6.10.19

O MISTÉRIO DE SAHASRARA – Sri Aurobindo



O sétimo chakra (Sahasrara) é às vezes confundido com o cérebro, mas isto é um erro – o cérebro é apenas um canal de comunicação situado entre o chakra de mil pétalas (Sahasrara) e o chakra da testa (Ajña).

Sahasrara é às vezes chamado de o chakra do vazio (shúnya), ou porque não está no corpo, mas num aparente vazio, ou porque ao elevar-se acima da cabeça a pessoa entra no silêncio do ser espiritual.

Sahasrara é o chakra que se situa acima da cabeça. É o sétimo centro e o mais elevado. Os que consideram apenas os centros que estão dentro do corpo contam seis chakras, excluindo o Sahasrara.

Os chakras se abrem sob a pressão do sádhana (práticas espirituais) e sua atividade em pessoas comuns é muito pequena, pois nelas é a consciência exterior que está ativa.

A abertura no alto da cabeça é o Brahmarandhra, através do qual existe a comunicação entre a consciência superior e a inferior do corpo. É uma passagem, não um chakra. O chakra é o Sahasrara de mil pétalas, que se situa sobre aquela parte da cabeça (o Brahmarandhra).

O cérebro é apenas um centro de consciência física. Quando a pessoa cessa de estar presa ao corpo, então o cérebro se torna apenas um canal transmissor, passivo e silencioso.

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18.9.19

PRANAYAMAS PARA CURAR A ANSIEDADE – Alina Prax



Sua respiração é uma força curativa incrivelmente potente. Na antiga língua sânscrita, respiração é vida e é conhecida como prana, ou energia da vida. Essa energia sagrada entra em nós com cada inspiração e sai com cada expiração. É uma potente corrente de cura que podemos acessar a todo momento, particularmente quando sentimos estresse e ansiedade.
Os antigos yogues desenvolveram sofisticadas técnicas de respiração conhecidas como pranayama, que ajudam a remover o estresse e equilibrar o sistema nervoso. Algumas técnicas são incrivelmente simples, enquanto outras são mais complicadas.
Na maior parte do tempo, nem percebemos que estamos respirando. Respiramos automaticamente. Estar consciente da respiração muda tudo. Ao nos tornarmos conscientes de nossa respiração, começamos a acalmar a ansiedade que acompanha um estilo de vida inconsciente.
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Muitos de nós temos um padrão não saudável de respirar – especialmente quando estamos estressados. Ao fazer o prana mover-se livremente pelo corpo, podemos acabar com o estresse e a ansiedade. Quando você se sente ansioso, é importante prestar atenção imediatamente em sua respiração. O Universo está aqui para guia-lo e protege-lo durante suas lutas, e quando você se torna consciente da respiração pode conectar-se a essa energia sagrada da vida.
Quando você se torna profundamente consciente de sua respiração, você diminui o caos de sua mente, onde o estresse reside.
Respiração yogue completa
Uma das melhores maneiras de remover a ansiedade com a respiração é utilizando a respiração yogue completa. Inale contando até quatro, segure contando quatro, agora exale contando quatro e segure contando quatro. Você pode fazer isso quantas vezes quiser, ou até sentir a ansiedade desaparecer.
Nadi Shodhana
Feche a narina direita e inale suavemente pela esquerda, depois feche a esquerda e exale pela direita. Em seguida inale pela direita e exale suavemente pela esquerda. Faça até sentir a ansiedade desaparecer e equilibrar o sistema nervoso.

Respiração abdominal

Faça isso a qualquer hora e qualquer lugar – talvez antes de um evento estressante ou exame importante. Coloque suas mãos sobre seu abdômen e inale fazendo com que o mesmo expanda, depois observe-o contrair-se com a exalação.




