7.5.16

A PAZ DO YOGA – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram




Não se deve confundir inércia ou passividade sonolenta com calma. A quietude é um estado muito positivo; há uma paz positiva que não é o oposto de conflito – uma paz ativa, contagiosa, poderosa, que controla e acalma, que põe tudo em ordem, organiza.

Quando digo a alguém, “Seja calmo”, não estou dizendo “Vá dormir, seja inerte e passivo, e não faça nada”, longe disso! A verdadeira quietude é uma força muito grande. Aqueles que são realmente fortes, poderosos, são sempre muito calmos. É apenas o fraco que é agitado; quando a pessoa se torna verdadeiramente forte, ela fica calma, em paz, quieta, e possui o poder de suportar, encarar as ondas adversas que vêm descontroladas do exterior desejando perturbar a pessoa.

Essa verdadeira quietude é sempre um sinal de força. A calma pertence ao forte. E isso é verdadeiro mesmo no campo físico. Não sei se já observaram animais como leões, tigres, elefantes, mas é um fato que quando não estão em ação, estão sempre perfeitamente quietos. Um leão sentado e olhando para você sempre parece estar dizendo, “Oh, como você é inquieto!” Ele olha para você com tal ar calmo de sabedoria! E todo seu poder, energia, força física está ali, reunido, concentrado, e sem uma sombra de agitação, pronto para agir quando necessário.

Tenho visto pessoas, muitas pessoas, que não podiam sentar-se quietas por meia hora sem se inquietar. Tinham que mover um pé ou uma perna, ou um braço ou a cabeça; tinham que se agitar incessantemente o tempo todo, pois não tinham o poder ou a força para permanecer quietas.



Essa capacidade de permanecer quieto quando se quer, de reunir todas as suas energias e gastá-las como se deseja, completamente ou em parte quando se está em ação, com uma perfeita calma mesmo estando em ação – isso sempre é o sinal da força.

Pode ser força física ou força vital ou força mental. Mas se você estiver agitado, pode estar certo de que existe uma fraqueza em algum lugar de seu ser; e se sua inquietude é integral, é também uma fraqueza integral.

Então, se digo a alguém “Esteja quieto”, estou lhe dizendo, “Aquiete sua mente, não fique agitando sua cabeça, não se permita vários pensamentos, acalme-se.”


TUDO É RELATIVO – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram



Existem caminhos diretos e existem caminhos em forma de labirinto onde a pessoa parece distanciar-se por muito tempo antes de aproximar-se (do Divino). E existem seres que escolheram os caminhos de labirinto e que pretendem permanecer ali pelo tempo que puderem. De modo que, aparentemente, são seres que lutam contra o Divino.

Embora aqueles que são de um tipo superior saibam claramente que esta é uma luta absolutamente vã e inútil, ainda assim têm prazer nela. Mesmo que isso leve a sua destruição, eles decidiram empreendê-la. Existem seres humanos que também se entregam ao vício – um tipo de vício ou outro, como beber ou injetar drogas – e que sabem muito bem que isto os está levando à destruição e à morte. Mas eles assim escolheram, conscientemente.

Um devoto diz: Eles não têm controle sobre si mesmos.

A Mãe: Existe sempre um momento quando a pessoa tem autocontrole. Não há um ser humano que não tenha energia e capacidade para resistir a algo imposto a ele. As pessoas dizem: “Não posso agir diferente” – é porque no fundo de seus corações elas não querem agir diferente; elas aceitaram ser escravas de seu vício. Existe um momento quando a pessoa aceita.

Mas tudo depende da maneira de olhar as coisas. De um certo ponto de vista nada existe totalmente inútil no mundo. O que acontece é que, coisas que eram toleráveis e admissíveis num certo tempo, não mais são em outro tempo. E quando elas não são mais admissíveis, a pessoa começa a dizer que são más, porque então uma força de vontade desperta nela.

