24.4.19

UMA EXPERIÊNCIA NOS HIMALAYAS – Sri Madhukarnath



Certa vez, dirigi-me aos Himalayas para conhecer as montanhas e seus yogues. Saltei do ônibus em Rudraprayag e caminhei sem destino pelo rio Ganges até encontrar uma cabana. Naquele momento já estava escurecendo. Com a ajuda de minha lanterna fui seguindo até a cabana. Aproximei-me da porta. A cabana estava iluminada com a fraca luz de um lampião. Alguém ouviu-me chegar e saiu da cabana. Era um homem de meia-idade vestindo um dhoti indiano.

“Namastê”, eu disse.

“Namastê, entre”, ele disse.

Dentro da cabana, ele me fez colocar de lado a mochila e sentar. O residente da cabana era alto, de barba e cabelos longos e apresentou-se como sadhu Ananda, originário do sul da Índia. Convidou-me para ficar alguns dias com ele dizendo que comida não era problema, uma vez que tinha recursos financeiros e comprava suas provisões na cidade. Aceitei sua oferta e fiquei ali durante alguns dias.

Fazíamos longas caminhadas e nos banhávamos no Ganges, meditávamos e discutíamos religião e filosofia. Ele era uma pessoa bem viajada, culta e tinha decidido ser sadhu (renunciante) após considerar muitas opções.

Tinha se formado no famoso Instituto Indiano de Tecnologia, em Delhi, e ensinou física numa famosa universidade americana durante sete anos antes de decidir voltar à Índia e tornar-se um buscador espiritual. Era solteiro e não tinha conexão com sua família. Tinha uma natureza suave e era muito inteligente.

“Certa noite”, ele me contou, “eu estava sentado às margens do Ganges e perto da cabana, muito deprimido. Tinha encontrado muitos sadhus, lido muitos ensinamentos espirituais e praticado diferentes tipos de meditação por oito anos.

“Nenhum dos sadhus que encontrei satisfez minhas expectativas e recusei-me a aceita-los como meus gurus. Li muito J. Krishnamurti e concordava com sua opinião de que um guru não era necessário e podia inclusive ser um obstáculo. Minha meditação, que no começo era inspiradora, agora era insípida e mecânica. Não havia alegria.

“Eu tinha severas dúvidas e até comecei a pensar que a chamada vida espiritual era um desperdício de tempo e energia. Disse a mim mesmo que era hora de abandonar esse tipo fútil de vida e voltar à civilização. Com minhas qualificações, tinha certeza de que conseguiria um emprego numa universidade e levaria uma vida normal, talvez me casaria pois minha atração pelo sexo oposto continuava a ser forte, apesar do celibato que impus a mim mesmo.

“Torturado por pensamentos conflitantes e com os olhos fechados, gritei alto: ‘Onde estão os mestres que dizem morar nos Himalayas? Por que não vêm ajudar uma alma sincera e torturada como eu? Será isso tudo um mito para enganar os inocentes?’

“Nesse momento senti alguém tocar suavemente meu ombro direito. Abri os olhos. Ao meu lado estava um velho de pele enrugada, com o corpo quase nu, exceto por uma tanga em volta dos quadris. Ele tinha um rosto magro, barba rala e olhos profundos. Usava as marcas de um vaishnava (adorador de Vishnu): uma grande marca na testa em forma de U, um rosário com contas feitas de manjericão (planta sagrada para Vishnu) em seu pescoço e marcas semelhantes em seu peito e braços. Seus cabelos eram emaranhados com um coque no alto da cabeça. Estava descalço e carregava um pote de metal onde levava água.

“Inclinei-me, toquei seus pés como é o costume e disse: ‘Hari Om’. Numa voz firme e suave, quase feminina, ele disse: ‘Não desista tão facilmente, filho. Esse caminho demanda muitas vidas. Lute e verá a luz. Empregos como professor em universidades não são difíceis de conseguir, mas a vida de buscador espiritual não tem preço e não vem a todos’.