5.9.19

UMA RESPIRAÇÃO PARA DINAMIZAR O CÉREBRO – Julie Bernier



Diferente de outros pranayamas, que possuem um efeito relaxante, Kapalabháti é incrivelmente revigorante. Gosto de usá-lo para despertar de manhã e afastar qualquer preguiça e sono. Ele me dá certa clareza e energia que nenhuma quantidade de café poderia dar.
Kapalabháti me deixa radiante e tem efeitos que melhoram inclusive a beleza física. Mas seu verdadeiro propósito é limpar. Suas exalações forçadas limpam o catarro dos canais nasais; por isso é uma prática preliminar para outros pranayamas que requerem narinas desimpedidas, como a respiração alternada.
Técnica da respiração
Kapalabháti não deve ser confundido com Bhástrika. Em Bhástrika, a inalação e a exalação são ambas exageradas e de igual duração. Entretanto, em Kapalabháti a exalação é forçada e a inalação é suave e natural. Contraindo vigorosa e rapidamente os músculos abdominais para dentro, a expiração sai rápida e forte. A inalação acontece de modo natural e sem esforço, relaxando os músculos abdominais; acontece mais lentamente.
Pratique 32 vezes, ou menos, de acordo com sua capacidade. Ao cansar, pare e relaxe.

Benefícios

Kapalabháti limpa instantaneamente os canais da respiração, tanto que é necessário ter ao lado um lenço de papel. Por isso, é considerado uma prática benéfica para desordens respiratórias. Também estimula a digestão por ativar a região abdominal.
É extremamente revigorante, afastando o sono e a preguiça. Por isso não deve ser praticado antes de ir para a cama. Limpa também os nadis, que são canais sutis onde circula o prana, e aumenta o oxigênio no corpo.
Pode ser praticado após os âsanas e antes de pranayamas. Mentalmente, desperta a consciência e aumenta a energia mental.
Resultado de imagem para julie bernier  J. Bernier

31.7.19

PARA UMA MEDITAÇÃO PROFUNDA – Swami Satchidananda



Os plexos nervos localizados na coluna, ou chakras, podem ser usados como focos para sua concentração durante a meditação. Porém não se recomenda manter a mente concentrada nos chakras baixos.

Se sentir calor num destes, desfrute-o, mas não permita que a mente se fixe nele. Leve a mente a um dos centros mais altos, como o coração ou o terceiro olho. Atraia toda sua energia para cima.

Os nervos psíquicos se unem num ponto entre as sobrancelhas – não no exterior mas no interior. Quase na parte central do crânio; para ser preciso, ali onde se alojam as glândulas pineal e pituitária, que são chamadas Shiva e Shakti no simbolismo do yoga.



Eles têm o touro como veículo: a glândula tireoide. Shiva monta o touro e, por isso, é o comandante chefe. Pois a tireoide se impõe sobre todo o sistema. É uma réplica de todo o corpo.

Você pode enfocar sua meditação no centro amoroso do coração ou na torre central, entre as sobrancelhas, na qual se localiza o santo dos santos.

Às vezes, durante a meditação, talvez você ouvirá um som muito sutil, mas quando tratar de ouvi-lo melhor, desaparecerá. Pois se você se emocionar ou se assustar, perderá a serenidade que gerou esse som. Espera com paciência e pouco a pouco começará a ouvi-lo de novo.

Para sair de sua meditação, com lentidão, vá aumentando o tempo de sua inalação e exalação. Respire com movimentos largos. Inale e exale profundamente, várias vezes.

VOCÊ VEIO PARA CRESCER – Swami Satchidananda



Todo desejo pessoal é um nó que o amarra. Desamarre-se. Você não tem que renunciar a nada neste mundo, somente ao seu apego às coisas. Pode possuir coisas, mas não permita que estas se apossem de você.

E não acumule mais do que necessita. Não saberia o que usar, onde guardar tantas coisas, como cuidar delas – tudo isto vai inquietar sua mente. Se tem muita roupa guardada e deseja ir depressa a algum lugar, gastará horas para saber o que vestir. Mas se tem só duas peças, se vestirá com uma delas e poderá sair rapidamente.

Só nos prejudica aquilo a que nos apegamos. Se você se desprende das coisas, experimenta paz. A pessoa que vive de forma simples, com o essencial para sobreviver, se livra de preocupações.

O mundo foi criado para que o compreendamos, nos sirvamos dele e para que cresçamos. Não podemos fugir. O mundo todo é como uma “onda quente”. Onde formos no cosmos seremos “cozidos” por nossas próprias experiências.