Tudo que existe tem sua necessidade e importância num dado momento. E à medida que a pessoa avança, essas coisas são rejeitadas ou substituídas por outras que pertencem ao futuro em vez do passado. Então, das coisas que não mais têm motivo de existir, a pessoa diz, “Essas coisas são más”, porque a pessoa tenta achar dentro de si uma alavanca para empurrá-las para fora, para quebrar aquele hábito.

Existem modos de ser, modos de sentir, modos de agir, que você tolera por um longo tempo, e que não lhe trazem problemas, não parecem a você que são inúteis ou maus para se livrar deles. E então, de repente certo dia, você não sabe por que ou o que aconteceu, mas sua visão muda, você olha as coisas e diz, “Mas o que é isto? Isto está em mim! Estou carregando isto em mim? Mas isto é intolerável, não o quero mais.” E de repente aquilo parece mau a você porque é hora de rejeitar aquelas coisas, pois elas não se harmonizam com a atitude que você tomou ou com o progresso que você fez em sua marcha para diante.



Mas talvez as mesmas coisas que parecem más para você seriam excelentes para outras pessoas que estão num nível inferior de evolução. Existe sempre alguém mais embrutecido, mais inconsciente, mais ignorante ou pior que você. Então, o estado que é intolerável para você, que você não pode mais manter, que deve desaparecer, talvez seria muito luminoso para aqueles que estão em degraus inferiores.

Mas que direito você tem de dizer, “Isto é mau”? Tudo que pode dizer é, “Não quero mais isto. Não está de acordo com minha maneira atual de ser”. Mas não se pode julgar. É impossível dizer, “Isto é mau”. No máximo se pode dizer, “Isto é mau para mim e deve ir embora.” E assim a pessoa se liberta daquilo.

E isso faz o progresso se tornar muito mais fácil, pensar e sentir assim ao invés de se sentar em desespero e ficar se lamentando sobre as coisas, sobre seus problemas e defeitos que tem. Você diz, “Não, não, essas coisas não tem mais lugar aqui, elas devem ir para outro lugar onde são bem-vindas. Quanto a mim, estou seguindo adiante, vou subir um degrau, seguirei em direção a uma luz mais pura e melhor; assim todas essas coisas que gostam da escuridão devem partir.”

Cada vez que a pessoa vê em si mesma algo que parece sórdido, bem, isso prova que ela progrediu. Então ao invés de lamentar e se desesperar, a pessoa deve ficar feliz e dizer, “Ah! Isso é bom. Estou progredindo.”



5.5.16

EVOLUÇÃO ESPIRITUAL E SENSIBILIDADE – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram




Acho que quanto mais a pessoa é evoluída espiritualmente, mais dificuldades ela tem, apesar de estar mais preparada para encarar as dificuldades. Mas quanto mais evoluída, mais a pessoa está em contradição com o estado presente do mundo. E quando se está em oposição a algo, o resultado são dificuldades.

E tenho notado que frequentemente os que têm muitas dificuldades são aqueles que estão em contato mais ou menos próximo com seu ser interior. As pessoas que têm de lutar mais e que têm mais razão para sofrer são aquelas que são muito evoluídas espiritualmente.

O desenvolvimento espiritual tem um resultado duplo. Com o desenvolvimento espiritual, a sensibilidade aumenta. E com o aumento da sensibilidade, há também o crescimento da capacidade de sofrer; mas existe também o outro lado, isto é, quanto mais a pessoa está em contato com o ser interior, mais ela enfrenta as circunstâncias da vida de um modo totalmente diferente e com um tipo de liberdade interior que a faz capaz de interiorizar-se e não sentir o choque como outras pessoas sentem.

Você pode encarar a dificuldade ou as coisas exteriores com calma, paz e um conhecimento interior suficiente para não ser perturbado. Assim, de um lado você é mais sensível, e de outro você tem mais força para lidar com a sensibilidade.