“Fiquei atordoado, não porque ele parecia ler minha mente, mas por causa do momento em que apareceu. ‘Você é um dos mestres dos Himalayas, swami?’ perguntei. ‘Por favor, ajude-me nessa angústia. Fique comigo alguns dias e te servirei, grande ser’. Ele respondeu com um sorriso: ‘Por alguns dias não, ficarei uma noite com você.’



“Quando o levei para a cabana, a noite estava chegando. Preparei uma cama para ele e estendi meu tapete no chão para poder sentar a seus pés. Perguntei-lhe se comeria alguma coisa e ele disse que ficaria feliz com uma banana e água. ‘Eu raramente como’, ele disse. ‘Este corpo não precisa de muito’. E disse que gostaria de dormir um pouco e para eu não me preocupar que ele resolveria meu problema do seu jeito. ‘Você também deve dormir’, ele disse. ‘Você parece cansado’.

“Deitando-me a seus pés e me perguntando quem seria ele, rapidamente adormeci. No meio da noite, sonhei que uma luz azul profundo pulsava dentro de uma caverna. O som de tornozeleiras vinha de algum lugar e um doce perfume enchia o ar. De repente alguém sussurrou ‘Desperte’ e despertei. O som de tornozeleiras continuava, assim como o doce perfume de incenso dentro de minha cabana.

“Sentei-me e olhei para a cama. O velho não estava mais lá. Em seu lugar, via uma pessoa semelhante a um Buddha, de cor dourada, com os olhos fechados e um lindo sorriso em seu rosto. Atrás dele, uma luz azul prateada iluminava a cabana até o teto. Assegurando-me de que não estava sonhando, prostrei-me ante ele e sentei-me na posição de lótus.
 
“A figura moveu-se em minha direção e tocou minha cabeça, testa e peito. Uma brisa refrescante subiu da base de minha espinha até minha cabeça e um calor desceu do topo de minha cabeça e encheu-me o coração. Eu estava preenchido com uma luz azul profundo que pulsava, e que tinha seu centro no ponto entre minhas sobrancelhas. Uma onda de bem-aventurança varreu meu ser e descobri num relâmpago que eu não era o pesado corpo físico, mas sim um ser feito de partículas de luz que entravam e saíam do chakra de meu coração, num ciclo contínuo.

“Quando saí desse transe, já era dia. Abri meus olhos e não vi ninguém, nada exceto um leve perfume do incenso que eu tinha sentido naquela noite. A partir daquele dia, caminhei bastante na senda espiritual. Já não há mais conflitos. Vejo com clareza.”

Depois de me despedir de Ananda, não mais me encontrei com ele. Sei que está em algum lugar dos Himalayas, peregrinando em total liberdade, sem ligações nem apegos.

A CURA PELA NATUREZA – R. Buckland



Se um dia você se sentir esgotado, irado ou tenso, saia e sente-se encostado a uma árvore. Escolha uma boa árvore de tronco sólido e sente-se no chão com as costas encostadas ao tronco. Feche os olhos e relaxe. 

Sentirá uma mudança gradual em seu estado mental. Sua tensão, sua ira, seu cansaço vão desaparecer. Em seu lugar, você sentirá uma crescente sensação de calor, um sentimento de amor e conforto. Isso vem da árvore. Aceite e seja feliz. Fique sentado ali até se sentir recuperado.



Então, antes de ir embora, abrace a árvore e agradeça-a. Dê a si mesmo um tempo para apreciar a natureza ao seu redor. Sinta o cheiro da terra, das árvores, das folhas. Absorva suas energias e envie-lhes as suas.
 
Um dos fatores que contribuem para nosso isolamento do resto da natureza são nossos sapatos. Sempre que puder, contate a natureza descalço. Faça contato com a terra. Sinta-a, absorva suas energias. Mostre seu respeito e amor pela natureza e viva com ela.

Do mesmo modo, viva com as outras pessoas. Há muitas pessoas que você encontra, durante sua vida, que podem se beneficiar através desse encontro com você. Esteja sempre pronto a ajudar outra pessoa naquilo que puder. Não ignore ninguém, nem olhe para o outro lado quando souber que essas pessoas precisam de sua ajuda.