Portanto, temos que aceitar esta verdade até que estejamos “queimados”. A aceitação da vontade divina nos dá alegria, nos acalma. Outros talvez dirão: “Deus meu, quanto sofrimento!” Nós exclamaremos: “Muito bem. Se queres assim, vamos em frente”.



O mundo não é terrível nem imperfeito. Pelo contrário, é perfeito. Você está num processo de fabricação. Uma vez que esteja bem “queimado” pelas experiências da vida, se sentirá livre e dirá: “Agora sou feliz”. Então poderá aconselhar a outros: “Não se preocupem. Logo vocês também estarão ‘queimados’ como eu e serão felizes”.

Se você conhece o propósito do sofrimento – queimar seu ego – inclusive se alegrará com isso. O sofrimento é o caminho da purificação. Assim como o ouro deve ser derretido e esfriar para que seja purificado, todas as pessoas são purificadas pelo calor do sofrimento. Então aceite o sofrimento como vier.
Apesar disso, você não precisa ir em busca do sofrimento. Não deve provoca-lo a si mesmo nem a outros.

Para conhecer o bem, é preciso saber o que é o mal. Se o sofrimento se aproxima, aceite-o com alegria, agradeça a Deus e à pessoa que o produz. Se sofre, examine as causas.

23.7.19

OS TRÊS TIPOS DE YOGUES – Sadhguru



Certas escolas de yoga classificam os yogues em três categorias. São chamados de mandha, madhyama e uttama.
Mandha Yogues – de percepção não contínua
Mandha significa que o yogue experimentou a consciência interior. Ele experimentou a fonte da criação, conheceu a unidade, mas não consegue manter esse estado o dia todo. Precisa esforçar-se para voltar a ele. Às vezes está consciente e às vezes perdeu toda a percepção. Em outras palavras, sua percepção não é sempre a mesma. 

Ninguém consegue estar divinamente consciente vinte e quatro horas por dia. Se você está fazendo um esforço para ser consciente e puder consegui-lo por alguns segundos ou minutos, já é uma grande coisa. Portanto, o primeiro estágio de um yogue é chamado mandha.
Madhyama Yogues – de percepção contínua
A segunda categoria de yogues é chamada madhyama, que significa médio. Ele tem constante percepção da dimensão interior, mas não consegue lidar com a dimensão física. Têm havido vários yogues, que são adorados ainda hoje, que eram absolutamente incapazes em sua vida física. Em certos momentos de suas vidas, tinham que ser lembrados de comer ou fazer suas necessidades no toalete. Estavam num fantástico estado interiormente, mas eram como crianças, desconectadas do mundo exterior.

Um exemplo é Neem Karoli Baba, que não sabia quando tinha de ir ao toalete. Quando alguém lhe dizia “Você não foi ao toalete por tantas horas, deve ir,” então ele ia. As funções físicas, a atividade mundana estava completamente ausente  de sua consciência.

Uttama Yogues – a história de Guru Dattatreya
O terceiro estado de um yogue é estar em constante percepção do estágio final, e ao mesmo tempo, estar perfeitamente sintonizado com o mundo exterior. Um exemplo foi Dattatreya. As pessoas que conviviam com ele diziam que era a encarnação de Shiva, Vishnu e Brahma ao mesmo tempo. Essa era a maneira das pessoas expressarem aquele estado espiritual. Porque viam que, embora ele estivesse em forma humana, nada havia de humano nele.

Por isso, vemos nas imagens de Dattatreya que ele é representado com três cabeças, por ser considerado a encarnação das três divindades.

Dattatreya viveu uma vida muito misteriosa. Ainda hoje, depois de séculos, os adoradores de Dattatreya são um clã poderoso. Vocês devem ter ouvido falar dos Kanphats. Ainda hoje, eles caminham acompanhados de cachorros pretos. Dattatreya sempre tinha a seu redor cachorros que eram totalmente pretos.