Imagem relacionada

27.4.16

CONTROLE DAS ENERGIAS SEXUAIS – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram




Um discípulo pergunta sobre continência sexual, e a Mãe responde:

MÃE: Isso é bem conhecido nas disciplinas yóguicas na Índia, quando a pessoa começa a se tornar consciente de suas energias e ter controle sobre elas.  Você conhece a teoria dos diferentes chakras onde as energias são concentradas? Geralmente se diz que existem cinco. Mas o verdadeiro número é sete ou mesmo doze. Esses chakras são centros de acumulação de energia, energias que podem controlar certas atividades.

Assim, existe uma acumulação de energia no centro sexual, uma grande acumulação de energia, e aqueles que têm controle sobre estas energias conseguem dominá-las e fazê-las subir, e as colocam aqui (a Mãe aponta para o chakra do peito). E aqui está o centro das energias do progresso. Esse é o que é chamado de assento de Agni (fogo) mas são as energias da evolução, a vontade de evoluir, que estão aqui.

Assim as energias concentradas no centro sexual são levadas para cima e colocadas aqui. E elas aumentam consideravelmente, de modo que o centro sexual se torna absolutamente calmo, imóvel.

Em vez de deixar as energias em lugares onde elas não são desejadas, a pessoa as leva para lugares onde são úteis, e as usa para sua evolução, sua transformação.

Tudo isso é o resultado de uma prática paciente, assídua; não é feito de qualquer modo, pensando em outras coisas ou brincando. Deve haver disciplinas. Naturalmente, quando a pessoa domina a obra, ela se torna muito interessante. 

Resultado de imagem para anahata chakra

O ÁLCOOL E O TABACO – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram




Pergunta: Por que o tabaco e o álcool destroem a memória e a força de vontade?

MÃE: Por que? É um fato. Existe um veneno no álcool, existe um veneno no tabaco; e esse veneno chega até as células e as danifica. O álcool nunca é expelido; ele se acumula em certa parte do cérebro, e então, após a acumulação, essas células não mais funcionam. Algumas pessoas até enlouquecem por causa dele, o que é chamado de delirium tremens, o resultado de ter engolido tanto álcool que não é absorvido, mas permanece assim concentrado no cérebro. Conheci pessoas que por tomar muito vinho tiveram desordens cerebrais, o cérebro não funcionava mais.

E a nicotina é um veneno muito sério, que destrói as células. Quando a pessoa fuma pela primeira vez, ela fica doente. Isso é um aviso de que não se deve fumar. Mas as pessoas pensam que é uma fraqueza e continuam até se acostumarem ao veneno. E aí o corpo não mais reage, ele se permite ser destruído sem reagir: você se liberta da reação.

Acontece o mesmo moralmente. Quando você faz algo que não deveria fazer e sua consciência lhe diz em sua pequena voz para não fazê-lo, e mesmo assim você o faz, após um tempo não mais ouvirá a consciência, e não mais terá reações interiores em absoluto contra suas más ações, porque se recusou a ouvir a voz quando ela falava com você. E então, naturalmente, você vai de mal a pior e cai no buraco.

Bem, com o tabaco é a mesma coisa: na primeira vez o corpo reage violentamente, ele vomita e diz a você: “Não quero isso de jeito nenhum.” Você o obriga com sua estupidez mental, você o força a aceitar; e o corpo já não mais reage e se deixa ser envenenado gradualmente até decompor-se. O funcionamento se deteriora; os nervos são afetados; não mais transmitem a vontade. E por fim a pessoa começa a tremer, tem movimentos desordenados.

E ficam assim apenas porque cometeram excessos: beberam e fumaram. E quando levantam um objeto, suas mãos tremem. É isso o que conseguem com os vícios.

O QUE É DEUS – A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram




respondendo a uma pergunta feita por um discípulo, a Mãe diz:

Tudo depende do significado que você coloca na palavra “Deus”. É uma palavra que expressa “algo” que você não conhece, mas está tentando alcançar.

Se você recebeu uma educação religiosa, está acostumado a chamar isso de “Deus”. Se recebeu uma educação mais positivista e filosófica, está acostumado a chamar isto por todo tipo de nomes, e pode ter ao mesmo tempo a ideia de que é a suprema verdade.