Ajude com alegria. Ao mesmo tempo, não procure carregar os outros nas costas. Todos nós temos de viver nossas próprias vidas.

1.4.19

OS TRÊS TIPOS DE SERES HUMANOS – P. Yogananda



O destino dos homens após a morte é determinado por sua vida enquanto na Terra. Aqueles que cultivaram sattva (bondade) são levados aos reinos angelicais. Aqueles cuja natureza está cheia de rajas (paixão, apego) renascem na Terra como homens e mulheres comuns ou em outro planeta cheio de atividades, que é mais adequado a suas naturezas impetuosas.

Aqueles que se afundaram em tamas (maldade, inércia) reencarnam no corpo de animais ou em famílias de seres humanos primitivos ou bestiais, ou permanecem por longos períodos em escuras esferas astrais, ou em planetas similares à Terra, mas mais pesadamente saturados de sofrimento e violência. Um viciado em drogas ou álcool, uma pessoa obcecada por sexo, caem cada vez mais baixo na escala da evolução.

Um homem rajásico cozinha a si mesmo vagarosamente no forno das preocupações, mas um homem tamásico, como que ossificado, não desperta nem mesmo através do processo das preocupações; ele existe como uma pedra inerte e sem vida.

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Existem muitos graus de seres sátvicos: de homens bons, à bondade mesclada com santidade, até o yogue liberado. À medida que os homens bons se aproximam da perfeição, tornam-se santos, sábios, yogues, anjos, arcanjos, até imergirem na unidade do Espírito Universal.

Do mesmo modo, existem muitos tipos de homens rajásicos ou mundanos, alguns com qualidades espirituais e alguns próximos a se tornarem maus. E também existem muitas pessoas leve, mediana e extremamente más.

Existem universos sátvicos, que contêm fundamentalmente seres bons. Existem universos rajásicos nos quais a grande maioria dos seres são guiados pela paixão e atividade – esta Terra é predominantemente rajásica em seu estágio atual de evolução.

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Do mesmo modo, existem universos que são dominados principalmente pelas manifestações tamásicas, com criaturas más e bestiais como os dinossauros das eras pré-históricas da Terra e outras feras da água, do ar e do solo firme, que se mantêm constantemente em guerra entre espécies e canibalismo. E existem universos e planetas onde seres decaídos e depravados residem como demônios e duendes maléficos.

Todos esses humanos, animais, feras selvagens, seres brutalizados, demônios, seres de características boas, impulsivas ou más, mantêm este sonho cósmico cheio de variedade e entretenimento, excitação e inspiração.

Os seres humanos inteligentes, após tantas encarnações de lutas cheias de pesadelos, sofrimentos e mortes, devem aprender sua lição e lutar para acordar deste drama cósmico, voltando ao lar da alma, que é o Espírito Universal.



19.3.19

ALINHANDO-SE COM A TERRA – Sadhguru



O planeta tem grande influência sobre o corpo humano. Por exemplo, os parâmetros fisiológicos de seu corpo funcionam de modos diferentes, dependendo da posição em pé ou deitado sobre a terra.

Existem maneiras de estar mais envolvido com o grande magneto sobre o qual vivemos (a Terra) e do qual somos feitos. Se você tem um jardim e alguma privacidade, de manhã, após terminar suas práticas espirituais, cave ali um buraco de uns 50 cm de profundidade. Coloque seus pés dentro e cubra de terra até um pouco acima dos tornozelos. Sente-se ali durante 30 ou 40 minutos, em quietude.

Há muitos benefícios nesta prática. Em relação a sua saúde, você verá que, ao se alinhar ao magnetismo do planeta, as alergias desaparecerão. Fundamentalmente, as alergias indicam que algo dentro de você não está em harmonia com o material que cria a vida neste planeta – você está se tornando um corpo estranho ao planeta.Uma outra prática benéfica é tomar banho de lama.

