
em órbita terrestre, registaram o contínuo surgimento de novas galáxias e o aniquilamento
de estrelas e outros conglomerados absorvidos pela força gravitacional dos
denominados buracos negros.
Qual seria, perguntar-se-ia,
a finalidade de um Universo desconhecido, infinito e em desenvolvimento
incessante, nem sequer concebido em toda a sua grandiosidade, caso não exista vida
fora da Terra?
Após essa questão outras
surgiriam, como por exemplo: Existirá apenas um Universo, ou além do infinito
relativo existirão outros? E antes da sua existência, que havia?
A conceituação materialista
sonha com a presença de forças que se anulavam interminavelmente nesse nada antes
existente, até o momento em que algo modificou um dos campos e houve a
grande explosão que assinala o início de tudo.
E a imaginação perde-se
em conturbadas buscas para negar a Causalidade Universal Inteligente, geradora
dos efeitos conhecidos e de outros ainda não detectados, exclusivamente com o
desejo mórbido de tudo reduzir ao caos.
Apesar da teimosa e
continuada obstinação negativista, paira acima de todas as dúvidas a lógica
derivada da razão, afirmando que a vida não é patrimônio do acaso, do vácuo, do
não existente. Como inevitável consequência, expressa-se em dimensões variadas,
inimagináveis, povoando todo o mundo de energia, onde quer que se apresente, e
de forma inteligente em lugares que lhe propiciem o crescimento, a evolução.

Quando o homem conseguir
chegar ao planeta Marte, visitando-o pessoalmente, em oportuna viagem espacial,
após haver estado na lua, onde erguerá plataformas que facultarão os audaciosos
saltos, ele terá mais amplos conhecimentos da realidade da vida, do Espírito
imortal que é, capacitando-se melhor e mais profundamente para curvar-se ante a
grandeza do Criador e erguer um hino de louvor à Vida, na qual se encontra mergulhado
e de onde não poderá fugir.
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