Se você tem um cachorro em casa, sabe que ele tem mais percepção que você. No olfato, na audição, na visão – ele parece ser melhor que você. Assim, Dattatreya colocava o cão num nível diferente e escolhia aqueles que eram completamente pretos. Também os Kanphats levam consigo esses cães, e os tratam muito bem. Aquilo que Dattatreya estabeleceu para o caminho espiritual ainda é seguido hoje e seus seguidores formam um dos maiores grupos de buscadores espirituais.
A busca de Parashurama por um Guru
Parashurama foi um grande sábio guerreiro da época do Mahabhárata. De muitas maneiras, mesmo sem participar diretamente, Parashurama decidiu o destino da guerra de Kurukshetra. Ele treinou Karna desde o começo. Portanto, tinha enormes capacidades guerreiras, mas sua volatilidade emocional não lhe permitia perceber o divino em todos os momentos de sua vida. Algumas vezes tinha a consciência interior, outras não. Na maior parte do tempo, era dominado pela ira. Ele era um brâmane (casta dedicada à busca espiritual) que odiava os kshátrias (casta guerreira).

Resultado de imagem para parasurama   Parashurama

Então ele foi a muitos gurus sem encontrar solução para sua consciência não contínua. Finalmente, chegou a Dattatreya. As pessoas lhe diziam "Dattatreya é sua resposta." E Parashurama foi até ele, com seu machado de guerra na mão. Quando os outros discípulos do mestre o viram, fugiram de medo!

Quando Parashurama entrou na morada de Dattatreya, viu um homem sentado com uma garrafa de vinho de um lado e uma jovem mulher do outro. Ele apenas olhou. Dattatreya parecia bêbado. Parashurama olhou para ele, colocou seu machado no chão para nunca mais pegá-lo e prostrou-se perante o mestre. 
No momento em que ele se prostrou, a garrafa de vinho e a mulher desapareceram e Dattatreya estava ali sentado com seu cachorro a seus pés. Parashurama encontrou sua salvação em Dattatreya.

Parashurama  era um homem de imensas capacidades, mas sua capacidade encontrava expressão na ira, sempre se encontrava num estado negativo de volatilidade emocional. O momento que ele encontrou Dattatreya foi o momento de sua abertura para o divino. Se aquela consciência tivesse chegado mais cedo em sua vida, muitos guerreiros teriam sido poupados por seu machado!


15.7.19

OS REQUISITOS PARA BRAHMACHARYA – Swami Chidananda



Brahmacharya ou celibato é um processo racional de preservar ou conservar energia preciosa para que possa ser utilizada em outras funções essenciais e indispensáveis. Se essa energia é assim preservada, pode ser convertida como a água é convertida em vapor. E então ela realiza maravilhas. Um rio pode não ter muito poder em si mesmo. Você pode atravessá-lo a nado ou remando. Mas se ele é represado e suas águas são conservadas, então terá o poder, se devidamente canalizado, de mover grandes turbinas e produzir eletricidade.

É isso o que faz o celibato. Mas qual é a origem dessa energia? Tudo que você vê, toda força deriva da fonte última de energia cósmica. E nossos antigos sábios disseram que é essa energia cósmica que leva pelo espaço os corpos celestiais em seu curso. Todos os astros são mantidos em movimento através dessa misteriosa, inexplicável, indescritível, inimaginável energia. E consideravam essa energia como algo divino, sem começo e sem fim. Ela é eterna e permeia todo o espaço. Não há lugar onde não esteja.

E é essa energia, que não apenas mantém esse universo em funcionamento, mas também incontáveis universos, que está presente nos seres humanos como força sexual. Por isso os hindus consideram sagrada essa energia, algo que é digno de ser adorado e não desperdiçado. Dizem que essa energia é uma manifestação da Mãe Divina, a energia cósmica. Por isso, deve ser tratada com reverência.

 Imagem relacionada Sivananda

Essa força cósmica se manifesta em nosso sistema como prana (energia vital, força vital). E prana é a reserva preciosa do buscador espiritual. Toda atividade consome prana, e a atividade que consome a maior quantidade de prana é o ato sexual. Gurudev (Swami Sivananda) afirmou categoricamente: “A atividade sexual destrói o sistema nervoso.” Porque cria grande excitação, grande agitação e uma intensidade de sentimento que, como consequência, deixam a pessoa  exausta e vazia.