A realidade é distante demais da nossa compreensão, e chamamos de Deus. Algumas religiões dão uma forma precisa à divindade; e às vezes dão várias formas e têm vários deuses; às vezes dão apenas uma forma e têm apenas um Deus; mas tudo isso é fabricação humana.

Existe “algo”, existe uma realidade que está além de todas as nossas expressões, mas que podemos contatar praticando uma disciplina. Podemos nos identificar com ela. Quando a pessoa se identifica com essa realidade, ela sabe o que é, mas não pode expressá-la, pois as palavras não podem dizê-la.

Portanto, se você usar um tipo de vocabulário, se tiver uma convicção mental particular, você usará o vocabulário correspondente àquela convicção. Se pertencer a outro grupo que tem outra maneira de falar, você falará e pensará sobre essa realidade daquele modo.

Existe algo que não pode ser apreendido pelo pensamento, mas que existe. Mas o nome que você dá a isso pouco importa, nada importa, esse “algo” existe. Assim, a única coisa a fazer é entrar em contato com isso – não dar um nome ou descrever. Na verdade não serve para nada dar um nome ou descrever. A pessoa deve entrar em contato, concentrar-se sobre esse “algo”, vivê-lo, e se tiver a experiência não importa o nome que se dá. Apenas a experiência importa.

E quando as pessoas associam a experiência com uma expressão particular – de um modo tão estreito, tão fechado em si mesmo – isso é uma inferioridade. A pessoa deve ser capaz de viver essa realidade através de todos os caminhos possíveis, todas as ocasiões; deve-se vivê-la, pois ela é o supremo bem, é todo-poderosa, é onisciente... Sim, você pode vivê-la, mas não pode falar sobre ela. E se falar, o que é dito não tem grande importância. É apenas uma maneira de expressão, eis tudo.

Existe uma linha de filósofos que substituíram a noção de Deus pela noção de um Absoluto impessoal ou pela noção da Verdade ou a noção de Justiça, ou até mesmo a noção de progresso – de algo eternamente progressivo; mas para quem tem a capacidade interior de identificar-se com aquilo, o que é dito não tem muita importância.

Às vezes a pessoa pode ler todo um livro de filosofia e não progredir nenhum passo. Às vezes a pessoa pode ser um fervoroso devoto de uma religião e não progredir. Há pessoas que passam muitas vidas sentados em contemplação e nada alcançam.

Há pessoas (e temos exemplos bem conhecidos) que costumavam fazer os mais modestos trabalhos manuais, como um sapateiro remendando sapatos velhos, e que tiveram a experiência.

Isso está totalmente além do que se pensa ou diz. É uma dádiva, eis tudo. E tudo que é necessário fazer é conseguir identificar-se com essa realidade e vivê-la. Às vezes você lê uma sentença num livro e ela te leva lá. Às vezes você lê livros inteiros de filosofia ou religião e esses livros não te levam a lugar algum.

Entretanto há pessoas para quem a leitura de livros de filosofia ajuda a seguir em frente. Mas todas essas coisas são secundárias. Existe apenas uma coisa que é importante: uma vontade sincera e persistente, pois essas coisas não acontecem num piscar de olhos. É preciso perseverar.

Quando alguém sente que não está avançando, não deve se desencorajar; deve tentar encontrar o que está se opondo na natureza, e então fazer o progresso necessário. E de repente se faz um progresso. E quando se chega ao final, você tem uma experiência.

E o que é impressionante é que pessoas que seguem diferentes caminhos, com construções mentais totalmente diferentes, do maior crente ao maior ateu, até mesmo materialistas, têm chegado a essa mesma experiência, ela é a mesma para cada um. Porque é o verdadeiro, porque é real, porque é a única realidade.

E é total e simplesmente “aquilo”. Nada mais posso dizer. Porque palavras não têm importância. O importante é seguir o caminho, seu caminho, não importa qual seja, para chegar lá.