Talvez você tenha ouvido falar de yogues que se enterram até o pescoço como parte de suas práticas de yoga. Você não precisa ir tão longe, mas estar em contato com a terra é muito benéfico em termos de saúde, bem-estar e para certos tipos de práticas espirituais.
Quando alguns yogues adquirem certas capacidades, como ter um corpo leve como o ar, caminhar sobre a água ou outras coisas consideradas sobrenaturais, é devido a sua habilidade de alinhar sua vida física com os corpos celestes.

Existem nove corpos celestes que têm um papel significativo no que acontece aos seres humanos. Desses nove, a Terra, a Lua e o Sol são os mais importantes. Se seu sistema estiver alinhado ao menos a esses três, e você estiver conscientemente sensível ao relacionamento mutável da Terra com a Lua e o Sol em determinado dia, e souber como ajustar seu sistema, então será competente em Tantra Yoga.

No palco os astros: sol, terra e lua!



18.3.19

MACONHA E ILUMINAÇÃO – Sadhguru


Pergunta: A maconha é um caminho para a iluminação? Afinal, supõe-se que Shiva tenha fumado.

Sadhguru: Se você olhar em meus olhos de perto, verá que estou sempre inebriado. Muitas vezes aconteceu que pessoas que estavam fumando maconha nos Himalayas e em outros lugares me convidaram para juntar-me a eles porque pensaram que eu era um fumante. Nunca toquei nessa substância.

Para mim, a coisa mais importante é viver uma vida clara como o cristal. Ficar com a mente nebulosa com maconha não é viver. Quando você está doente e morrendo, a vida se torna nebulosa e obscura. Quando você está ativo, a claridade é a coisa mais importante. E a claridade pode ser inebriante.

Se você se senta sentindo-se plenamente vivo, alerta e inebriado sem qualquer estímulo externo, então um elemento de Shiva veio a você. Se você puder sentar-se sentindo-se plenamente alerta, é assim que a vida se torna inebriante, não fumando ervas. Deixe as ervas para as vacas. Seres humanos podem fazer coisas melhores.

Usando qualquer tipo de tóxico – álcool, drogas ou seja o que for – de certa maneira você está diminuindo sua capacidade humana. Essas coisas diminuem você como ser humano.

Observe aqueles que geralmente fumam maconha. Quando estão intoxicados, parecem estar em paz. Mas se você não lhes dá a substância por dois dias, verá como ficam irritadiços. Você pode estar em paz quando sua mente fica nebulosa com a maconha, mas essa paz não tem nenhum valor.

Se você usa qualquer tipo de substância externa, algo dentro de você encolhe. Mas se você fica inebriado interiormente com a meditação, algo dentro de você melhora e se expande. Essa é a grande diferença.

Milhões de anos de evolução trouxeram o ser humano ao nível atual de funcionamento cerebral. Mas você não sabe lidar com essa capacidade e quer fumar maconha para ficar com a mente obscura. Com certeza, é um passo para trás. Não há nada espiritual nisso.



Sadhu Smoking Weed

12.3.19

A TÉCNICA DE MEDITAÇÃO DO TERCEIRO OLHO - Eklavya



O sexto Chakra é conhecido como Ajña Chakra, localizado entre as sobrancelhas. É o assento do místico “terceiro olho”. Quando nos concentramos no terceiro olho, automaticamente e instantaneamente obtemos um estado meditativo.

Sente-se de pernas cruzadas. Se isso não for possível, então sente-se confortavelmente numa cadeira ou numa cama firme. Mantenha sua espinha ereta. Feche os olhos. Inale e exale profundamente 3 vezes. Agora concentre-se no meio de sua testa, na área alguns centímetros acima do meio dos olhos.
Ainda com os olhos fechados, dirija o olhar gentilmente para o terceiro olho, entre as sobrancelhas, num ângulo de 20 ou 25 graus para cima. Sabe o que sentirá? Sentirá uma agradável tensão acima dos olhos. Haverá tensão, mas você sentirá prazer nela. Sentirá uma estranha sensação no terceiro olho, difícil de descrever em palavras. Além disso, os pensamentos vão desaparecer e você se sentirá mais perto do centro de seu ser.
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Fique nesse estado, com os olhos dirigidos para cima, por 10 a 15 minutos. Pode repetir um mantra de sua preferência ou orar a Deus durante a meditação.Em seguida volte vagarosamente, abra os olhos e retorne-os ao estado normal, liberando a tensão.
Esse tipo de meditação é um método muito poderoso para desenvolver a concentração. É também um exercício muito útil para a saúde dos olhos. Meditar em Ajña Chakra também é útil para desenvolver a intuição.
Aprenda a meditar pela simples alegria da meditação, pela bênção que ela traz.Não espere desenvolver nenhum poder sobrenatural com ela, do contrário se desviará do caminho.
ALGUMAS PALAVRAS DE AVISO:

Se quando meditar no terceiro olho, sentir que o centro de sua testa está esquentando, isso indica que está atraindo a energia de Kundalini. Nesse caso, seja cuidadoso e pare imediatamente o exercício. Para quem não conhece as complicações do despertar de Kundalini e seus vários caminhos, é melhor limitar-se apenas ao processo de meditação.
Tente a meditação do terceiro olho sem pensar no despertar de Kundalini. Esse despertar é para yogues que dedicam o tempo integral de suas vidas a esse assunto. Não é para homens e mulheres comuns como nós.
Se tiver dores de cabeça, interrompa a meditação durante alguns dias, e continue depois que sentir que seus nervos se restabeleceram novamente. Dirija os olhos para cima gentilmente, sem demasiada tensão. Com o tempo e a prática, os nervos oculares ficarão mais fortes e o período da prática poderá ser estendido gradativamente.


GURU YOGA – Paul Brunton



Existe esperança e ajuda para aquelas pessoas que estão cansadas da religião ortodoxa e que ao mesmo tempo não são capazes de beneficiar-se do misticismo. Elas devem repetir em seu coração, continuamente, dia após dia, o nome de um Guia Espiritual em cujas obras elas sinceramente acreditam, um guia que se dedicou ao serviço aos seres humanos e em cujo poder salvador elas confiam. Esse guia pode estar vivo ou morto. Se ele for um guia que realmente permaneceu imerso no Eu Superior, elas conseguirão resultados genuínos. Se, entretanto, sua fé é posta em alguém que não é divino, nenhum resultado será obtido, a não ser alucinações. Mas quando a devoção é dada a uma grande alma, ela seguramente será recompensada. Pois a repetição silenciosa de seu nome, onde quer que a pessoa esteja e o que quer que faça, em si mesma se tornará um fácil exercício místico de concentração. Não importa quão ignorante o devoto possa ser, a Graça do Eu Superior o alcança.

O yoga de auto-identificação com um adepto é o método mais efetivo e traz os resultados mais rápidos, porque atrai sua graça. O fato é que a inspiração vem com o mero pensamento nele. Esse caminho de yoga envolve duas técnicas: primeiro, meditação formal em períodos fixos, concentrando-se numa imagem mental do mestre, e segundo, lembrança do mestre tão frequentemente quanto possível, em todos os momentos do dia. Nesse caminho, você oferece seu corpo ao mestre, assim como um médium oferece o seu a um espírito desencarnado. Você o convida e o deixa tomar posse de seu corpo e mente. Primeiro, você sente sua presença. Depois você sente que ele toma posse de seu corpo e mente. Em seguida, você sente que é ele (não dualidade). Finalmente, ele desaparece de sua consciência e outro ser se anuncia como sua alma divina. Esta é a meta. Você encontrou seu eu superior.


A fotografia do mestre deve ser colocada em frente ao discípulo na meditação. Este fixa seu olhar na foto e dedica toda a energia de sua mente a essa contemplação. Assim a foto fica impressa na tela mental. A prática continua até que o mestre possa ser visto com os olhos fechados, assim como com os olhos abertos.

Concentrando a mente e a memória no guia espiritual, o discípulo atrai força, inspiração e paz dele. Manter a imagem do mestre na consciência é suficiente para prover proteção contra os perigos e tentações do mundo.

A pessoa deve fechar seus olhos, repetir o mantra várias vezes e tentar penetrar cada vez mais profundamente em seu significado a cada repetição.