O maior de todos os objetivos da vida humana – a realização espiritual – requer o máximo de energia prânica disponível em todos os níveis: mental, intelectual e emocional. É através de prana que o buscador tranquiliza a mente inquieta. É através de prana que os raios da mente são concentrados. Através de prana a pessoa dirige a mente concentrada ao objeto da concentração. Prana é necessário para a reflexão espiritual e discriminação.

Você pode ser uma pessoa muito intelectual e compreender o significado das palavras do guru, mas se o guru falar de uma coisa que não está na experiência normal do ser humano, é necessário ter um tipo sutil e especial de compreensão. E essa compreensão é desenvolvida por brahmacharya (celibato).

O ato sexual é o auge da fisicalidade ou animalidade. É um processo que dirige toda sua atenção e desejo em sua parte animal. Você acha que isso o ajudará a obter a Consciência Cósmica?

A vida espiritual começa com o reconhecimento de que, enquanto você se mantiver buscando satisfação dos sentidos e prazeres, não vai se adiantar um passo. Tudo vai ficar apenas no nível teórico e acadêmico.

Um dos yogas onde o celibato é absolutamente essencial e indispensável é kundalini yoga. Desde o começo. De outro modo, é perigoso trilhar esse caminho que é baseado em pranayama,mudras, bandhas e âsanas.

Existem certos estágios e estados em que se pode ser altamente espiritual e ao mesmo tempo levar uma vida sexual normal. Isso é verdadeiro especialmente no caminho da devoção – bhakti yoga, em que as pessoas seguem o caminho do amor a Deus, devoção, oração e adoração, repetindo o Nome Divino, cantando suas glórias.

Esse caminho não faz nenhuma distinção entre um celibatário, um chefe de família ou um casal que vive uma vida espiritual dedicado a suas práticas. No caminho da devoção o celibato total não é exigido. Mas porque o ato sexual consome grande quantidade de energia prânica, naturalmente o autocontrole também é importante.

Portanto, algum tipo de celibato na forma de autocontrole e fidelidade com o parceiro sexual também pode ser considerado brahmacharya. Desse modo a vida sexual não é contrária à vida espiritual. E esse tem sido o caso de muitos devotos.

Brahmacharya (celibato) não é nem evitar a sexualidade, nem reprimi-la. É fazer uso do potencial sexual para algo dez vezes, cem vezes maior.Se uma pessoa é forçada a ser celibatária contra sua inclinação e vontade, condições anormais podem resultar em sua saúde mental.

Mas se uma pessoa inteligente, tendo analisado profundamente a base da vida, diz: “Se quero conseguir algo grande, não posso desperdiçar as energias que tenho. Quanto mais conservo, mais posso dedicar a conseguir meu objetivo”, então esse celibato não se torna supressão, mas sim algo positivo, criativo.

Quando o celibato é assim encarado, as teorias de Freud e outros psicólogos perdem o sentido. Eles nunca visualizaram tal situação, tal possibilidade. Mas não é apenas uma possibilidade, é uma tradição de milênios – alguém sendo preparado para fazer algo, dar algo, pagar qualquer preço para obter o Mais Elevado.

A vasta maioria de seres humanos são apenas animais humanos; estão totalmente imersos na consciência do corpo. Sua consciência gira ao redor dos três chakras inferiores, que correspondem à comida, sexo e eliminação. Se algum despertar lhes vem e eles desenvolvem compaixão pelos outros, um espírito de serviço etc., então a consciência se manifesta no quarto chakra, o centro do sentimento.

Se a consciência persistir em sua tendência para cima, para a evolução espiritual, ela alcança vishuddha-chakra, onde a pessoa pode ter muitas experiências subjetivas, visões etc. mas ainda nesse estágio a consciência se move para cima e para baixo continuamente.

Se a consciência se elevar ao ajna-chakra, a pessoa terá a tendência de ser mais estável, porque esse é o centro da mente, da psiquê. Mas é apenas quando a consciência alcança o sahasrara que não mais haverá chance de queda. A pessoa se elevou acima da consciência física.Mas até esse ponto, o aspirante deve estar vigilante.