22.4.16

RAMATIS - O governo e as ansiedades do povo

Pergunta: - Por que os sistemas de governo, do nosso mundo, não correspondem integralmente às ansiedades dos povos governados?
            Ramatís: - Conforme conceitua a Lei Espiritual, "a cada um será dado segundo as suas obras", assim, também justifica-se perfeitamente o velho refrão popular, de que "o povo tem o governo que merece"! A humanidade terrícola ainda é insatisfeita e turbulenta, dividida em agrupamentos nacionalistas adversos, doutrinas religiosas e credos separativistas, a defender interesses exclusivos em conflitos recíprocos.
            Os povos gritam e protestam contra os seus dirigentes, tachando-os de políticos ambiciosos, corruptos ou venais, porque eles não lhes satisfazem integralmente as pretensões pessoais! Mas esquecem-se de que são governados por homens da mesma fonte humana, ou gerados no meio-ambiente, os quais apenas refletem as idiossincrasias do todo que é governado. Os eleitores elegem os seus dirigentes por sua livre e espontânea vontade; no entanto, grande parte desse quadro eleitoral avilta-se nos conchavos, perfídias e estratagemas censuráveis a fim de eleger o seu candidato simpático, ou que fez as melhores promessas! Evidentemente, num clima de desonestidade, ambições e interesses de grupos, jamais surgirá um candidato isento de qualquer falha ou defeito, porque ele representa a síntese dos seus próprios eleitores!
            Os mandatários são produtos do próprio meio que governam, proporcionando os frutos segundo o tipo de adubo do terreno onde se nutrem!
           É de senso-comum que a saúde de um conjunto depende da saúde das partes; em conseqüência, o equilíbrio, a harmonia e a eficiência de um sistema político, social, cultural, religioso ou filosófico, terá de depender, fundamentalmente, das condições sadias das partes!
            Assim, os governados não podem criticar os seus governos, pois eles constituem-se na cobertura ou superestrutura dos valores positivos e negativos do próprio povo a que estão vinculados. Muitas vezes, os indivíduos de certo sistema político exigem um governo perfeito dentro de um ambiente em que praticam e consentem as mais censuráveis relações ilícitas de ordem comercial, política ou moral. Agiotas, proxenetas, ladravazes, mistificadores, hipócritas, prostitutas, avarentos, falsários, sonegadores, imorais, fanáticos, subversivos, homicidas, alcoólatras e outros viciados não se pejam de censurar e arrasar o governo a que deram o seu voto, exigindo um homem iluminado no seio da própria abominação!
            Há quem critica a administração pública junto à mesa regada a álcool dos ambientes prostituídos; aqui, o negociante acusa severamente a inescrupulosidade do governo, enquanto rouba furtivamente no peso da mercadoria comprada pelo freguês; ali, o cidadão se enfurece exigindo mais assistência pública, enquanto sonega o fisco e o imposto de renda; acolá, comenta-se a negociata dos representantes do governo, ouvindo-se o rádio adquirido de contrabando! Então exige-se dos responsáveis administrativos o máximo de perfeição, enquanto, sub-repticiamente, praticam-se atividades ilícitas e censuráveis pela moral comum!
            Evidentemente, pouco importa a natureza dos sistemas políticos e doutrinários do mundo que eles governam, sejam fascistas, democratas, capitalistas, nazistas, comunistas ou socialistas, caso os homens que os compõem ainda são ineptos, imorais, desonestos, agiotas, fanáticos, racistas. viciados e maldosos! Assim como o vinho azedo não se modifica para melhor qualidade pela simples troca de rótulo, o mundo jamais logrará o seu equilíbrio mudando de sistemas políticos, ou etiquetas "salvacionistas" que não melhoram o conteúdo humano! Daí a ascendência do sistema "Evangelho", fruto de uma vivência da maior fidelidade ao gênero humano, o qual é o denominador comum de um estado de espírito superior, como é o Amor, acima de qualquer interesse político ou doutrinário!